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Trofa dedica dois dias a debater futuro da Educação

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“Cada Escola, uma Boa Escola: construir o futuro da educação na Trofa” foi o tema que orientou os trabalhos das Jornadas da Educação, que a Câmara Municipal da Trofa promoveu, nos dias 29 e 30 de junho, no auditório do Fórum Trofa XXI. A iniciativa juntou especialistas, docentes, dirigentes escolares e comunidade educativa para discutir os principais desafios e oportunidades da educação no concelho e no país.

O programa incluiu conferências e debates com nomes de referência na área da educação, como Miguel Santos Guerra, responsável pela conferência de abertura, e António Sampaio da Nóvoa, que fechou a iniciativa.

Ao longo dos dois dias foram abordados temas como a autonomia das escolas, a qualidade dos resultados, a inovação pedagógica e o ensino profissional, com partilha de boas práticas envolvendo agrupamentos de escolas, instituições de formação e entidades empresariais.

Para o presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Araújo, o objetivo do encontro passava por “pôr todos a debater aquilo que deve ser a educação, não só no presente, mas a educação que se pretende para o futuro”. O autarca sublinhou que os especialistas convidados contribuíram para “uma visão mais profunda daquilo que deve ser a educação”, complementada por grupos de debate e palestrantes que expuseram as suas próprias perspetivas.

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Sérgio Araújo defendeu que a educação é “um pilar absolutamente essencial” do concelho e que as escolas não devem ser entendidas apenas como infraestruturas a renovar. “Também queremos fazer diferente, apostando neste tipo de atividades”, afirmou, agradecendo o envolvimento de escolas públicas, privadas e profissionais.

Trofa quer mais competências na Educação

Questionado sobre a reunião que a presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) anunciou com o ministro da Educação, juntamente com os autarcas dos 17 municípios da região, Sérgio Araújo afirmou que a Trofa pretende reivindicar mais competências. O presidente criticou o modelo de transferência de competências para a educação, considerando que, na prática, transformou os municípios em “tarefeiros do Governo”.

“Foi uma medida que no seu ideal até pode ter alguma justiça e algum bom fundamento, mas foi extremamente mal executada”, afirmou. Sérgio Araújo defendeu que o Ministério deve atribuir mais competências às câmaras, não apenas ao nível financeiro, mas também na gestão logística das escolas, área que considera estar ainda demasiado centralizada.

O autarca manifestou-se também disponível para ouvir eventuais novidades do Governo Central a apresentar nesse encontro, destacando o papel da AMP na representação de “uma franja significativa da população da região Norte e do país”.

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