Religião
Grupo de Acólitos da Trofa organiza exposição
O Grupo de Acólitos da paróquia de São Martinho de Bougado vai realizar uma “Exposição Litúrgica” em dois fins-de-semana (de 29 a 31 de maio e de 5 a 7 de junho) cujo propósito é “fazer uma viagem histórica do seu grupo”, o qual já leva mais de 40 anos de existência, expondo objectos litúrgicos, vestes, livros, fotografias e outras peças “ ligadas à vida da paróquia de São Martinho de Bougado.
Segundo o Secretariado Nacional de Liturgia, os Acólitos são ministros instituídos, ou fiéis devidamente preparados, que se dedicam ao serviço no altar nas celebrações litúrgicas, auxiliando o sacerdote e o diácono. A palavra provém do grego “akólouthos”, que significa “acompanhar no caminho”, (“seguidor “ ou “assistente”) indicando aquele que segue ou vai ao lado para servir.
1-Qual a origem (Quando terão nascido?):
O ministério do acólito remonta aos primeiros séculos da Igreja. Há relatos que mencionam a existência de acólitos na Igreja de Roma, em meados do século III; no início, faziam parte das chamadas “ordens Menores”; com o tempo, a função tornou-se uma etapa prévia ao sacerdócio. Mais tarde, com a realização do Concílio Vaticano II,( no século XX), este suprimiu as ordens menores e manteve o acolitado como um “ministério instituído”, não ordenado, focando na sua função pastoral e litúrgica.
2-Como era antes do Vaticano II?
Antes do Concílio Vaticano II, a função do acólito era, muitas vezes, exercida apenas pelos candidatos às ordens superiores ou por crianças(chamados de “coroinhas”no Brasil) que actuavam como “ajudantes” (da Missa) do sacerdote.
*Ajudante da Missa: O que fazia? Na Missa Tridentina (Missa em latim, de costas para a assembleia) , o acólito (ajudante), era quem “respondia” às Orações do sacerdote (celebrante), também em latim. Por exemplo, no início da Missa, logo que o Padre fazia o sinal da cruz, rezava a seguinte oração: “Introibo ad altare Dei” (que significava: Subirei ao altar de Deus), ao que o acólito respondia: “Ad Deum qui laetificat juventutem meam”( Ao Deus que alegra a minha juventude”). Funções específicas: Eles seguravam no missal, tocavam a sineta, transferiam o missal de um lado para o outro do altar e serviam o vinho e a água, assim como seguravam na toalha, enquanto o sacerdote lavava as mãos (o chamado Lavabo, em latim). A sua função era descrita como “servir o altar” e auxiliar o sacerdote celebrante na ausência de outros ministros ordenados (diácono ou subdiácono).
3-O que foi decretado pelo Vaticano II, para a função dos “acólitos”:
Após o Concílio Vaticano II, a função dos acólitos passou por uma significativa reforma, focada na valorização do laicado e na adaptação litúrgica. As principais mudanças foram formalizadas pelo Papa Paulo VI através do Motu Proprio “Ministeria Quaedam”, datado de 15 de agosto de 1972. As principais determinações no que à instituição dos Acólitos diz respeito, foram:
*Transformação em Ministério Laical: Tendo sido suprimidas as “ordens menores” (que incluíam o acolitado), estas foram substituídas por ministérios instituídos. O acolitado, além de ter deixado de ser uma etapa obrigatória apenas para seminaristas, candidatos ao sacerdócio, passou a ser aberto a leigos, homens casados ou solteiros, de forma estável.
*Função principal: O acólito” instituído”, tem a missão de cuidar do serviço do altar, auxiliar o diácono e o sacerdote nas celebrações litúrgicas, especialmente na Missa e nos Baptizados.
Distribuição da Eucaristia: Na ausência ou impedimento de ministros ordenados (e de Ministros extraordinários da Comunhão), o acólito “instituído” pode distribuir a Eucaristia e expôr o SSmo Sacramento para Adoração, mediante designação do sacerdote (celebrante). Nota: Ao acólito não lhe é permitido dar a Bênção Eucarística.
*Abertura a mulheres: Em 2021, o Papa Francisco alterou o Cânone, permitindo que mulheres também sejam instituídas nos ministérios de leitor e acólito. A. COSTA


