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Edição 486

Slotcar da Trofa vai ter nova sede

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O Clube Slotcar da Trofa (CST) está de “malas e bagagens” preparadaspara iniciar uma nova fase da coletividade: mudança de instalações da sede.

Depois de ter estado no edifício em frente ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa, durante cinco anos, e de ter a sede instalada no edifício à face da Estrada Nacional 14, em Santiago de Bougado, nos últimos três anos, o Clube Slotcar da Trofa prepara-se para se mudar para as instalações do bar do Aquaplace – Academia Municipal da Trofa, em S. Martinho de Bougado, a partir de setembro.

A necessidade de procurar um novo espaço está relacionada, segundo o presidente da coletividade, João Pedro Costa, com a “instabilidade” da zona, pois nos últimos dois anos quando choveu, o Clube foi “fustigado pelas cheias que destruiu a atividade de slotcar”. No dia que aconteceu a “segunda inundação”, a 3 de janeiro, João Pedro Costa soube que “a pessoa que estava a explorar este espaço (Aquaplace) iria sair”, tendo em Assembleia-geral, em fevereiro, comunicado que “era intenção da direção chegar cá (ao bar) quando abrisse o concurso público”.

Quando o concurso público para a ocupação do espaço do bar do Aquaplace foi lançado “em julho”, o Clube Slotcar “preparou uma candidatura e acabou por conseguir”, esperando poder desenvolver as atividades da coletividade “nos próximos dez anos”, sendo que “cinco anos” correspondem ao contrato e os restantes com “prorrogações”.

Com a instalação da sede do Clube no bar, a direção tem “a clara noção” que “em primeira linha” têm que prestar “um apoio aos utentes do Aquaplace” e a partir daí “criar outro tipo de valências dentro deste novo espaço”. “Temos muitas outras ideias relativamente àquilo que podemos fazer desta coletividade, mantendo-a sempre com o mesmo cariz juvenil. A esse propósito passamos a nossa direção de cinco para nove elementos já a pensar noutro tipo de ação que podemos conseguir nos próximos tempos. Esperamos mostrar à comunidade trofense a partir do mês de setembro uma nova imagem deste Clube Slotcar da Trofa”, afirmou em entrevista ao NT.

O CST “sempre teve vontade de se abrir à comunidade” e exemplo disso foram as “bastantes vezes” que trouxe os jovens das escolas ao Clube, mas sem “nunca o conseguir fazer de uma forma massificada”. Atualmente, o presidente acredita que a coletividade tem “toda a estrutura, dirigentes experimentados” e até mesmo “uma ligação ao IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude”, que permite “transmitir à federação das associações jovens do distrito do Porto aquilo que se vai passando na Trofa”. “Acho que todos os condimentos necessários para que este tipo de projetos tenha êxito existem. Agora, a comunidade tem que nos responder afirmativamente. Nós podemos preparar um produto muito bem preparado, mas as pessoas têm que vir pelo menos experimentar, porque tenho a certeza que depois de experimentarem, de virem cá sentir o nosso espaço, ver o ambiente que temos na nossa coletividade, que vão ficar por cá”, declarou, apelando à comunidade trofense que lhes dê “uma oportunidade de as conhecerem”.

Slotcar investe no local cerca de 50 mil euros

Desde o início de agosto que o bar da Academia Municipal está em obras. A direção “tem que abrir no dia 1 de setembro”, mas apesar de “não saber o tipo de andamento que as obras vão ter durante o mês”, perspetiva que “a inauguração” seja no dia 6 de setembro. “Há um dilema entre querer prestar logo desde o início o serviço de bar aos utentes de Aquaplace e simultaneamente ter tudo pronto para que possamos ter uma festa de inauguração e começarmos com o pé direito”, referiu.

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Aquando da apresentação da candidatura ao concurso fazia parte “um investimento da coletividade de cerca de 35 mil euros”, que “atualmente já foi excedido”, estando previsto que o investimento final seja de “cerca de 50 mil euros”.

Para que este investimento fosse uma realidade, João Pedro Costa contou com “uma vantagem muito importante”, que passa pela coletividade “não ter passivo e conseguir ter alguns patrocinadores, o que acaba por ajudar”. O presidente salientou ainda o facto de a coletividade ser “diferente”, pois “nunca” foi “subsidio-dependente”, tendo “nos últimos quatro anos” apenas colhido “cerca de três mil euros de subsídios na Trofa, o que comparativamente ao plano de atividades significa cerca de três por cento do orçamento que têm”. “Nessa perspetiva da-nos alguma tranquilidade porque percebemos que somos uma coletividade diferente em termos de podermos fazer uma aposta em segmentos que a Trofa atualmente não tem”, acrescentou.


Bar com animação e menus light

João Pedro Costa mencionou que o Clube vai agora “ser muito mais do que isso”, pois vai “ser um clube de pessoas”. Além das quatro modalidades, a direção tem em mente várias ideias de forma a atrair as pessoas às novas instalações da sede.

Na hora de almoço, o bar vai proporcionar “refeições light”, criando “um menu que seja compatível com o que se faz neste espaço”, ou seja a prática de exercício físico.

Já ao final do dia, a direção tem “a intenção de ter um espaço de bar, onde possa haver um cantor residente” e, “dentro sempre dos mais novos, conseguir trazer revelações ao nível da música”, quer em individual, como grupos de vários estilos musicais. João Pedro Costa adiantou ainda que “já tem acordo para ter um cantor residente” e está “a ponderar ter um Dj residente e outros que poderão ser convidados”. Como a coletividade faz parte do IPDJ, o presidente acredita que isso “vai permitir, dentro do distrito do Porto, trazer outro tipo de expressões”, como, por exemplo “teatro”.

“A nossa ideia passa muito por nas noites de quinta, de sexta e de sábado fazermos do nosso espaço, um espaço de excelência para aqueles que gostam de passar um fim de dia agradável. Muitas outras atividades estamos a perspetivar. (…) Estamos a apostar muito em agradar à comunidade trofense e as pessoas olharem para o CST como um ponto não só de passagem, mas de pararem na coletividade, sentindo-se bem e integrados”, asseverou.

Com o novo espaço, o presidente acredita que no mesmo espaço possa reunir pais e filhos, ao mesmo tempo que apresenta a atividade que desempenha. “Para nós não é estranho que um jovem esteja a passar música, a cantar ou ouvir um bocadinho de música e o pai que possa estar a jogar bilhar ou que haja outra criança que esteja no slotcar, enquanto o pai foi fazer uma atividade no Aquaplace. Para nos este tipo de interação acaba por ser natural e esperemos que aconteça com alguma regularidade”, explicou.

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Clube mantém modalidades

A direção acredita que pode “dar continuidade às 24 Horas de Slotcar”, que será “feita fora destas instalações”, estando já a pensar na 9.ª edição para janeiro.

Com a alteração das instalações da sede, será colocada “uma pista ligeiramente mais pequena das grandes competições de slotcar na zona do bar, de forma a “servir os mais jovens até aos dez/14 anos”, permitindo que “experimentem o que é o slotcar, de forma a refundar a modalidade na Trofa”.

Já a nível de bilhar, é pretensão da direção “montar uma escolinha que é muito importante”, uma vez que tem “uma equipa a jogar na primeira divisão”, procurando “a manutenção do bilhar federado e ao mesmo tempo fechar um plantel de 10/12 jogadores para uma competição regional”.

A secção de videojogos também vai ganhar “outro tipo de espaço, onde poderá fazer grandes eventos”, estando já a ser pensado, para “setembro”, a realização de “uma grande lan party à semelhança das quatro ou cinco que já fizeram nos últimos dois anos”.

Já na secção de Veículos Antigos, João Pedro Costa falou da possibilidade de “fazer neste verão uma concentração”, tal como aconteceu em novembro de 2013.

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Coronado ConVida à festa em S. Mamede (c/video)

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Associativismo, artesanato, tasquinhas e muita animação vai dar vida ao Largo do Divino Espírito Santo, em S. Mamede, de 31 de agosto a 7 de setembro. A inauguração está marcada para as 11 horas do dia 31 de agosto.

Denominada Coronado ConVida, a iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia que pretende “promover a freguesia, quer na área da gastronomia, do artesanato e associativismo”. Pelo Largo do Divino Espírito Santo vão estar distribuídos “23 stands” e “três restaurantes”.

Anteriormente denominado S. Mamede ConVida, o certame “mudou um bocadinho o conceito” devido à “nova realidade e configuração da freguesia”, tendo começado com o nome que foi alterado de forma a “englobar as duas freguesias”, mantendo ConVida que tem “duplo sentido: de vida e de convidar”. Também “o conceito” do evento foi modificado, com “a particularidade” de que, durante os oito dias, de 31 de agosto a 3 de setembro são “as coletividades e associações das duas freguesias que vão estar representadas nos stands” e de 4 a 7 de setembro os stands ficam a cargo dos artesãos. “Acaba por ser um evento dinâmico, porque não é repetitivo, há uma parte dedicada ao associativismo e outra parte dedicada ao artesanato. A gastronomia será permanente durante os oito dias”, completou José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, explicando que o executivo decidiu “manter três restaurantes”, porque apesar de “o espaço não permitir muito mais não seria benéfico para quem estivesse a explorar”.

O programa para os oito dias de festa “está praticamente fechado”, sendo que “todas as noites são temáticas e sempre com a colaboração e a dinamização de artistas ou associações da freguesia do Coronado, à exceção da sexta-feira e domingo à tarde que será, como tem sido hábito”, organizado e dinamizado por uma rádio local. O “ponto alto”, segundo o autarca, será durante a tarde de domingo, com o espetáculo de “artistas de âmbito nacional sobejamente conhecidos e que atrai muita gente de fora”. Outro dos momentos altos do programa será “a projeção de um filme ao abrigo de um projeto que a Câmara levará a cabo”, associando-se desta forma à iniciativa da Junta de Freguesia.

Apesar de ser “mais dias”, José Ferreira denotou que conseguiram “baixar o orçamento que ficará significativamente bem mais barato do que as edições anteriores”. “A conjuntura atual também permite que tenhamos outra capacidade de negociação e conseguimos ter os mesmos stands, ter as mesmas infraestruturas praticamente a metade do preço. Isso também permitiu que pudéssemos fazer oito dias de certame com metade do orçamento do ano passado”, frisou.

O presidente da Junta adiantou que “não está fora de hipótese” a realização deste certame noutro local, mas, como foi “criado precisamente para aquele espaço”, se o tirasse dali poderia “descaracterizá-lo um bocadinho”, preferindo mantê-lo “naquele enquadramento, naquela paisagem, naquele cenário que foi criado e tem apetência muito própria para este género de iniciativas”. Por essa razão, na sua opinião seria “mais fácil criar outras iniciativas para outros lugares da nova freguesia”.

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O caminho para Clermont-Ferrant

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Gualter-Costa

É com o inconformismo e a tristeza de quem tenho assistido ao longo dos últimos anos à partida de dezenas de amigos, conhecidos e familiares de Portugal em busca de melhor sorte no estrageiro. Ainda hoje tive a notícia que mais dois amigos de longa data estão de malas feitas rumo a uma nova “aventura” proletária no estrangeiro. Trabalhadores de fibra, empenhados e estudiosos, em que a dimensão das suas mentes e o poder das suas ideias não são compatíveis com a mediocridade, o amorfismo e o status quo instalados em Portugal. Quando ficar é murchar a única alternativa é partir.

Nas conversas de despedida que fomos tendo, verifiquei haver denominadores comuns que justificam o êxodo. Contrariamente ao que esperava, não é falta de emprego a condição maior para a saída. O que verdadeiramente acende o rastilho que despoleta a vontade de fuga é o total descontentamento com a atual situação do país, a falta de esperança no futuro, as precárias e exploratórias condições laborais cada vez mais enraizadas, mas sobretudo, a total descrença no sistema político e nas estratégias seguidas pelo país. Desvaneceu-se a esperança no seu próprio país. Os vazios apelos ao patriotismo já não os iludem nem os motivam. Necessitam de mentiras novas.

Todos jovens. Todos com desânimo. Todos com a vontade de uma ida sem regresso. Será a constituição de uma nova vida, longe do país que os convidou a emigrar. Com ressentimentos e sem o típico depósito das poupanças em Portugal. Gente que sabe pensar, que prefere o desconforto da exploração temporária, por vezes até a incerteza da ilegalidade num qualquer país estrangeiro, ao total debalde de um país a saque, sem rumo e sem futuro.

O rebentar do caso BES, enquanto o Sr. Primeiro Ministro estava a banhos na Manta Rota e o Sr. Vice Primeiro Ministro submergido durante a tempestade num qualquer submarino, mas sempre com o periscópio de fora, não auguram nada de bom para o país. Todos sabemos que na densa neblina levantada pelo caso BES está implícita a certeza de décadas de mais e maiores sacrifícios para os trabalhadores e para os contribuintes. Ao meio milhão de jovens que Portugal perdeu ao longo da última década, segundo os dados do INE, juntar-se-ão mais umas centenas de milhar (se não milhões) ao longo dos próximos anos. Cumprir-se-à um dos principais desígnios do atual governo: o de ver os seus jovens emigrados, explorados e bem longe das suas zonas de conforto e das suas famílias. Atordoados, espalhamo-nos pelo Mundo. Parecemos cada vez mais um povo sem pátria. Os “parceiros” europeus, africanos e asiáticos agradecem a mão de obra qualificada e barata que lhes proporcionamos.

Não podemos ignorar as consequências a médio e longo prazo que esta estúpida sangria de jovens, recursos humanos altamente qualificados terá no país nas próximas décadas. O conforto momentâneo que a emigração convidada concede ao atual governo (que por essa via consegue diluir parcialmente os reais e desastrosos números do desemprego), serão o calvário dos governos e da sustentabilidade das gerações futuras.

Portugal precisa de jovens e novas políticas. De um novo paradigma de desenvolvimento. Está cada vez mais claro que o sistema capitalista desenfreado assente na desregulação, que governou,  apodreceu e esvaziou Portugal ao longo das últimas décadas está a morrer. Não de Ébola mas de ganância. É este o timing para ter coragem e escolher mudar de rumo. É imperativa uma reação popular capaz de travar o desastre da desertificação juvenil. É necessária visão e vontade para inverter os caminhos que hoje nos levam novamente a Clermont-Ferrant, Larrochette, Manchester, Bradford, Zermatt, Oslo, Schwabisch Hall, Newark, Abu Dhabi, Xangai ou até a uma das cidades mais caras e corruptas do mundo, Luanda.

Gualter Costa

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Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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