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Edição 486

Monumentos da Trofa em miniatura (C/video)

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Há cerca de cinco meses, Paulo Noronha começou por fazer uma miniatura da Capela de Nossa Senhora das Dores, para se abstrair devido à doença. A partir daí o bichinho ficou e nunca mais parou, tendo passado o gosto para o filho de 13 anos.

“Um mês” foi o tempo necessário para Paulo Noronha fazer a Capela de Nossa Senhora das Dores em miniatura. No trabalho manual nada foi deixado ao acaso. Com o uso de “platex, cartão, areia, cola e tinta”, o trofense fez uma replica da Capela de como era “há 50 anos”. Na parte frontal, podemos encontrar os dois santos, tal como na original, e ao abrir a porta deparamo-nos com os bancos e o altar que conta com a imagem de Nossa Senhora das Dores.

A Capela de Nossa Senhora das Dores despertou Paulo Noronha para as artes manuais, uma “paixão” que surgiu “em março” quando veio para casa de baixa com “uma grande depressão”. “Calhou-me bem, gostei daquilo que estava a fazer e continuei a fazer. Não sabia que tinha tanta paciência para estar a fazer isto. Faço não com a intenção de vender, nem quero vender. Agora que apareça alguém que me peça para fazer, eu possivelmente faço uma replica”, denotou.

Para se “distrair”, Paulo continuou a fazer replicas em miniatura, perdendo cerca de nove horas diárias entre material de carpintaria e fotografias, que vai “tirando” para ver melhor os pormenores. Em apenas cinco meses, já fez a Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, a Capela de Santa Luzia (Santiago), os antigos coretos e a antiga escola primária que estavam no Parque de Nossa Senhora das Dores, a antiga estação de comboios da Trofa, a Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima e uma azenha. Paulo contou que “agora é mais rápido” a concluir uma peça, pois “já está mais ou menos habituado”, demorando entre “três dias a uma semana” a terminar o trabalho, dependendo do que tiver a fazer.

A escolha da Capela de Nossa Senhora das Dores para o primeiro trabalho está relacionado com o facto de ainda “não” ter conseguido ver “em lado nenhum em ponto pequeno”. Já a antiga escola foi feita a pedido de “uma vizinha” que lhe mostrou “uma fotografia” de quando lá “andava”.

Apesar de gostar de todas, as suas replicas favoritas são a Capela de Nossa Senhora das Dores e a Igreja Matriz, por ser “da terra” de onde é residente (S. Martinho de Bougado). “Embora me deu muito trabalho e muitas horas, fiz-las com muito gosto”, justificou.

Neste momento, o “desafio” de Paulo é a Igreja Matriz de Santiago de Bougado, que ainda se encontra numa fase inicial. Posteriormente, o recém artesão prevê fazer a Capela de S. Gonçalo, “talvez a Casa da Cultura” e “outras que sejam da terra”.

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A paixão pela construção de miniaturas já está a ser passada ao seu filho de 13 anos, a quem está “a ensinar a fazer” a arte, tendo já construído duas peças: uma tasca e uma casa à moda antiga.

Apesar de recentes, as suas peças já foram expostas numa edição do Sextas ConVida, que “correu bem” e teve “muita gente ver”. Contudo, Paulo considera que “as pessoas não dão muito valor a estas coisas, que são bonitas”.

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Edição 486

Coronado ConVida à festa em S. Mamede (c/video)

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Associativismo, artesanato, tasquinhas e muita animação vai dar vida ao Largo do Divino Espírito Santo, em S. Mamede, de 31 de agosto a 7 de setembro. A inauguração está marcada para as 11 horas do dia 31 de agosto.

Denominada Coronado ConVida, a iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia que pretende “promover a freguesia, quer na área da gastronomia, do artesanato e associativismo”. Pelo Largo do Divino Espírito Santo vão estar distribuídos “23 stands” e “três restaurantes”.

Anteriormente denominado S. Mamede ConVida, o certame “mudou um bocadinho o conceito” devido à “nova realidade e configuração da freguesia”, tendo começado com o nome que foi alterado de forma a “englobar as duas freguesias”, mantendo ConVida que tem “duplo sentido: de vida e de convidar”. Também “o conceito” do evento foi modificado, com “a particularidade” de que, durante os oito dias, de 31 de agosto a 3 de setembro são “as coletividades e associações das duas freguesias que vão estar representadas nos stands” e de 4 a 7 de setembro os stands ficam a cargo dos artesãos. “Acaba por ser um evento dinâmico, porque não é repetitivo, há uma parte dedicada ao associativismo e outra parte dedicada ao artesanato. A gastronomia será permanente durante os oito dias”, completou José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, explicando que o executivo decidiu “manter três restaurantes”, porque apesar de “o espaço não permitir muito mais não seria benéfico para quem estivesse a explorar”.

O programa para os oito dias de festa “está praticamente fechado”, sendo que “todas as noites são temáticas e sempre com a colaboração e a dinamização de artistas ou associações da freguesia do Coronado, à exceção da sexta-feira e domingo à tarde que será, como tem sido hábito”, organizado e dinamizado por uma rádio local. O “ponto alto”, segundo o autarca, será durante a tarde de domingo, com o espetáculo de “artistas de âmbito nacional sobejamente conhecidos e que atrai muita gente de fora”. Outro dos momentos altos do programa será “a projeção de um filme ao abrigo de um projeto que a Câmara levará a cabo”, associando-se desta forma à iniciativa da Junta de Freguesia.

Apesar de ser “mais dias”, José Ferreira denotou que conseguiram “baixar o orçamento que ficará significativamente bem mais barato do que as edições anteriores”. “A conjuntura atual também permite que tenhamos outra capacidade de negociação e conseguimos ter os mesmos stands, ter as mesmas infraestruturas praticamente a metade do preço. Isso também permitiu que pudéssemos fazer oito dias de certame com metade do orçamento do ano passado”, frisou.

O presidente da Junta adiantou que “não está fora de hipótese” a realização deste certame noutro local, mas, como foi “criado precisamente para aquele espaço”, se o tirasse dali poderia “descaracterizá-lo um bocadinho”, preferindo mantê-lo “naquele enquadramento, naquela paisagem, naquele cenário que foi criado e tem apetência muito própria para este género de iniciativas”. Por essa razão, na sua opinião seria “mais fácil criar outras iniciativas para outros lugares da nova freguesia”.

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Edição 486

O caminho para Clermont-Ferrant

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Gualter-Costa

É com o inconformismo e a tristeza de quem tenho assistido ao longo dos últimos anos à partida de dezenas de amigos, conhecidos e familiares de Portugal em busca de melhor sorte no estrageiro. Ainda hoje tive a notícia que mais dois amigos de longa data estão de malas feitas rumo a uma nova “aventura” proletária no estrangeiro. Trabalhadores de fibra, empenhados e estudiosos, em que a dimensão das suas mentes e o poder das suas ideias não são compatíveis com a mediocridade, o amorfismo e o status quo instalados em Portugal. Quando ficar é murchar a única alternativa é partir.

Nas conversas de despedida que fomos tendo, verifiquei haver denominadores comuns que justificam o êxodo. Contrariamente ao que esperava, não é falta de emprego a condição maior para a saída. O que verdadeiramente acende o rastilho que despoleta a vontade de fuga é o total descontentamento com a atual situação do país, a falta de esperança no futuro, as precárias e exploratórias condições laborais cada vez mais enraizadas, mas sobretudo, a total descrença no sistema político e nas estratégias seguidas pelo país. Desvaneceu-se a esperança no seu próprio país. Os vazios apelos ao patriotismo já não os iludem nem os motivam. Necessitam de mentiras novas.

Todos jovens. Todos com desânimo. Todos com a vontade de uma ida sem regresso. Será a constituição de uma nova vida, longe do país que os convidou a emigrar. Com ressentimentos e sem o típico depósito das poupanças em Portugal. Gente que sabe pensar, que prefere o desconforto da exploração temporária, por vezes até a incerteza da ilegalidade num qualquer país estrangeiro, ao total debalde de um país a saque, sem rumo e sem futuro.

O rebentar do caso BES, enquanto o Sr. Primeiro Ministro estava a banhos na Manta Rota e o Sr. Vice Primeiro Ministro submergido durante a tempestade num qualquer submarino, mas sempre com o periscópio de fora, não auguram nada de bom para o país. Todos sabemos que na densa neblina levantada pelo caso BES está implícita a certeza de décadas de mais e maiores sacrifícios para os trabalhadores e para os contribuintes. Ao meio milhão de jovens que Portugal perdeu ao longo da última década, segundo os dados do INE, juntar-se-ão mais umas centenas de milhar (se não milhões) ao longo dos próximos anos. Cumprir-se-à um dos principais desígnios do atual governo: o de ver os seus jovens emigrados, explorados e bem longe das suas zonas de conforto e das suas famílias. Atordoados, espalhamo-nos pelo Mundo. Parecemos cada vez mais um povo sem pátria. Os “parceiros” europeus, africanos e asiáticos agradecem a mão de obra qualificada e barata que lhes proporcionamos.

Não podemos ignorar as consequências a médio e longo prazo que esta estúpida sangria de jovens, recursos humanos altamente qualificados terá no país nas próximas décadas. O conforto momentâneo que a emigração convidada concede ao atual governo (que por essa via consegue diluir parcialmente os reais e desastrosos números do desemprego), serão o calvário dos governos e da sustentabilidade das gerações futuras.

Portugal precisa de jovens e novas políticas. De um novo paradigma de desenvolvimento. Está cada vez mais claro que o sistema capitalista desenfreado assente na desregulação, que governou,  apodreceu e esvaziou Portugal ao longo das últimas décadas está a morrer. Não de Ébola mas de ganância. É este o timing para ter coragem e escolher mudar de rumo. É imperativa uma reação popular capaz de travar o desastre da desertificação juvenil. É necessária visão e vontade para inverter os caminhos que hoje nos levam novamente a Clermont-Ferrant, Larrochette, Manchester, Bradford, Zermatt, Oslo, Schwabisch Hall, Newark, Abu Dhabi, Xangai ou até a uma das cidades mais caras e corruptas do mundo, Luanda.

Gualter Costa

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Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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