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Edição 460

Sisenando Costa inaugura Agência de Seguros

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Sediada na Rua Gil Vicente, em frente ao Restaurante Regalo, desde o dia 11 de setembro de 2013, a Agência de Seguros Sisenando Costa foi inaugurada esta quarta-feira, 12 de fevereiro.

Sisenando Costa sentia “uma enorme alegria” por inaugurar a Agência de Seguros, rodeado de familiares, entidades locais, principais clientes e empresários e da “família Liberty Seguros”.

Aberta desde o dia 11 de setembro de 2013, só na quarta-feira é que foi feita a inauguração do espaço, depois de estar “completamente pronto e legalizado”. Apesar de o agente preferencial ser a Liberty Seguros, a agência também trabalha com outras companhias, como a Lusitânia, Açoreana e Allianz, oferecendo “desde seguros automóveis, de saúde, que neste momento é importantíssimo, de vida, acidentes de trabalho, ou seja, uma panóplia enorme”.

Para o agente Sisenando Costa foi “um orgulho” contar com a presença da “família Liberty Seguros, desde o presidente, o seu administrador principal, gerentes, sub-gerentes a comerciais”.

Sisenando Costa recebeu das mãos do presidente da Liberty Seguros, José António Sousa, uma placa comemorativa da inauguração, onde se poderia ler que se tratava de “uma homenagem da administração da Liberty Seguros ao Agente e amigo Sisenando Costa, pela sua lealdade, honestidade e dedicação à nossa companhia”.

José António Sousa afirmou que a Liberty Seguros tem apostado “muito em escritórios próprios e em escritórios inaugurados por parceiros da companhia”, de forma a ter “uma rede e uma boa presença a nível local junto das comunidades”. “Na Trofa já tínhamos alguns parceiros a trabalhar connosco, mas o mercado é amplo e grande e é sempre um orgulho para nós termos mais um parceiro que opta por abrir um espaço com um escritório com a nossa imagem”, acrescentou.

Quanto a Sisenando Costa, o presidente da Liberty mencionou que era “um parceiro muito trabalhador, leal, honesto e que está a fazer um excelente trabalho”. Prova disso é, segundo contou, as fotografias que estão afixadas no escritório “da viagem que ganhou”. “Quando se ganha a viagem é porque se trabalha no duro e se faz o possível para merecer um estatuto especial dentro da companhia e ele já o tem. (A viagem) Premeia os melhores e aqueles que se esforçam mais, que é o caso dele”, frisou.

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A cerimónia inaugural contou com a bênção do espaço pelo pároco de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa.

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Edição 460

Eu empreendo, Tu empreendes, Ele empreende

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Ricardo Garcia

Ricardo-Garcia

A palavra “empreendedorismo” sempre provocou em mim o efeito da urticária. Neste mundo novo que a extrema-direita está a construir, a parte lexical, sob alçada dos assessores políticos e quejandos, está a criar a sua própria linguagem e imaginário. Entre muitas outras, a palavra “empreendedorismo” surge cada vez mais na boca dos políticos e nos media de uma forma quase assustadora. Todos temos que ser “empreendedores”, de criar o próprio emprego, ser proativos, sair da zona de conforto e de preferência pisar alguém. Mas acaba por ser ridículo: cerca de 99,9% do tecido industrial português são micro, pequenas e médias empresas, criadas por… empreendedores. Então qual a urgência de imposição desta palavra no nosso dia a dia? Só pode ter um objetivo ideológico: a promoção ilusória do Individualismo Económico e o desmembramento das relações laborais de classe.

Com um governo empenhado em mudanças radicais na sociedade portuguesa, assistimos a alterações profundas nas funções sociais do estado (desmantelamento progressivo do Serviço Nacional de Saúde e implosão da Segurança Social com consequências diretas nas assimetrias sociais), na educação (revanchismo por parte de uma classe que não digeriu a democratização do ensino), nos costumes (visível na recente jogada suja do referendo sobre a coadoção por casais homossexuais) e na área económica. Esta última, tendo por eixo os sectores mais conservadores das faculdades de economia em Portugal, tenta impor um novo paradigma económico assente, entre outros pilares, na Culpa (a famosa treta do “andamos a viver acima das nossas possibilidades e como pecadores que fomos, espécie de soberba, temos que ter uma castigo, não divino mas terreno”) e, como acima referido, no Individualismo Económico.

As vantagens do Individualismo Económico são inúmeras para o capital. Um trabalhador que tenha por cima de si a pairar as fábulas e os mitos do “empreendedorismo”, pode ser enfeitiçado para a perda de consciência de classe e respetiva alienação. Se juntarmos a isto as consequências nefastas da precarização do trabalho e do modelo de despedimento tendo como primeiro ponto a avaliação individual de desempenho (estando, como sempre neste governo fora da lei, em confronto com a Constituição), os dados estão lançados.

Nada é mais útil ao capital do que uma sociedade produtiva, fragmentada, obediente e delatora.

 

Ricardo Garcia

 

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Crónica jurídica: A Insolvência…de Pessoas Singulares!

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Olá queridos trofenses. Esta é a minha primeira crónica. Nela abordarei mensalmente questões jurídicas. Antes de mais, nada como uma breve apresentação. Chamo-me Isaura Ramalho, nasci e cresci na Trofa, sou licenciada em Direito, pela Escola de Direito da Universidade do Minho, e atualmente advogada. No dia a dia, apercebi-me da necessidade de informação por parte das pessoas, o que me motivou a iniciar este trabalho. Tenho por isso como objetivo primordial esclarecer questões jurídicas que me parecem pertinentes, e sobretudo úteis ao cidadão, distanciando-me sempre do caso concreto. Espero sobretudo ajudar-vos a clarificar as vossas dúvidas. Tenham uma boa leitura!

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