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Edição 460

Centro Português de Fotografia no Colégio A Torre dos Pequeninos

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“A Arte da Fotografia” foi o tema de “uma ação de promoção e formação” promovida pelo Centro Português de Fotografia (CPF), durante o dia 7 de fevereiro, que foi destinada aos alunos do Jardim de Infância e 1º ciclo do colégio A Torre dos Pequeninos.

Segundo a responsável pela Área de Extensão Cultural e Educativa do CPF, Sónia Silva, “embora a Fotografia esteja presente em todo o lado à nossa volta, o facto é que nunca (ou muito raramente) refletimos sobre o seu papel e interesse nas nossas vidas”. Nesse sentido, esta atividade “visou precisamente sensibilizar as crianças desde a mais tenra idade para a importância da fotografia, bem como para os vários tipos de fotografia existentes, tendo sido ainda transmitidos alguns conselhos sobre como fazer fotografias e sugestões de atividades relacionadas com a mesma”.

Durante o mês de fevereiro, o Colégio A Torre dos Pequeninos vai desenvolver atividades relacionadas com a fotografia, integradas no projeto anual “Crescer com CRIAtividade”. A coordenadora pedagógica, Zulmira Arantes, mencionou que estão planeadas “várias iniciativas para as próximas semanas, desde a visita a um estúdio de fotografia digital, criação de um manual de Fotografia em Movimento e de Ilusão Ótica, realização da oficina de raiografia, que propõe explorar a técnica de raiografia desenvolvida desde o séc. XIX”. Esta técnica permite que sejam “produzidas imagens pela sobreposição de objetos diretamente sobre o papel fotográfico, resultando numa imagem negativa”, “sem o recurso à câmara fotográfica”.

“Nesta oficina a revelação será manual e através da utilização do revelador ecológico, caffenol (à base de café). Esta iniciativa, além de contar com a especial colaboração da Casa da Imagem da Fundação Manuel Leão, implica a criação de um estúdio de revelação na escola. Será uma experiência única e enriquecedora para todos os alunos”, concluiu.

 

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Edição 460

Eu empreendo, Tu empreendes, Ele empreende

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Ricardo Garcia

Ricardo-Garcia

A palavra “empreendedorismo” sempre provocou em mim o efeito da urticária. Neste mundo novo que a extrema-direita está a construir, a parte lexical, sob alçada dos assessores políticos e quejandos, está a criar a sua própria linguagem e imaginário. Entre muitas outras, a palavra “empreendedorismo” surge cada vez mais na boca dos políticos e nos media de uma forma quase assustadora. Todos temos que ser “empreendedores”, de criar o próprio emprego, ser proativos, sair da zona de conforto e de preferência pisar alguém. Mas acaba por ser ridículo: cerca de 99,9% do tecido industrial português são micro, pequenas e médias empresas, criadas por… empreendedores. Então qual a urgência de imposição desta palavra no nosso dia a dia? Só pode ter um objetivo ideológico: a promoção ilusória do Individualismo Económico e o desmembramento das relações laborais de classe.

Com um governo empenhado em mudanças radicais na sociedade portuguesa, assistimos a alterações profundas nas funções sociais do estado (desmantelamento progressivo do Serviço Nacional de Saúde e implosão da Segurança Social com consequências diretas nas assimetrias sociais), na educação (revanchismo por parte de uma classe que não digeriu a democratização do ensino), nos costumes (visível na recente jogada suja do referendo sobre a coadoção por casais homossexuais) e na área económica. Esta última, tendo por eixo os sectores mais conservadores das faculdades de economia em Portugal, tenta impor um novo paradigma económico assente, entre outros pilares, na Culpa (a famosa treta do “andamos a viver acima das nossas possibilidades e como pecadores que fomos, espécie de soberba, temos que ter uma castigo, não divino mas terreno”) e, como acima referido, no Individualismo Económico.

As vantagens do Individualismo Económico são inúmeras para o capital. Um trabalhador que tenha por cima de si a pairar as fábulas e os mitos do “empreendedorismo”, pode ser enfeitiçado para a perda de consciência de classe e respetiva alienação. Se juntarmos a isto as consequências nefastas da precarização do trabalho e do modelo de despedimento tendo como primeiro ponto a avaliação individual de desempenho (estando, como sempre neste governo fora da lei, em confronto com a Constituição), os dados estão lançados.

Nada é mais útil ao capital do que uma sociedade produtiva, fragmentada, obediente e delatora.

 

Ricardo Garcia

 

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Edição 460

Crónica jurídica: A Insolvência…de Pessoas Singulares!

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Olá queridos trofenses. Esta é a minha primeira crónica. Nela abordarei mensalmente questões jurídicas. Antes de mais, nada como uma breve apresentação. Chamo-me Isaura Ramalho, nasci e cresci na Trofa, sou licenciada em Direito, pela Escola de Direito da Universidade do Minho, e atualmente advogada. No dia a dia, apercebi-me da necessidade de informação por parte das pessoas, o que me motivou a iniciar este trabalho. Tenho por isso como objetivo primordial esclarecer questões jurídicas que me parecem pertinentes, e sobretudo úteis ao cidadão, distanciando-me sempre do caso concreto. Espero sobretudo ajudar-vos a clarificar as vossas dúvidas. Tenham uma boa leitura!

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