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(R)Evolução cultural: 2026 o ano em que a cultura ganhou outra dimensão na Trofa

Amadeu Dias

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Estimados leitores, há momentos em que uma mudança deixa de ser apenas uma intenção e passa a ser visível no dia a dia. Na cultura, 2026 é, na Trofa, um desses momentos.

Durante anos, ouvimos falar da importância da cultura, mas a verdade é que uma política cultural não se faz apenas com boas intenções. Faz-se com programação, com regularidade, com diversidade, com investimento, com divulgação e, sobretudo, com a capacidade de levar a cultura às pessoas. É precisamente isso que está a acontecer este ano.

Um dos símbolos dessa mudança é o regresso da Agenda Cultural em formato físico. Pode parecer um pormenor, mas não é. Significa voltar a colocar a programação cultural nas mãos dos Trofenses, dar-lhe visibilidade, e assumir que a cultura merece ser comunicada e planeada como uma verdadeira política pública. A sua recuperação representa uma mudança de atitude e valorização do pelouro.

Mas basta olhar para a programação de 2026 para perceber que não estamos perante um simples calendário de iniciativas. Inovamos e diversificamos com várias novidades, e otimizamos o que já se fazia.

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Estimados leitores, em 2026 já tivemos teatro, com o Festival de Teatro da Trofa, envolvendo crianças, escolas, famílias, grupos locais e companhias profissionais. Tivemos dança, com o Danc’in Trofa, juntando centenas de participantes em espetáculos, workshops e masterclasses.

Tivemos música e animação no espaço público, com as Noites no Parque, criando novos momentos de encontro durante o verão. Tivemos ainda uma grande mudança no BeLive Trofa, uma mudança muito bem-sucedida a todos os níveis, voltando também a aposta no talento Trofense. Continuamos com as exposições na Casa da Cultura, dando espaço à criação artística contemporânea. Tivemos folclore, tradições e património no Festival de Folclore e Feira Rural.

Tivemos novas propostas, como o “Vozes na Nossa Terra”, o “Northern Festival” e o “Festival Cidnay Vale do Ave”, procurando novos espaços públicos que são já uma certeza para manter, com destaque para os Paços do Concelho.

E isto é importante porque demonstra uma coisa: a política cultural de um município não pode ser pensada apenas para um determinado público. Uma criança que vai ao teatro. Um jovem que participa num espetáculo de dança. Uma família que passa uma noite num parque a ouvir música. Um artista que expõe o seu trabalho. Um grupo folclórico que preserva uma tradição. Um sénior que participa numa iniciativa cultural. Um cidadão que descobre uma nova expressão artística. Todos fazem parte da mesma política cultural.

Estimados leitores, é esta diversidade que considero uma conquista significativa de 2026. A cultura deixou de estar confinada a determinados momentos ou equipamentos e passou a ocupar mais espaços e mais momentos da vida do concelho. Vai para as ruas, para os parques, para as freguesias e aproxima-se das pessoas. E há aqui uma diferença política que importa sublinhar. Não se trata simplesmente de fazer “mais eventos”. Trata-se de perceber que a cultura é uma ferramenta de desenvolvimento local. É uma forma de criar comunidade, valorizar os nossos artistas e associações, preservar a nossa identidade e, simultaneamente, trazer novas experiências para a Trofa. E o Vereador João Marques merece todo o reconhecimento por este trabalho.

Durante demasiado tempo, a discussão cultural podia parecer reduzida à existência ou não de determinadas iniciativas. Hoje, a questão deve ser outra: que política cultural queremos para a Trofa? A resposta que 2026 começa a dar é clara: uma cultura mais regular, mais diversificada, mais descentralizada e mais próxima das pessoas.

Naturalmente, há caminho para fazer. Uma política cultural não se constrói num ano e há sempre públicos por alcançar, artistas por apoiar e equipamentos por melhorar. Mas há uma diferença fundamental entre reconhecer esse caminho e permanecer parado: em 2026, a Trofa está a avançar. E talvez seja essa a melhor forma de medir uma aposta cultural. Não apenas pelo número de eventos realizados, mas pela quantidade de pessoas que passam a ter mais oportunidades de participar, criar, assistir, aprender e conviver.

Um concelho com cultura é um concelho com identidade. Um concelho que investe na cultura é um concelho que acredita nas suas pessoas.

É esse o caminho que estamos a construir na Trofa.

Artigo de opinião de Amadeu Dias

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