No dia 2 de setembro, 54 membros do Grupo de Jovens trofense Gera ‘Esperança partiram rumo à Polónia, para conhecer vários pontos turísticos da cidade de Cracóvia.

Depois de “meses e meses de reuniões, pesquisas e reflexões para esta viagem”, como salientou a animadora do grupo, Tânia Quintas, a experiência aconteceu. Muitos dos jovens nunca tinham viajado tão longe e muitos nunca tinham, sequer, andado de avião… No entanto, as emoções pareceram ser as mesmas. Maria Carvalho, membro do Gera’Esperança, não tem dúvidas: “Não teria tido o mesmo impacto se não fosse em grupo”.

Foram cinco os dias de visita ao país, mais especificamente à cidade de Cracóvia. Esta viagem, para além de turística, teve, sobretudo, um cariz espiritual e ligado à fé. Vários foram os lugares icónicos visitados, como foi o caso das Minas de Sal, da cidade Natal do Papa São João Paulo II, onde puderam degustar o seu doce favorito, da Praça do Mercado, do Castelo de Wawel, do Bairro Judeu – Kazimierz, da Praça dos Heróis do Guetto, Museu de Auschwitz-Birkenau, entre outros.

“Quisemos que os nossos jovens experimentassem uma realidade diferente, uma cultura diferente e que, ao mesmo tempo, conseguissem encontrar semelhanças na fé”, salientou Tânia Quintas.

Ana João, jovem do grupo, recorda um dos momentos mais marcantes desta viagem: “O momento de reflexão ao pé do lago foi marcante, porque me permitiu alinhar comigo mesma, fazer uma introspeção, pôr os pés bem assentes na terra e agradecer o facto de estar num novo país, numa nova experiência, enquanto tinha o prazer de admirar e de me conectar com a Natureza”.

A jovem considera que “foi muito enriquecedor para a sua cultura e vivência conhecer toda a história por detrás da cidade” e que ter tido “oportunidade de conhecer melhor” o seu grupo foi um “acréscimo” à sua pessoa.

Para Rúben Costa, também animador do grupo, houve um momento que, claramente, marcou esta viagem, “a visita ao Museu de Auschwitz-Birkenau”, pois foi uma forma de contactar com a realidade da “dor de milhões de pessoas”, durante a 2.ª Guerra Mundial. O animador recorda uma das frases que mais tocou o grupo durante a visita: “Quem não se lembrar do que aconteceu, está condenado a repeti-lo”.

No final, ficaram as recordações fotográficas e testemunhos para a vida. “Creio que a sensação de gratidão foi unânime. Viver esta experiência, com estes jovens tão especiais, foi das coisas mais bonitas que já tive oportunidade de fazer”, confessou Tânia Quintas.

Rúben Costa partilha da opinião e acrescenta que “preparar algo desta dimensão, para um grupo tão grande, foi especial, pois o retorno e a aprendizagem foi algo muito valioso, e sendo partilhado com estes maravilhosos jovens, ainda mais gratificante se tornou”.

Jovens e animadores não poderiam regressar a “casa” mais felizes e com melhor sensação do que a de “missão cumprida”, já que, como recorda Maria, “tudo valeu a pena, todo o convívio, risos, conversas, tudo, nunca ninguém estava sozinho”. “Tudo o que refleti e aprendi vai ficar para sempre comigo”, sublinhou.