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Edição 700

Quase 2500 pessoas dependem da Misericórdia da Trofa

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“Há vinte anos começamos do zero, salvo uns estatutos aprovados, e uma força muito grande de lançar uma instituição que desse resposta aos anseios da população. Durante estes vinte anos gatinhamos, começámos a dar os primeiros passos, fizemos uma boa caminhada e hoje somos uma instituição com várias valências”. O resumo da vida da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, assim expresso no discurso do provedor Amadeu Castro Pinheiro, reflete o crescimento de uma instituição que, atualmente, tem papel preponderante na ação social do concelho.

Nas comemorações do 20.º aniversário da instituição, realizadas a 8 de setembro, Amadeu Castro Pinheiro fez questão de o provar com números. “Duas mil quatrocentas e cinquenta pessoas dependem direta ou indiretamente desta Misericórdia”, afirmou o provedor, especificando que os apoios se dividem em estrutura residencial para idosos, apoio domiciliário, creche e jardim de infância, cantina social, ajudas técnicas, horta social, Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social da Rede Local de Intervenção Social (SAAS/RLIS) e serviço do Protocolo de Rendimento Social de Inserção. Este último é segundo com mais pessoas apoiadas, apenas atrás do SAAS/RLIS, com 1655 apoiados.

Amadeu Castro Pinheiro especificou ainda que o apoio domiciliário “é feito por 12 equipas com duas funcionárias e uma carrinha cada, que percorrem diariamente o concelho das 7.30 às 21 horas, incluindo sábados e domingos, a prestar o apoio a quem precisa”. Nesse serviço inclui-se, além dos serviços de enfermagem e reabilitação física, a entrega de refeições, lavagem de roupa, apoio na higiene pessoal, limpeza de aposentos, atividade ocupacional e assistência na administração de medicamentos.

Sem deixar de contemplar uma homenagem aos “20” cofundadores da Misericórdia da Trofa já falecidos, as comemorações ficaram também marcadas pela entronização dos novos irmãos e agradecimento a todos os beneméritos. “Ajudar esta instituição é ajudar todos os utentes que dela beneficiam. É ajudar os mais frágeis, é ajudar os mais necessitados, os mais débeis, é ajudar aqueles que não têm quem os ajude”, sublinhou o provedor, que entregou a medalha grau ouro a José da Silva Matos, pelas “dádivas” concedidas à Misericórdia.

Paula Celina, funcionária da instituição há 15 anos, também foi agraciada, com a medalha de grau prata. No total, trabalham na Misericórdia da Trofa “145” pessoas, revelou Amadeu Castro Pinheiro, que fez questão de refutar que as misericórdias do país recebem uma percentagem da receita dos jogos da Santa Casa da Misericórdia, como o Euromilhões e as raspadinhas. “Nunca recebemos um tostão dos jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ela é uma instituição com autonomia própria e tutelada pelo Estado”, esclareceu.

Próximo projeto

Amadeu Castro Pinheiro anunciou que, entre os “vários projetos em vista”, há a intenção de “reformular o antigo Lar da Imaculada Conceição”, localizado nas atuais instalações da Misericórdia, para “admitir mais 40 utentes”, num investimento que rondará “um milhão de euros”.

Ação da Misericórdia em números

2450 pessoas dependem direta ou indiretamente da Misericórdia da Trofa

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1655 pessoas apoiadas no Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social da Rede Local de Intervenção Social

418 pessoas apoiadas em serviço do Protocolo de Rendimento Social de Inserção

145 funcionários

120 pessoas com apoio domiciliário

110 pessoas em lar

103 crianças em creche e jardim de infância

17 pessoas em cantina social

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20 famílias na horta social

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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