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Edição 700

Mais de 120 atletas representam FC S. Romão na nova época

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Seis equipas federadas e uma concelhia de futsal e uma equipa de futebol no campeonato do INATEL representam quase 130 atletas de todas as idades que vão carregar o emblema do Futebol Clube S. Romão ao peito.

Ao longo dos anos, a coletividade romanense construiu um projeto desportivo assinalável, sendo uma das que mais atletas movimenta no concelho.

Em entrevista ao NT, o responsável pela associação, Hamilton Pereira, afirmou que a nova época foi projetada “à semelhança” dos anos anteriores, mas com a particularidade de que, desta vez, “os eventos serão organizados pelas duas secções do clube, futsal e futebol, em conjunto”.

A competir na Associação de Futebol do Porto (AFP) o FC S. Romão terá seis equipas: benjamins, infantis, iniciados, juniores, seniores masculinos e seniores femininos. Fica a faltar o escalão de juvenis, porque, diz Hamilton Pereira, “os diretores e treinadora dos iniciados foram para o Centro Recreativo Bougado e levaram praticamente todos os atletas das equipas de iniciados e juvenis”.
Os seniores masculinos vão disputar a série 3 da 1.ª Divisão da AFP, enquanto, no mesmo escalão, a equipa feminina competirá na 2.ª Divisão. Assim como estes conjuntos, também os iniciados e juniores masculinos vão militar na divisão mais baixa da AFP, designada Divisão de Honra.

No campeonato concelhio, o FC S. Romão será representado por uma equipa de veteranos masculinos.

“Os nossos objetivos para cada equipa é que os atletas se divirtam, cresçam, aprendam o mais possível e que façam o melhor”, adiantou Hamilton Pereira, que não esconde as “muitas dificuldades” de manter um projeto desportivo com esta envergadura

Os obstáculos vão sendo ultrapassados com a busca por dar aos mais novos “uma alternativa saudável às novas tecnologias e televisão em excesso, proporcionando tempo, espaço e condições para que todos possam ter acesso ao desporto”.

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Entre as contrariedades, a “falta de apoios financeiros” destaca-se, uma vez que as exigências são muitas e o clube “tem feito um esforço todos os anos para conseguir patrocínios”, que respondam a todas as despesas.

“Agradecemos aos patrocinadores dos anos anteriores que, por algum motivo, já não estão connosco e agradecemos ainda mais aos que continuam a patrocinar-nos ou que agora entram para a nossa família desportiva e que ajudam a realizar o sonho de muitas crianças de fazer o que mais gostam”, sublinhou o dirigente.

A escassez de treinadores no concelho e arredores é também um problema, cujas consequências acabam por cair sobre o coordenador que “tem que estar no banco em vários jogos por fim de semana”. Hamilton Pereira aproveita a oportunidade e lança o desafio “a quem tiver vontade de aprender ou tirar o curso de treinador de futsal” para que integre o projeto do FC S. Romão.

“No que respeita a diretores, temos os pais que são o forte pilar de todos os escalões e do próprio clube. Sem eles, não havia clube e o contributo deles é fundamental, mas não é de mais. Como costumo dizer, há sempre lugar para mais um”, acrescentou.

A pensar no futuro dos atletas e para que a academia justifique todo o trabalho feito junto de crianças desde tenra idade, a direção do FC S. Romão equaciona criar, na próxima época, uma equipa B sénior, para competir no campeonato concelhio

“O nosso objetivo é fazer com que os nossos atletas iniciem na academia e terminem nos veteranos. Assim sendo, e como nem todos os atletas juniores poderão fazer parte da equipa sénior atual, vamos equacionar esta possibilidade e assim dar continuidade ao crescimento dos atletas, proporcionar-lhes competitividade e oportunidade de não só continuarem a jogar futsal, mas também de se mostrarem à equipa A, como acontece em todas as grandes equipas”, explicou.

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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