A preocupação foi transmitida no dia de apresentação dos atletas da secção de basquetebol da Vigorosa: temporada pode estar comprometida com falta de espaços para treinar.

“Não sei o que fazia se não tivesse o basquetebol na minha vida”. As palavras saem em forma de desabafo no alto da juventude de Ana Correia. Há cinco anos descobriu a modalidade através da Associação Cultural e Recreativa Vigorosa e desde então convive com a bola e o cesto diariamente. Não é só a vantagem de praticar desporto que a faz pensar assim. O lema de formar para a sociedade nota-se na escola, porque lá cumprimenta “muitas mais pessoas” graças ao basquetebol. 

José Monteiro e José Pereira não têm apenas o nome em comum, mas também a camisola e a paixão pelo basquetebol. São atletas da Vigorosa há cerca de dois anos e são perentórios na hora de dizer o que isso representa: “Um orgulho”. 

Apesar da tenra idade, estão convictos que o basquetebol será encarado apenas como divertimento e não como profissão para o futuro. Mas a coerência do discurso de José Pereira na hora de definir o basquetebol ajuda a perceber o trabalho que está implícito na formação no desporto: “É um desporto em que há mais rapidez, mais técnica. São cinco jogadores e nenhum fica atrás, todos podem ser premiados pelo que fazem durante o jogo e os treinos”. São estes indicadores, que mostram responsabilidade e maturidade, que deixam dirigentes e treinadores satisfeitos e orgulhosos dos cerca de cem atletas que compõem a secção de basquetebol da Vigorosa.

No entanto, com a nova temporada a começar, o trabalho feito até agora pode estar comprometido. Na segunda-feira, 3 de setembro, dia da apresentação dos atletas, no campo junto ao edifício Nova Trofa, Paulo Queirós, coordenador da secção, explicou ao NT que a associação está “com uma dificuldade acrescida” à preparação da época, pois “não há espaços para treinar”. “O ano passado, trabalhávamos na EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, no Colégio da Trofa e no pavilhão de S. Romão do Coronado, estes dois últimos através do protocolo que a autarquia tinha com as entidades gestoras dos espaços. Por algumas vicissitudes, este ano, a Câmara comunicou-nos que o pavilhão do Colégio estaria indisponível”, explicou.

O responsável afirmou que, caso não haja alternativa, a falta de espaços será “a sentença de morte” da secção de basquetebol da coletividade.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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