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Edição 741

Esboço da Agricultura em Guidões no antigamente (3.ª crónica)

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III OS LAVORES DA CULTURA DA TERRA

O saber milenar do cultivo da terra era ensinado na pedra do lar, ao som do crepitar das achas de carvalho ou pinheiro pelos anciãos.
Cada quinhão de terra tinha as suas características e por isso merecia sempre um cuidado especial de quando arar ou lavrar, semear, colher, etc.
As fases da Lua eram estudadas e os agricultores respeitavam sempre o dizer dos antepassados em que fase deviam realizar qualquer trabalho. São exemplo os almanaques e outra literatura de cordel que transcrevem fielmente esses saber milenar.
O arar ou lavrar da terra era antecedido do chascar das beiradas, onde o arado ou a charrua não chegava, fazer as beiradas.

(…)

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Desporto

Trofense defronta Anadia este sábado

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Está aí a segunda volta da Fase de Subida à 2.ª Liga e o adversário que, até agora, foi o único a “atrapalhar” o Trofense, com um empate, mas incapaz de somar mais pontos até agora. Este sábado, às 18 horas, a equipa da Trofa recebe o Anadia e nesta altura do campeonato, o que mais se espera é “dificuldades”, anteviu o treinador Rui Duarte em entrevista à TrofaTv.

“É uma equipa que, apesar de ter apenas um ponto, tem revelado grande capacidade e uma ideia de jogo muito positiva. Vai ser um jogo extremamente difícil para nós, que temos que manter o registo que apresentamos nestas últimas semanas”, referiu o técnico.

Sendo a única equipa que, na presente fase, o Trofense já defrontou, Rui Duarte acredita que pouco poderá surgir de diferente no plano tático.

“Nós estudamos muito o adversário, dentro daquilo que achamos que é importante e depois transportamos para aquilo que é a nossa estratégia e ideia de jogo. Não penso que, nesta altura da época, haja grandes diferenças de identidade. Pode haver algum elemento surpresa, mas isso tanto pode surgir do lado do adversário como do nosso”, sublinhou, sem deixar de admitir o sentimento de “confiança” pelo que a equipa tem produzido nos últimos jogos.

Se é verdade que o Trofense pode festejar a subida de divisão já daqui a uma semana, também é facto que uma “escorregadela” pode colocar em xeque esse horizonte.

“Temos que estar conscientes que vamos a meio desta fase. Estamos bem posicionados, mas o próximo jogo é extremamente importante, porque se não o conseguirmos ganhar, praticamente, volta tudo à estaca zero. Por isso, não podemos pensar muito mais além, temos é de controlar o que está próximo, temporalmente, e não pensarmos em mais nada”, sublinhou Rui Duarte.

O Trofense lidera a série da Zona Norte da Fase de Subida à 2.ª Liga, com sete pontos, mais um que o Pevidém, que esta jornada viaja ao reduto do Braga B.

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Edição 741

Governo e municípios unidos na reabilitação do Rio Ave

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O Rio Ave faz parte dos projetos de reabilitação e valorização fluvial que o Governo vai colocar em marcha, no âmbito do programa Assistência para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT-EU).

Ao todo são 30 as intervenções, a desenvolver “até 2023” e que implicarão um investimento de “50 milhões de euros”, anunciou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura de protocolos entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e 45 municípios, a 30 de abril, em Coimbra.
Dos 150 quilómetros de linhas de água que serão alvo de intervenção, 40 dizem respeito aos rios Ave e Vizela, envolvendo os municípios da Trofa, Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Vizela, Guimarães, Fafe e Felgueiras. O projeto prevê um investimento de nove milhões de euros, para a “consolidação e renaturalização de margens do rio, corte e limpeza de vegetação e criação de espaços de inundação preferencial e de trilhos ecológicos”.
“É fundamental os rios serem um espaço de convívio, em que se preserva e que se cria condições para melhorar a qualidade da água, um espaço de união e não de separação”, assinalou o ministro à margem do lançamento da primeira pedra do Parque Silvestre do Verdeal, que vai reabilitar o rio Vizela, em Vila das Aves, concelho de Santo Tirso.
Aos 50 milhões de euros a investir nos próximos três anos em 150 quilómetros de linhas de água e 50 massas de água, acrescem 116 milhões de euros que já foram investidos em 1450 quilómetros de rios e ribeiras, desde 2017.
Matos Fernandes referiu ainda, em Coimbra, que este investimento foi possível devido a uma “vontade política que reconhece a relevância ambiental, económica e social destas intervenções”, através de um “compromisso com o poder local e de alocação dos meios financeiros necessários, de que o REACT-EU é um bom exemplo”.

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