O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética dos candidatos.

Abel Geraldes, candidato do Chega

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Abel Geraldes (AG):
Eliminação dos odores da empresa Savinor; pressionar para um pórtico de saída da A3 para a Vila do Coronado, criação de espaço de convívio para a população mais idosa, pois é de lamentar ver esta estar ao calor, frio e à chuva sem qualquer conforto.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
AG:
Saneamento básico para todos os habitantes; criação de um posto da GNR na Vila do Coronado; melhoria e manutenção do parque infantil.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
AG:
Apesar da situação pandémica que se tem vivido, a promoção de campanha tem decorrido com normalidade. A população encontra-se bastante informada sobre a situação em que vivemos e, desse modo, a nossa função torna-se bastante facilitada.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
AG:
A população encontra-se revoltada com a escassez de segurança, pelo não cumprimento em anteriores campanhas eleitorais, anseiam por mudanças que melhorem as suas condições de vida na localidade.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
AG:
Espera-se uma mudança na Câmara Municipal, pois com a que está em vigor nada fez pela Vila do Coronado, apenas se lembrando da existência desta neste ano de eleições.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
AG:
A meu ver, acredito que a sede se deveria debruçar sobre o saneamento básico e os arruamentos (ausência de passeios e pavimentos degradados) e deveria distribuir equitativamente pelo Município e pelas freguesias as verbas de que dispõe. Pois somos todos munícipes de primeira, o que não tem acontecido até ao momento! Tem-se reparado que a Câmara aplica a maioria das verbas disponíveis na Sede, esquecendo-se das restantes freguesias. É altura de dizer: Chega!

João Farpa, candidato da CDU

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
João Farpa (JF):
Sabemos que há muito para fazer e será um mandato trabalhoso, mas estamos preparados para isso. O nosso mandato será focado na sustentabilidade, na segurança e na inclusão de todos os habitantes do Coronado. Assim sendo, temos definido como projetos prioritários a criação de uma extensão da GNR na Vila. Temos conhecimento que os habitantes desta freguesia têm sido alvo de vários assaltos, existindo um clima de insegurança. É também necessário criar passeios pela freguesia e arranjar os que estão degradados. Como podemos afirmar ser uma vila para todos, se nem todos podem usufruir dela? Na freguesia há uma carência de equipamentos sociais que possam dar resposta às famílias. Seria importante criar uma rede pública de equipamentos sociais adequada às necessidades. Os Censos 2021 demonstram que não houve crescimento nos Coronados, a reflexão que faço desta falta de crescimento é a ausência de investimento nestes equipamentos que beneficiam as famílias.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JF:
Nos Coronados, a atividade cultural e artística é conhecida – temos bandas, artistas plásticos e os nossos santeiros, porém estes não se sentem apoiados nem divulgados e para isso é preciso que haja um incentivo à atividade e ao ensino artístico, com a criação de um centro cultural onde estes possam ter um sítio para trabalhar e expor a sua obra. É necessário tornar a vila do Coronado mais verde e sustentável e para isso vemos com bons olhos a plantação de árvores de frutos, a dotação de hortas urbanas, incentivar à limpeza das vias, matas, rio e manutenção dos fontanários.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JF:
O levantamento das restrições nas últimas semanas devido ao elevado número de pessoas já vacinadas no país veio facilitar e fazer com que a campanha seja o mais normal possível. Sabemos que é importante que as pessoas conheçam os nossos candidatos e as nossas propostas à junta e por isso estivemos em contacto com a população. Mas sabemos também que não nos podemos lembrar das populações só em altura de campanha. Por parte da CDU esses contactos são feitos ao longo dos anos, nas empresas e locais de trabalho, estando em tempo de campanha ou não.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JF:
As queixas que mais fomos ouvindo por parte da população são de situações que a própria CDU vem alertando ao longo dos anos com o fecho das instituições, quer sejam as bancárias, de cariz social e comunitário e até mesmo desportivo na freguesia. Outro dos problemas transmitidos pelos habitantes é o transtorno em volta da realização das obras de requalificação na freguesia, em que saem à rua e metem um pé no chão esburacado e o outro no meio da lama. É necessário uma melhor fiscalização e organização das obras para não afetarem a vida diária dos habitantes e não se arrastarem no tempo.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
JF:
Não sabendo quem será o próximo executivo, esperamos sempre que este tenha em conta que um presidente de junta trabalha para as pessoas e para que estas tenham melhor qualidade de vida. No entanto, esperamos que a CDU tenha uma votação expressiva para fazer uma boa oposição na Assembleia Municipal e na Junta de Freguesia.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JF:
A CDU reforça mais uma vez a necessidade da redução do IMI e da fatura da água em todo o concelho para que as desigualdades económicas sejam atenuadas, visto que representam uma parcela tanto maior do rendimento disponível das famílias quanto este é mais baixo. Defendemos que a água é um bem público e a sua gestão também tem de ser pública.

José Ferreira, candidato do PS

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar?
José Ferreira (JF):
Os nossos projetos são compromissos que visam estar ao lado das pessoas que mais necessitam e que os serviços de ação social da Câmara se esqueceram. Projetos que vão permitir melhorar a qualidade de vida de todos. Quem me conhece sabe que se algum dia tiver que decidir entre construir um passeio ou levar uma refeição digna a quem necessite, não hesitarei na minha escolha. Além de mantermos os projetos sociais que já iniciamos, vamos reforçá-los, mais uma vez inovar sem nunca deixarmos de estar ao lado das pessoas, independentemente da sua condição social.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JF:
A população encontra no nosso programa compromissos responsáveis, exequíveis e à medida daquilo que são as competências da Junta. As necessidades são, infelizmente, bastantes. A Vila está carente de infraestruturas e investimento municipal, pelo que continuaremos a exigir mais e melhor investimento municipal e a prestar um serviço de excelência na resposta que dá às necessidades mais prementes. Continuaremos a estar ao lado das escolas, do comércio local e das empresas e continuaremos a caminhar de mãos dadas com os mais idosos.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JF:
Estar perto das pessoas, falar com as pessoas e escutá-las é, para mim, um momento extraordinário. Apesar de todos os dias contactar com muita gente e estar sempre próximo da população, as semanas de campanha dão-nos outro conforto, pois temos mais disponibilidade e tempo para esse contacto. De forma consciente, decidimos que o grupo que me acompanha dia a dia é mais pequeno, a máscara e o higienizador de mãos estão sempre connosco, mas isto é o saber conviver em segurança com um vírus que já nos habituou à sua presença.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JF:
A população que bem conheço anseia, com muita urgência, serviços básicos que têm passado completamente ao lado do executivo camarário: água potável, saneamento básico, arruamentos devidamente pavimentados, entre outros. É inconcebível que ainda haja famílias que dependem de infraestruturas da Junta (fontanários públicos) para terem água em casa, quando ao lado de sua casa está a ser construída uma ciclovia com um custo astronómico. É inadmissível continuarem a existir arruamentos sem pavimentação digna, aliás, temos ainda algumas ruas em terra batida, as quais já há muitos anos vamos pedindo à Câmara que nos financie para que mais rapidamente as pavimentemos. Temos arruamentos num estado deplorável, nos quais a Junta vai fazendo tudo o que pode para minorar os constrangimentos. A Câmara tem um levantamento exaustivo feito pela Junta das necessidades prementes, contudo ignorou-as por completo.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
JF:
Relativamente à Câmara Municipal, sei que terei total apoio não só na execução das atividades da Junta, mas também a Junta contribuirá para a execução do plano de atividades da Câmara. Tivemos anos muito complicados e muito difíceis na relação institucional, é sabido por todos, no entanto a Junta sempre colaborou com a Câmara, encetou diversas tentativas para ultrapassar esta situação e, quanto a isso, estamos de consciência tranquila. Contudo, sei que no próximo mandato isso não se repetirá. Conheço muito bem o Amadeu Dias, um homem que fala com toda a gente, sabe ouvir e, sobretudo, respeita todos e, como tal, estou certo que a relação Câmara/Junta será completamente diferente.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JF:
Coesão municipal é algo que não existiu no nosso município nos últimos anos, infelizmente. Ainda assim, e tal como está plasmado no programa eleitoral do Amadeu Dias, isso vai ser uma realidade. A Câmara Municipal liderada pelo PS vai cumprir aquilo a que se propôs. A Vila vai recuperar todos os anos em que foi deixada para trás pela Câmara e ser recompensada por isso.

Orlando Silva, candidato da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Orlando Silva (OS):
Não são três, são muitos! Quando é preciso mudar, há tanto a fazer! Acima de tudo, queremos unir mais as freguesias. Há locais e gente esquecida, que é preciso resgatar, incluir e cuidar. As pessoas e a sua qualidade de vida estarão sempre no centro da nossa atuação e, por isso, trazer a água e o saneamento a todas as casas é primordial, apostar em lugares de lazer e espaços verdes para a nossa juventude, famílias e pessoas mais idosas são projetos que são para transformar em realidade no mais curto espaço de tempo possível. Uma medida que acompanhará toda a nossa atuação é a prestação de contas a quem nos elegeu. Periodicamente, apresentarei publicamente um relatório para que possam ver o que está a ser feito, como estão a ser aplicados os dinheiros, numa postura de total transparência e respeito pelo dinheiro que é de todos nós.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
OS:
Temos um programa preparado para mudar o Coronado, que está com muitos problemas e precisa de uma viragem. No nosso manifesto, sistematizo uma série de medidas que vão desde a Loja Social para apoiar os mais desfavorecidos e quem precisa de ajuda, ao apoio contínuo ao associativismo desportivo, recreativo e cultural, à criação de um Parque Infantil e de um Espaço Fitness em Trinaterra e Seixinho, à construção de passeios e requalificação das estradas. Relativamente à cultura, o nosso programa é ambicioso e pretende afirmar a nossa terra na rota dos Caminhos de Santiago e levar ainda mais longe a arte sacra dos santeiros que tanto nos honra.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
OS:
Como sabem, sou pela primeira vez candidato a um cargo político. Nesse sentido, esta é, digamos a minha estreia em campanha, com este tipo de responsabilidade. E quero dizer que, mesmo com estas limitações e contingências a que a Covid-19 nos obriga, a experiência tem sido muito positiva. Dialogar com as pessoas, sentir o seu apoio, como tenho vindo a sentir num crescendo muito acentuado, é muito gratificante. O nosso porta a porta tem sido mesmo gratificante e a onda de mudança sente-se, de dia para dia, a aumentar.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
OS:
Temos que atuar no tratamento, requalificação e limpeza das áreas públicas, temos que tratar do lixo. As pessoas queixam-se que a Vila está suja e desleixada: os passeios, as ruas, os espaços públicos. Há também pessoas esquecidas nas freguesias e essas carecem de apoio, pelo que a resposta de uma Loja Social que atue junto dos mais desfavorecidos, daqueles que não têm retaguarda familiar ou que enfrentam dificuldades financeiras extremas, será uma resposta de proximidade que irá beneficiar muitas pessoas e famílias.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
OS:
Só posso esperar uma boa colaboração. Vou-me empenhar nesse diálogo e partilha, coisa que não tem acontecido no passado. A Câmara Municipal estará, seguramente, e sempre que necessário, ao lado da Junta para executar os compromissos que firmamos com esta população de S. Romão e S. Mamede.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
OS:
A requalificação urbana da Rua dos Descobrimentos e da área pedonal envolvente num investimento de quase 600 mil euros, a construção de uma área de lazer e um parque infantil no Lugar de Vila/Trinaterra e a requalificação, beneficiação e valorização da EB 2/3 de S. Romão numa obra orçamentada em 1,7 milhões de euros. De referir os recentes investimentos da Câmara, como a ciclovia do Coronado e a requalificação da Rua de Gondão, a instalação do Polo do Coronado da Câmara, onde foram atendidos mais de 3000 munícipes no último ano, e a instalação de Multibanco.