O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética do nome dos candidatos.

Ana Sá, candidata do PS

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Ana Sá (AS):
Temos imensos projetos que não precisam de grandes investimentos. Precisam sim de ambição, trabalho e muita dedicação. O principal projeto é uma junta de freguesia aberta a todos os Murenses e com um horário alargado. Pretendemos criar um gabinete de apoio à Saúde. Apostaremos decisivamente na Cultura. Com esta aposta queremos elevar a nossa freguesia para outros patamares e vamos fazê-lo com a criação de uma agenda cultural e feira mensais e de um site da Junta de Freguesia que promoverá estes eventos.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
AS:
Para além da aposta firme na cultura, vamos, igualmente, investir no ambiente, criar mais espaços verdes. É um imperativo moral proporcionar mais qualidade de vida à nossa população. Seremos rigorosos na manutenção de ruas, ajardinados e caminhos de serventia. Vamos apostar na requalificação do edifício da Estação, local emblemático e histórico, que faz parte da identidade dos Murenses e que está deixado ao abandono há muitos anos. Pretendemos criar também um banco de voluntários para pequenas intervenções na nossa freguesia e apoiar de forma mais eficaz o associativismo.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
AS:
A pandemia veio alterar a forma de ser fazer política. Foi necessário optar por outros meios de campanha, mantendo a segurança e respeito por toda a população. Mas há uma coisa que não alteramos, o contacto diário com as pessoas. Casa a casa, rua a rua, pessoa a pessoa. Fizemos uma campanha cumprindo com as regras de saúde pública, aliás, optámos por revezar a equipa e andar em grupos com menos elementos, para garantir o conforto a quem nos recebia. Fizemos uma campanha de alegria e simpatia.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
AS:
Os Murenses não pedem grandes obras, mas precisam urgentemente de mais e melhor mobilidade, que não têm. Precisam de uma Junta de Freguesia presente e disponível para os ouvir. Durante a campanha, ouvimos as pessoas, recolhemos opiniões e necessidades para a criação do nosso manifesto. Posso afirmar que é um projeto de todos e de todas as Murenses, porque não corresponde à vontade dos políticos, mas sim às ambições da população.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
AS:
Espero ter o apoio que a freguesia de S. Cristóvão do Muro precisa. Temos um plano ambicioso e precisamos que a Câmara Municipal esteja disponível e aberta para nos receber. Durante 4 anos iremos trabalhar em máxima proximidade da população. Existem problemas urgentes. Estabeleci com o Amadeu Dias um conjunto de compromissos que sei que ele irá honrar e cumprir. É um homem de trabalho, ambicioso, rigoroso e que prometeu reforçar as verbas para as freguesias. Quem o ouve percebe que com ele teremos, verdadeiramente, um concelho em que todas as freguesias são apoiadas, dando assim verdadeiro sentido à coesão municipal.
Por isso, é muito importante votar no PS no próximo dia 26. Eu acredito que a Câmara Municipal liderada pelo Amadeu Dias irá responder às necessidades de toda a população.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
AS:
Deve haver um investimento igualitário em todas as freguesias. Esse é um compromisso que o Amadeu Dias assumiu. Mais verbas para as Freguesias, mais descentralização de competências e mais diálogo para construirmos pontes, até mesmo aquelas que foram derrubadas. Quando falamos em investimento não nos referimos apenas a questões monetárias, mas também de disponibilidade. A Junta de Freguesia e Câmara Municipal devem ter um papel mais presente junto da população. Não podemos continuar a procurar as pessoas, a recolher as necessidades dos Trofenses apenas de 4 em 4 anos.

Félix Cláudio Neves, candidato do Chega

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Félix Cláudio Neves (FCN):
Caso seja eleito, pretendo empenhar-me profundamente na evolução das condições da população residente. Proponho-me a apoiar as empresas locais (apoio jurídico, formação, etc) e incentivar a criação de emprego. O combate à burocracia e a corrupção através da simplificação e da transparência de procedimentos, credibilizando o poder local. O término do trabalho precário e apoiar os jovens.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
FCN:
Aposta na reabilitação dos espaços públicos; combater a pobreza extrema e a exclusão social;
promover o apoio ao arrendamento para famílias em situação de vulnerabilidade económica e social.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
FCN:
Esta ação de campanha surgiu num fase onde as pessoas já estão sensibilizadas e conscientes da importância do seguimento das regras prevenção.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
FCN:
A credibilização do poder local.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
FCN:
Tendo em conta que o programa apresentado é exequível a curto prazo e de grandes benefícios para a população pretendo ter um apoio total.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
FCN:
Apoiar e combater as carências da freguesia.

José Fernando, candidato da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
José Fernando (JF):
Iremos arrancar com a construção de um parque para apoio ao estacionamento, entre o cemitério e a EB1/JI de Estação. Também a requalificação do espaço de utilidade pública existente na Urbanização da Agra da Cana, para fins de lazer, e a ligação rodoviária entre o lugar de Gueidãos e Vilares farão parte das nossas primeiras prioridades.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JF:
Também faz parte do manifesto o maior dos nossos desafios, e pelo qual não abdicaremos nunca de lutar, que é a vinda do metro até ao Muro, numa primeira fase, com a ligação do ISMAI até ao lugar da Serra. E em complementaridade construir a nossa alameda, entre a sede da Junta de Freguesia e o campo de jogos, requalificando o antigo edifício da estação. Além destes grandes desígnios, pretendemos concretizar uma ligação rodoviária entre o lugar de Vilares e a freguesia de S. Mamede, por via da Estrada Militar; desenvolver o circuito de manutenção física, melhorando as ruas interiores da freguesia e promovendo a prática desportiva; colocar semáforos de limitação de velocidade na EN14, em frente à sede da Junta de Freguesia; construir passeios na EN318 para a ligação da Zona Industrial da Carriça à futura rotunda da Carriça; requalificar o edifício sede da Junta de Freguesia e organizar a celebração do ano de comemoração do seu 110.º aniversário; promover o polo cultural dinamizando tertúlias e outras atividades de forma a divulgar o espólio existente e consolidar a freguesia do Muro como a Capital do Teatro do Concelho da Trofa, dinamizando a sala de espetáculos que temos na freguesia: o Salão Paroquial.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JF:
Desde o início da pandemia que mantivemos sempre uma proximidade com a população e visitas pontuais, salvaguardando o devido distanciamento social e as regras de higienização, pelo que as nossas ações de campanha mantêm esta forma de atuar e mantivemos o “porta a porta” dentro das mesmas regras. Não foram promovidas quaisquer ações que pudessem conduzir a um aglomerado de pessoas, tais como comícios ou jantares, para evitar ajuntamentos nos quais é mais difícil controlar o respeito pelas regras, que neste momento se impõe para salvaguarda de todos.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JF:
A área mais visada é a mobilidade e rede de transportes públicos, com especial enfoque para a necessidade de se repor um direito que nos foi usurpado há 20 anos, e que apenas ficará reposto com a vinda do Metro. Outras áreas referidas são a rede de abastecimento de água pública e de saneamento, que apesar de terem ambas uma elevada cobertura ainda não chegaram a todos os locais da freguesia.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
JF:
O apoio que esperamos é total, à semelhança do que tem sucedido nos últimos 4 anos, pois temos tido por parte do presidente da Câmara, Dr. Sérgio Humberto, toda a recetividade para os projetos que apresentem planeamento e estratégia, sempre com a perspetiva do desenvolvimento e crescimento sustentável da nossa freguesia e por conseguinte do nosso concelho.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JF:
A concretização da implementação da rede concelhia de transportes públicos é uma prioridade, pois servirá para defender de forma mais sólida e sustentada a vinda do Metro até à Serra, permitindo que as pessoas, a partir desse terminal, se desloquem para as restantes localidades do concelho. Com a conclusão da variante à EN14, é também importante a construção da rotunda da Carriça e a concretização da ligação da aldeia de Vilares à freguesia de S. Mamede, pois serão novas acessibilidades que melhorarão a mobilidade na freguesia e no concelho.

Sérgio Silva, candidato da CDU

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Sérgio Silva (SS):
Destaco, obviamente, a mobilidade entre concelhos e distritos, visto que nos foi retirado o comboio com a promessa do Metro. Queremos ver este entrave finalmente resolvido e iremos tudo fazer para que seja realizado. Destaco, igualmente, a promoção ao comércio local tradicional, bem como o reforço do apoio às franjas da sociedade mais necessitadas – os jovens que iniciam agora a sua vida profissional, bem como o apoio às pessoas que mais necessitam¸ como as mais idosas.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
SS:
Aproveitar melhor os espaços verdes da Freguesia com criação de passeios/caminhos em que as pessoas possam passear e conviver em comunhão com a natureza, ou com a criação de um parque canino, pioneiro no concelho da Trofa e que hoje em dia já existe em muitos outros concelhos.
Visto que nem toda a freguesia está servida das condições mínimas para se viver (saneamento básico, água, gás e internet) também essas serão um dos pontos fulcrais da minha candidatura, juntamente com a implementação de lixo porta a porta para toda a freguesia. Se as outras freguesias têm, não pode o Muro ficar de lado!
A nível cultural, irei continuar a apoiar a realização das habituais Festa de Rua e Desfolhada no Largo da Serra, como também me proponho a realizar sessões de cinema ao ar livre e peças de teatro, visto que esta freguesia possui um grupo de teatro, que é necessário apoiar.
São estas algumas das ideias que fazem parte do meu manifesto eleitoral, sempre realizando as devidas obrigações da Junta de Freguesia e sempre ouvindo os Murenses e tentando resolver os seus problemas.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
SS:
Com esta pandemia que se abateu o Muro foi a freguesia com o maior número de óbitos, e o contacto em campanha com as pessoas tem sido caloroso, mas ao mesmo tempo, contido, pela falta de podermos cumprimentar e estarmos mais próximos das pessoas, sobretudo as pessoas mais idosas, que sentiram imenso com esta pandemia.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
SS:
Em relação às áreas que os Murenses consideram mais importantes, como já referi anteriormente, a mobilidade devido à retirada do comboio e a falta de condições básicas são duas áreas em que me vou debater, para que seja possível resolver estes problemas que muito afetam a vida dos Murenses.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
SS:
Para que estas ideias se concretizem é necessário que a relação entre a Junta e a Câmara Municipal seja de total abertura, para debater as melhores soluções para a freguesia, e da minha parte, tudo farei para que assim seja.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
SS:
Visto que nestes últimos anos a freguesia do Muro tem sido posta de lado pela Câmara Municipal, tenho a certeza que se for eleito, a Câmara irá dar mais valor ao Muro, que tanto merece. As promessas que foram feitas ao povo Murense têm que ser honradas e será nisso mesmo que iremos trabalhar para devolver o que foi retirado à freguesia. Para finalizar, relembro que é importante ir votar dia 26 de setembro e que caso seja eleito pela CDU irei sempre cumprir os interesses dos Murenses.