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Edição 749

Entrevistas aos candidatos à Junta de Freguesia do Muro

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O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética do nome dos candidatos.

Ana Sá, candidata do PS

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Ana Sá (AS):
Temos imensos projetos que não precisam de grandes investimentos. Precisam sim de ambição, trabalho e muita dedicação. O principal projeto é uma junta de freguesia aberta a todos os Murenses e com um horário alargado. Pretendemos criar um gabinete de apoio à Saúde. Apostaremos decisivamente na Cultura. Com esta aposta queremos elevar a nossa freguesia para outros patamares e vamos fazê-lo com a criação de uma agenda cultural e feira mensais e de um site da Junta de Freguesia que promoverá estes eventos.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
AS:
Para além da aposta firme na cultura, vamos, igualmente, investir no ambiente, criar mais espaços verdes. É um imperativo moral proporcionar mais qualidade de vida à nossa população. Seremos rigorosos na manutenção de ruas, ajardinados e caminhos de serventia. Vamos apostar na requalificação do edifício da Estação, local emblemático e histórico, que faz parte da identidade dos Murenses e que está deixado ao abandono há muitos anos. Pretendemos criar também um banco de voluntários para pequenas intervenções na nossa freguesia e apoiar de forma mais eficaz o associativismo.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
AS:
A pandemia veio alterar a forma de ser fazer política. Foi necessário optar por outros meios de campanha, mantendo a segurança e respeito por toda a população. Mas há uma coisa que não alteramos, o contacto diário com as pessoas. Casa a casa, rua a rua, pessoa a pessoa. Fizemos uma campanha cumprindo com as regras de saúde pública, aliás, optámos por revezar a equipa e andar em grupos com menos elementos, para garantir o conforto a quem nos recebia. Fizemos uma campanha de alegria e simpatia.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
AS:
Os Murenses não pedem grandes obras, mas precisam urgentemente de mais e melhor mobilidade, que não têm. Precisam de uma Junta de Freguesia presente e disponível para os ouvir. Durante a campanha, ouvimos as pessoas, recolhemos opiniões e necessidades para a criação do nosso manifesto. Posso afirmar que é um projeto de todos e de todas as Murenses, porque não corresponde à vontade dos políticos, mas sim às ambições da população.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
AS:
Espero ter o apoio que a freguesia de S. Cristóvão do Muro precisa. Temos um plano ambicioso e precisamos que a Câmara Municipal esteja disponível e aberta para nos receber. Durante 4 anos iremos trabalhar em máxima proximidade da população. Existem problemas urgentes. Estabeleci com o Amadeu Dias um conjunto de compromissos que sei que ele irá honrar e cumprir. É um homem de trabalho, ambicioso, rigoroso e que prometeu reforçar as verbas para as freguesias. Quem o ouve percebe que com ele teremos, verdadeiramente, um concelho em que todas as freguesias são apoiadas, dando assim verdadeiro sentido à coesão municipal.
Por isso, é muito importante votar no PS no próximo dia 26. Eu acredito que a Câmara Municipal liderada pelo Amadeu Dias irá responder às necessidades de toda a população.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
AS:
Deve haver um investimento igualitário em todas as freguesias. Esse é um compromisso que o Amadeu Dias assumiu. Mais verbas para as Freguesias, mais descentralização de competências e mais diálogo para construirmos pontes, até mesmo aquelas que foram derrubadas. Quando falamos em investimento não nos referimos apenas a questões monetárias, mas também de disponibilidade. A Junta de Freguesia e Câmara Municipal devem ter um papel mais presente junto da população. Não podemos continuar a procurar as pessoas, a recolher as necessidades dos Trofenses apenas de 4 em 4 anos.

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Félix Cláudio Neves, candidato do Chega

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Félix Cláudio Neves (FCN):
Caso seja eleito, pretendo empenhar-me profundamente na evolução das condições da população residente. Proponho-me a apoiar as empresas locais (apoio jurídico, formação, etc) e incentivar a criação de emprego. O combate à burocracia e a corrupção através da simplificação e da transparência de procedimentos, credibilizando o poder local. O término do trabalho precário e apoiar os jovens.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
FCN:
Aposta na reabilitação dos espaços públicos; combater a pobreza extrema e a exclusão social;
promover o apoio ao arrendamento para famílias em situação de vulnerabilidade económica e social.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
FCN:
Esta ação de campanha surgiu num fase onde as pessoas já estão sensibilizadas e conscientes da importância do seguimento das regras prevenção.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
FCN:
A credibilização do poder local.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
FCN:
Tendo em conta que o programa apresentado é exequível a curto prazo e de grandes benefícios para a população pretendo ter um apoio total.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
FCN:
Apoiar e combater as carências da freguesia.

José Fernando, candidato da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
José Fernando (JF):
Iremos arrancar com a construção de um parque para apoio ao estacionamento, entre o cemitério e a EB1/JI de Estação. Também a requalificação do espaço de utilidade pública existente na Urbanização da Agra da Cana, para fins de lazer, e a ligação rodoviária entre o lugar de Gueidãos e Vilares farão parte das nossas primeiras prioridades.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JF:
Também faz parte do manifesto o maior dos nossos desafios, e pelo qual não abdicaremos nunca de lutar, que é a vinda do metro até ao Muro, numa primeira fase, com a ligação do ISMAI até ao lugar da Serra. E em complementaridade construir a nossa alameda, entre a sede da Junta de Freguesia e o campo de jogos, requalificando o antigo edifício da estação. Além destes grandes desígnios, pretendemos concretizar uma ligação rodoviária entre o lugar de Vilares e a freguesia de S. Mamede, por via da Estrada Militar; desenvolver o circuito de manutenção física, melhorando as ruas interiores da freguesia e promovendo a prática desportiva; colocar semáforos de limitação de velocidade na EN14, em frente à sede da Junta de Freguesia; construir passeios na EN318 para a ligação da Zona Industrial da Carriça à futura rotunda da Carriça; requalificar o edifício sede da Junta de Freguesia e organizar a celebração do ano de comemoração do seu 110.º aniversário; promover o polo cultural dinamizando tertúlias e outras atividades de forma a divulgar o espólio existente e consolidar a freguesia do Muro como a Capital do Teatro do Concelho da Trofa, dinamizando a sala de espetáculos que temos na freguesia: o Salão Paroquial.

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NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JF:
Desde o início da pandemia que mantivemos sempre uma proximidade com a população e visitas pontuais, salvaguardando o devido distanciamento social e as regras de higienização, pelo que as nossas ações de campanha mantêm esta forma de atuar e mantivemos o “porta a porta” dentro das mesmas regras. Não foram promovidas quaisquer ações que pudessem conduzir a um aglomerado de pessoas, tais como comícios ou jantares, para evitar ajuntamentos nos quais é mais difícil controlar o respeito pelas regras, que neste momento se impõe para salvaguarda de todos.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JF:
A área mais visada é a mobilidade e rede de transportes públicos, com especial enfoque para a necessidade de se repor um direito que nos foi usurpado há 20 anos, e que apenas ficará reposto com a vinda do Metro. Outras áreas referidas são a rede de abastecimento de água pública e de saneamento, que apesar de terem ambas uma elevada cobertura ainda não chegaram a todos os locais da freguesia.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
JF:
O apoio que esperamos é total, à semelhança do que tem sucedido nos últimos 4 anos, pois temos tido por parte do presidente da Câmara, Dr. Sérgio Humberto, toda a recetividade para os projetos que apresentem planeamento e estratégia, sempre com a perspetiva do desenvolvimento e crescimento sustentável da nossa freguesia e por conseguinte do nosso concelho.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JF:
A concretização da implementação da rede concelhia de transportes públicos é uma prioridade, pois servirá para defender de forma mais sólida e sustentada a vinda do Metro até à Serra, permitindo que as pessoas, a partir desse terminal, se desloquem para as restantes localidades do concelho. Com a conclusão da variante à EN14, é também importante a construção da rotunda da Carriça e a concretização da ligação da aldeia de Vilares à freguesia de S. Mamede, pois serão novas acessibilidades que melhorarão a mobilidade na freguesia e no concelho.

Sérgio Silva, candidato da CDU

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Sérgio Silva (SS):
Destaco, obviamente, a mobilidade entre concelhos e distritos, visto que nos foi retirado o comboio com a promessa do Metro. Queremos ver este entrave finalmente resolvido e iremos tudo fazer para que seja realizado. Destaco, igualmente, a promoção ao comércio local tradicional, bem como o reforço do apoio às franjas da sociedade mais necessitadas – os jovens que iniciam agora a sua vida profissional, bem como o apoio às pessoas que mais necessitam¸ como as mais idosas.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
SS:
Aproveitar melhor os espaços verdes da Freguesia com criação de passeios/caminhos em que as pessoas possam passear e conviver em comunhão com a natureza, ou com a criação de um parque canino, pioneiro no concelho da Trofa e que hoje em dia já existe em muitos outros concelhos.
Visto que nem toda a freguesia está servida das condições mínimas para se viver (saneamento básico, água, gás e internet) também essas serão um dos pontos fulcrais da minha candidatura, juntamente com a implementação de lixo porta a porta para toda a freguesia. Se as outras freguesias têm, não pode o Muro ficar de lado!
A nível cultural, irei continuar a apoiar a realização das habituais Festa de Rua e Desfolhada no Largo da Serra, como também me proponho a realizar sessões de cinema ao ar livre e peças de teatro, visto que esta freguesia possui um grupo de teatro, que é necessário apoiar.
São estas algumas das ideias que fazem parte do meu manifesto eleitoral, sempre realizando as devidas obrigações da Junta de Freguesia e sempre ouvindo os Murenses e tentando resolver os seus problemas.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
SS:
Com esta pandemia que se abateu o Muro foi a freguesia com o maior número de óbitos, e o contacto em campanha com as pessoas tem sido caloroso, mas ao mesmo tempo, contido, pela falta de podermos cumprimentar e estarmos mais próximos das pessoas, sobretudo as pessoas mais idosas, que sentiram imenso com esta pandemia.

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NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
SS:
Em relação às áreas que os Murenses consideram mais importantes, como já referi anteriormente, a mobilidade devido à retirada do comboio e a falta de condições básicas são duas áreas em que me vou debater, para que seja possível resolver estes problemas que muito afetam a vida dos Murenses.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
SS:
Para que estas ideias se concretizem é necessário que a relação entre a Junta e a Câmara Municipal seja de total abertura, para debater as melhores soluções para a freguesia, e da minha parte, tudo farei para que assim seja.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
SS:
Visto que nestes últimos anos a freguesia do Muro tem sido posta de lado pela Câmara Municipal, tenho a certeza que se for eleito, a Câmara irá dar mais valor ao Muro, que tanto merece. As promessas que foram feitas ao povo Murense têm que ser honradas e será nisso mesmo que iremos trabalhar para devolver o que foi retirado à freguesia. Para finalizar, relembro que é importante ir votar dia 26 de setembro e que caso seja eleito pela CDU irei sempre cumprir os interesses dos Murenses.

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Misericórdia assume construção de residência sénior em Alvarelhos

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O projeto nasceu torto e arrastou-se por anos, mas a luz ao fundo do túnel é agora garantida pela Santa Casa da Misericórdia da Trofa, que decidiu assumir a construção de um lar residencial no local onde figurava parte do esqueleto do Centro Comunitário de Alvarelhos.
A resposta social, ainda em fase de projeto, foi apresentada à população numa sessão realizada no pavilhão desportivo da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, no dia 10 de setembro.


“Este edifício tem muitos aspetos diferentes do habitual. Até conseguimos criar uma rua interior e uma grande varanda e virar o edifício para a zona exterior ajardinada e verde. Temos a capela e podemos aceder a todo o edifício através de uma rampa. Já os quartos são sui generis, principalmente os duplos, porque são divididos a meio por uma barreira que faz toda a diferença, pois dão privacidade aos utentes”, explicou Alfredo Gomes, provedor da Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

Por não se adequar às necessidades atuais, a parte já edificada terá de ser demolida. A nova residência terá capacidade para 50 utentes e será resultado de um investimento de 2,5 milhões de euros. Por haver “muito dinheiro envolvido”, Alfredo Gomes apela à ajuda “de muitos mecenas”, mantendo confiança “na muita gente boa que há em Alvarelhos”.
Além dos donativos, a instituição vai procurar beneficiar de fundos comunitários “logo que surja a oportunidade”.
O presidente da associação Centro Comunitário de Alvarelhos, Joaquim Oliveira, não escondeu a felicidade por ver o processo desbloqueado, depois de a parceria com a instituição Mundos de Vida ter caído com a interrupção das obras.
“É uma espera de muitos anos, num processo que quando começou a nascer teve de ser interrompido e as vicissitudes que se atravessaram foram muitas”, sublinhou, numa alusão à interrupção das obras em 2010, por falta de liquidez.
O processo serviu de cavalo de batalha entre a Junta de Freguesia, então presidida por Joaquim Oliveira, e a Câmara Municipal, liderada por Joana Lima, e arrastou-se no tempo, até a Mundos de Vida, instituição responsável pela construção do projeto, desistir.
A solução foi procurar outras entidades com conhecimento na área para retomar o projeto e, aí, “não houve dificuldade” em chegar à Santa Casa da Misericórdia, revelou Joaquim Oliveira.
O Centro Comunitário de Alvarelhos cedeu o terreno à Santa Casa da Misericórdia, mas mantém a “reserva de propriedade” até que o projeto esteja concluído.
“O nosso papel vai ser acompanhar o processo até ao fim. Depois, quando a obra estiver feita, muito provavelmente a associação Centro Comunitário de Alvarelhos não terá razão de existir e extinguir-se-á de seguida”, revelou.
A Santa Casa da Misericórdia espera ter as obras no terreno já no próximo ano.

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Deolinda Oliveira vence Taça de Corrida de Montanha

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Deolinda Oliveira venceu a Taça de Portugal de Corrida de Montanha. A atleta da Escola de Atletismo da Trofa garantiu o triunfo no escalão de veteranas após as quatro jornadas, realizadas em Albergaria-a-Velha, Vila Real, Castro Daire e Sabugal.
No dia 18 de setembro, Deolinda esteve no pódio acompanhada por Júlia Sousa, colega de equipa, que assegurou o 2.º lugar da competição no mesmo escalão.
Alice Oliveira, também da EAT, foi 4.ª classificada em seniores femininos.
No mesmo dia e local, a coletividade esteve representada no Grande Prémio de Atletismo Trilhos do Lince, com Mariana Azenha, que conseguiu o 2.º posto em iniciados femininos.
Já no Campeonato Regional de Veteranos, em Lousada, Ludgero Moreira (M35) sagrou-se campeão na disciplina de 200 metros, acumulando ainda o título de vice-campeão nos 400 metros e salto em altura. O atleta da EAT conseguiu ainda o 3.º lugar nos 100 metros.
Por sua vez, Júlia Sousa (F50) sagrou-se campeã regional dos 3000 metros marcha, com novo recorde pessoal (18:42:58 minutos). Basílio Sousa, em M45, foi 5.º classificado nos 3000 metros.

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