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Edição 749

Entrevistas aos candidatos à Junta de Freguesia de Bougado

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O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética do nome dos candidatos.

João Teixeira da Cruz, candidato do PS

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
João Teixeira da Cruz (JTC):
O nosso projeto eleitoral foi pensado na realidade administrativa que vivemos: uma União de Freguesias. Em primeiro lugar queremos implementar o programa “Ouvir Bougado.” Quem melhor do que os habitantes da nossa união de freguesias para nos dizerem quais as necessidades imediatas? Para os mais ou menos crentes, costumo dizer que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca por alguma razão. Serei todo ouvidos. A gestão, transparência e regulamentação é uma das nossas maiores preocupações. Colocaria como segundo projeto a realizar, conhecer a verdadeira situação financeira da Junta de Freguesia e dá-la a conhecer à população, partindo de imediato para a revisão do regulamento dos cemitérios. O preço praticado na venda das sepulturas é exagerado. Em terceiro lugar diria que a colocação de uma caixa multibanco na zona envolvente da Feira Semanal é uma das nossas prioridades para podermos dinamizar, reinventar e estimular o mercado semanal.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JTC:
Daria destaque à criação de um Gabinete de Apoio ao Freguês e da linha de apoio à identificação de casos críticos na freguesia (pessoas sem condições dignas, animais abandonados, falta de limpeza, entre outros). A criação do MOVEME – um serviço de transporte a pedido intrafreguesia, os casos de mobilidade reduzida ou de algum tipo de dificuldade de deslocação, previamente identificados, contactam os serviços da Junta para fretar um transporte para uma necessidade maior por motivos de saúde, assuntos fiscais, higiene e salubridade. Não fosse eu licenciado em História, há muito que deveríamos explorar a questão das Invasões Francesas. Em 1809, o General Soult pernoitou em Bairros. Porque não uma semana gastronómica em torno deste tema? Porque não uma espécie de feira com recriação histórica? Precisamos forçosamente de nos tornar mais atrativos. A Feira Anual precisa de juntar os mais velhos aos meus novos – manter a tradição agro-pecuária, mas aproximar a juventude do evento. No meio dos tratores e do gado temos que colocar mais animação, mais cultura e mais música.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JTC:
Felizmente, estamos a viver um momento mais relaxado e menos pesado da luta contra a pandemia. Personalizamos máscaras e álcool gel para garantir que a nossa mensagem passa em segurança. Sem os abraços e os beijos de outros tempos que caracterizam as campanhas eleitorais, procuramos chegar a todos e a todas.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JTC:
Falar verdade. As pessoas estão muito descrentes quanto à política. Uma mensagem forte e clara é aquilo que as pessoas querem, poucas promessas para não falhar, ou pelo menos garantir que aquilo que se fala não seja dito por “mais um” mas, se falarmos de coisas concretas, as pessoas querem mais medidas que tenham impacto direto na sua vida e menos cimento ou alcatrão. O eleitorado hoje em dia é mais exigente e ainda bem.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
JTC:
Todo. É de interesse do executivo da Câmara Municipal que a maior freguesia do concelho, aquela que funde a cidade da Trofa, seja dotada de todo o tipo de equipamentos, infraestruturas e serviços de apoio à população. A política é uma arte nobre. Há pessoas que fazem disto um jogo de futebol. As decisões de um presidente da Câmara ou de Junta, em especial do primeiro, tem um impacto brutal na vida das pessoas.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JTC:
Basta que o presidente da Câmara Municipal deixe a Junta trabalhar e que respeite o trabalho do executivo da Junta. O presidente da Junta e o seu executivo são o contacto mais direto com a população local. São os melhores embaixadores dos fregueses, os melhores mediadores e intervenientes junto do poder camarário. A delegação de competências tende a ser cada vez maior. Os presidentes de Junta devem ter cada vez mais autonomia e maior apoio financeiro por parte do poder camarário.

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José Carlos Carneiro, candidato do Chega

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
José Carlos Carneiro (JCC):
Despoluição do Ave e a criação de uma Ecovia; criação de um Polo Universitário; criação de variantes para facilitar o movimento rodoviário.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JCC:
Abertura do Ecocentro já existente; recolha semanal de Lixo Não Reciclável (monos domésticos, entulhos, desperdícios de limpezas de jardins, etc); requalificar e aprimorar o Parque de Paradela.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JCC:
A campanha foi estruturada de acordo com os parâmetros exigidos pelo SNS.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JCC:
Agilizar o atendimento e melhorar as condições de trabalho no centro de saúde. Segurança rodoviária. Dissolução da união das freguesias

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
JCC:
Conseguir o apoio total da Câmara para execução do programa.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JCC:
Ordenamento do território – separação da zona habitacional da industrial (ausência); abastecimento de água.

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Luís Paulo, candidato da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Luís Paulo (LP):
Concretizar o “Centro Equestre de Bougado” no Parque da Samogueira, com o envolvimento da juventude, da sociedade civil e dos seniores para o desenvolvimento de um conjunto de atividades e funcionalidades diversas como escola de equitação, provas equestres, estágios, hipoterapia e organização de eventos. Concluir o Parque de Lantemil, obra já em curso, devolvendo às pessoas aquele espaço para seu usufruto. Ampliar a Casa Mortuária e a modernização do Cemitério de S. Martinho de Bougado, com aumento da sua capacidade e eficiência ecológica.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
LP:
Para além das obras infraestruturais que nos propomos realizar, quero destacar que procuraremos intensificar a aposta num trabalho em rede que envolve a Junta de Freguesia, as escolas, as associações e coletividades e demais agentes na promoção e implementação da oferta cultural. Continuaremos também a apoiar as associações e coletividades desportivas, culturais e recreativas através da elaboração de contratos programa/protocolos que permitam dinamizar o movimento associativo e colocar as suas atividades e iniciativas ao serviço dos Bougadenses.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
LP:
A liberdade de se promoverem ações de campanha eleitoral não afasta a responsabilidade e o especial dever de assegurar que são respeitadas todas as recomendações exigidas. Nesse contexto, estamos em contacto com a população da nossa terra para a ouvir e, também, para lhe levar uma mensagem de esperança no futuro nesta terra que é de todos.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
LP:
A área social, a segurança, a saúde, a preocupação ambiental e os espaços verdes. Neste particular faremos todo o esforço para continuar a aposta na melhoria e conservação dos espaços verdes e arruamentos da cidade, reforçando a aposta na repavimentação das ruas da freguesia, assim como dar continuidade ao trabalho em rede, potenciando a eficiência na gestão da oferta social já existente na cidade da Trofa.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
LP:
Muito mais que palavras, o trabalho de parceria com a Câmara Municipal destes últimos 8 anos está à vista e, naturalmente, continuará nestes próximos 4 anos, assim os trofenses voltem a confiar o seu voto em nós.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
LP:
A Freguesia de São Martinho e Santiago, em termos de distribuição de verbas através de contratos interadministrativos entre a Câmara e as Juntas de Freguesia do Concelho da Trofa, sempre contribuiu para a coesão municipal, até porque as outras freguesias lutam com a dificuldade de terem menos recursos financeiros próprios do que as que dispomos. Conhecemos as prioridades da Câmara Municipal e sabemos que têm um programa bem definido para os próximos 4 anos. Naturalmente, esta Junta estará, como sempre esteve, disponível para colaborar nessas prioridades estabelecidas pelos diferentes órgãos autárquicos, nomeadamente no que se poderá fazer na melhoria das ligações entre as freguesias do concelho, daquelas vias normalmente designadas por “estradas militares” que, requalificadas, serão um extraordinário fator de coesão municipal e, por exemplo, permitirão uma muito maior proximidade entre o centro da cidade da Trofa e a Vila dos Coronados.

Miguel Alexandre, candidato da CDU

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Miguel Alexandre (MA):
Conforme disse na apresentação de candidatura, o meu primeiro compromisso é com o povo desta freguesia e, como tal, irei fazer um levantamento de todas as ruas ainda em terra batida, de todos os Bougadenses ainda sem acesso à água e saneamento e desenvolver ações para resolver esta situação. Auscultar TODAS as associações locais, coletividades e escolas, para tornar a Junta de Freguesia um real parceiro nas atividades destas instituições. Requalificar a feira semanal, revendo taxas de funcionamento, e criar condições para fomentar o consumo e produção local.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
MA:
Muitos outros projetos sustentam a nossa ação nesta freguesia, sendo de destacar o nosso empenho na reposição de freguesias, pois temos plena consciência de tudo o que une estas duas freguesias, mas também as suas diferenças sociais e económicas. Também a promoção da inclusão e a multiculturalidade, combatendo o isolamento social. A criação de uma política de juventude, centrada na promoção da saúde, das atividades culturais diversas e no desporto, com criação de eventos tanto nos existentes, como em espaços alternativos e descentralizados. Muito mais se poderia incluir, mas apenas dizer que todas estas políticas serão implementadas com o contributo da população, que será sempre ouvida em qualquer projeto que se pretenda implementar, ou seja, fazer os Bougadenses sentirem que também têm uma palavra a dizer no presente e futuro desta freguesia.

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NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
MA:
Fazer campanha eleitoral nesta situação pandémica, para nós CDU, não é muito diferente do que fazemos há mais de um ano, pois sempre estivemos na rua a apoiar os trabalhadores e o povo desta freguesia, sendo constante a nossa presença à porta dos grandes empregadores do concelho.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
MA:
A segurança e a fluidez rodoviária, a eliminação das barreiras arquitectónicas e a falta de um projeto cultural e desportivo. O trabalho de uma Junta de Freguesia com a sua Câmara Municipal deve ser sempre com base no respeito mútuo e de sentimento que o resultado final é o mais positivo para a freguesia e para o concelho. Dito isto, esperamos uma relação aberta e responsável.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
MA:
Temos consciência que somos a freguesia que suporta a Câmara Municipal e que, por isso mesmo, seremos a que terá uma intervenção mais próxima do executivo da Câmara Municipal, até pelo próprio número de Bougadenses que representam mais de 50% de todos os trofenses, pelo que as políticas de valorização da multiculturalidade, o fomento do consumo e produção local, o consumo sustentável, a criação de rede pública de creche gratuitas, o investimento na habitação para arrendamento a custos controlados e a resolução das barreiras arquitetónicas.

Sílvia Coutinho, candidata do PAN

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Sílvia Coutinho (SC):
A requalificação de arruamentos e passeios na União de Freguesias de Bougado será a minha primeira prioridade, pois não é admissível que ainda existam ruas na freguesia que põem em causa a segurança dos bougadenses. Existem ruas sem passeios e outras que necessitam de requalificação urgente, na medida em que não asseguram que pessoas com mobilidade reduzida possam circular autonomamente. A minha segunda prioridade será a vigilância e a manutenção do espaço público, nomeadamente ao nível dos espaços verdes, arruamentos, passeios e património da Junta de Freguesia. Não podemos continuar a fazer obra e depois não zelar pela mesma, terá que existir uma gestão eficiente ao nível da conservação e da limpeza, para que não aconteçam situações como temos, permanentemente, na feira semanal da Trofa. A minha terceira prioridade será uma maior proximidade aos bougadenses, às famílias socialmente mais fragilizadas, aos nossos seniores e à nossa juventude. Para tal, proponho uma relação permanente de sinergia entre todas as associações de forma a criar um “espaço solidário” que permita dar resposta atempada às necessidades emergentes; criar uma linha de apoio permanente à terceira idade em situação de isolamento e criar uma agenda mensal com eventos que possam ir ao encontro das necessidades dos nossos jovens.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
SC:
Para sermos uma freguesia voltada para o futuro necessitamos de apostar no desenvolvimento sustentável, pois só dessa forma poderemos garantir uma melhor qualidade de vida aos bougadenses. O caminho faz-se com políticas que coloquem pessoas, animais e natureza a coabitar harmoniosamente. Os nossos projetos: criar hortas comunitárias/urbanas, para que as pessoas possam ter contacto com a natureza, cultivar os seus próprios alimentos e reduzir as suas despesas familiares; criar parques caninos em diferentes locais da união de freguesias, integrados em espaços de lazer já existentes ou em zonas verdes, constituídos por um espaço vedado com vários obstáculos, que permitam que os cães possam correr e brincar soltos em segurança, proporcionando o seu exercício e socialização; criar uma bolsa de emprego em parceria com o tecido empresarial da Trofa para aumentar a oferta de emprego e mais rápida colocação das pessoas no mercado de trabalho; limitar o acesso a veículos pesados ao centro, para diminuir a poluição e promover a mobilidade ativa; criar ruas de uso exclusivo pedonal, de forma a aumentar a área de lazer e dinamizar o nosso comércio local.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação de pandemia?
SC:
É uma campanha com menos calor humano, mas, felizmente, hoje em dia, temos as redes sociais que nos ajudam muito na divulgação das nossas causas.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
SC:
Os bougadenses estão, efetivamente, preocupados com o futuro, nomeadamente ao nível socioeconómico, já que neste tempo de pandemia algumas famílias perderam o seu emprego e algumas empresas continuam a passar por dificuldades económicas. É opinião dos bougadenses que terão que existir mais apoios locais e governamentais para se ultrapassar esta crise.

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NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
SC:
Espero que exista diálogo e cooperação de forma a melhorar a qualidade de vida dos bougadenses.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
SC:
Criar uma rede de transportes entre freguesias, que promova um maior contacto entre todos os munícipes; criar uma agenda cultural que dinamize eventos nas várias freguesias do concelho.

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Edição 749

Misericórdia assume construção de residência sénior em Alvarelhos

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O projeto nasceu torto e arrastou-se por anos, mas a luz ao fundo do túnel é agora garantida pela Santa Casa da Misericórdia da Trofa, que decidiu assumir a construção de um lar residencial no local onde figurava parte do esqueleto do Centro Comunitário de Alvarelhos.
A resposta social, ainda em fase de projeto, foi apresentada à população numa sessão realizada no pavilhão desportivo da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, no dia 10 de setembro.


“Este edifício tem muitos aspetos diferentes do habitual. Até conseguimos criar uma rua interior e uma grande varanda e virar o edifício para a zona exterior ajardinada e verde. Temos a capela e podemos aceder a todo o edifício através de uma rampa. Já os quartos são sui generis, principalmente os duplos, porque são divididos a meio por uma barreira que faz toda a diferença, pois dão privacidade aos utentes”, explicou Alfredo Gomes, provedor da Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

Por não se adequar às necessidades atuais, a parte já edificada terá de ser demolida. A nova residência terá capacidade para 50 utentes e será resultado de um investimento de 2,5 milhões de euros. Por haver “muito dinheiro envolvido”, Alfredo Gomes apela à ajuda “de muitos mecenas”, mantendo confiança “na muita gente boa que há em Alvarelhos”.
Além dos donativos, a instituição vai procurar beneficiar de fundos comunitários “logo que surja a oportunidade”.
O presidente da associação Centro Comunitário de Alvarelhos, Joaquim Oliveira, não escondeu a felicidade por ver o processo desbloqueado, depois de a parceria com a instituição Mundos de Vida ter caído com a interrupção das obras.
“É uma espera de muitos anos, num processo que quando começou a nascer teve de ser interrompido e as vicissitudes que se atravessaram foram muitas”, sublinhou, numa alusão à interrupção das obras em 2010, por falta de liquidez.
O processo serviu de cavalo de batalha entre a Junta de Freguesia, então presidida por Joaquim Oliveira, e a Câmara Municipal, liderada por Joana Lima, e arrastou-se no tempo, até a Mundos de Vida, instituição responsável pela construção do projeto, desistir.
A solução foi procurar outras entidades com conhecimento na área para retomar o projeto e, aí, “não houve dificuldade” em chegar à Santa Casa da Misericórdia, revelou Joaquim Oliveira.
O Centro Comunitário de Alvarelhos cedeu o terreno à Santa Casa da Misericórdia, mas mantém a “reserva de propriedade” até que o projeto esteja concluído.
“O nosso papel vai ser acompanhar o processo até ao fim. Depois, quando a obra estiver feita, muito provavelmente a associação Centro Comunitário de Alvarelhos não terá razão de existir e extinguir-se-á de seguida”, revelou.
A Santa Casa da Misericórdia espera ter as obras no terreno já no próximo ano.

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Deolinda Oliveira vence Taça de Corrida de Montanha

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Deolinda Oliveira venceu a Taça de Portugal de Corrida de Montanha. A atleta da Escola de Atletismo da Trofa garantiu o triunfo no escalão de veteranas após as quatro jornadas, realizadas em Albergaria-a-Velha, Vila Real, Castro Daire e Sabugal.
No dia 18 de setembro, Deolinda esteve no pódio acompanhada por Júlia Sousa, colega de equipa, que assegurou o 2.º lugar da competição no mesmo escalão.
Alice Oliveira, também da EAT, foi 4.ª classificada em seniores femininos.
No mesmo dia e local, a coletividade esteve representada no Grande Prémio de Atletismo Trilhos do Lince, com Mariana Azenha, que conseguiu o 2.º posto em iniciados femininos.
Já no Campeonato Regional de Veteranos, em Lousada, Ludgero Moreira (M35) sagrou-se campeão na disciplina de 200 metros, acumulando ainda o título de vice-campeão nos 400 metros e salto em altura. O atleta da EAT conseguiu ainda o 3.º lugar nos 100 metros.
Por sua vez, Júlia Sousa (F50) sagrou-se campeã regional dos 3000 metros marcha, com novo recorde pessoal (18:42:58 minutos). Basílio Sousa, em M45, foi 5.º classificado nos 3000 metros.

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