Trofa
CHEGA Trofa defende avanço do Metro e pede alterações ao projeto em consulta pública
A concelhia do CHEGA da Trofa apresentou uma participação na consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental da Linha ISMAI–Paradela, defendendo que o projeto avance, mas com alterações e informação adicional sobre a solução prevista para o concelho.
A consulta pública do projeto, promovida através do portal Participa, decorre até 12 de outubro. A proposta atualmente em avaliação prevê uma ligação de cerca de 10 quilómetros entre o ISMAI e a Interface Trofa, combinando Metro ligeiro entre o ISMAI e o Muro e BRT entre o Muro e a Trofa.
É precisamente a utilização de dois modos de transporte que está no centro da posição agora divulgada pela estrutura concelhia do CHEGA. O partido reconhece a existência de “legítima frustração” entre alguns trofenses perante a alteração face à expectativa de uma ligação integral em Metro ligeiro até ao centro da Trofa, mas considera que essa mudança não deve impedir o avanço do projeto.
“A Trofa não pode voltar a esperar”, afirma a Comissão Política Concelhia, defendendo que o processo deve prosseguir sem deixar de exigir alterações e esclarecimentos técnicos.
Entre os pedidos apresentados à Agência Portuguesa do Ambiente está a disponibilização pública dos estudos de procura TRENMO 2025 e FEUP 2020 que, segundo o CHEGA, sustentaram a opção pelo BRT no troço entre o Muro e Paradela. A concelhia pede também, caso esses documentos sejam disponibilizados, a reabertura do prazo de participação pública.
A estrutura local do partido solicita ainda que o Estudo de Impacte Ambiental seja complementado com uma comparação técnica e ambiental entre a solução mista de Metro e BRT e uma alternativa com Metro ligeiro em todo o percurso.
Outro dos pontos apresentados diz respeito ao transbordo no Muro. O CHEGA pede que seja quantificado o seu impacto na procura, nos tempos de viagem, na atratividade do transporte público e nos benefícios ambientais.
Na participação são igualmente requeridos reforços em matéria de ruído e vibrações, medidas relativas à zona inundável da Interface Trofa e proteção de sobreiros e azevinhos. O partido solicita ainda que o troço em BRT seja concebido de forma a permitir uma futura conversão para Metro ligeiro, com as condições técnicas necessárias previstas desde o início.
O reforço do estacionamento nos principais pontos de procura, nomeadamente no Muro e na Interface Trofa, bem como a instalação de postos de carregamento elétrico, integra também o conjunto de propostas apresentado.
“Um avanço com exigência”
A posição divulgada pela concelhia é apresentada como uma defesa simultânea da concretização do projeto e da introdução de melhorias. “A nossa posição defende, por isso, o não bloqueio do projeto, mas sim um avanço com exigência”, afirma o CHEGA Trofa.
A estrutura local considera que a discussão sobre a solução de transporte entre o Muro e Paradela não deve, por si só, provocar um novo adiamento do projeto, tendo em conta os anos de espera pela ligação da Trofa à rede do Metro do Porto.
No comunicado agora divulgado, a Comissão Política Concelhia do CHEGA afirma querer “garantir que aquilo que hoje é construído não condicione aquilo que a Trofa poderá, legitimamente, exigir amanhã”.
A estrutura partidária conclui que pretende manter uma posição que descreve como “firme, responsável e construtiva”, colocando como objetivo “defender a Trofa de hoje e preparar a de amanhã”.


