Im(Pulse) – Rimas e Beats pela Inês movimentou a comunidade por uma causa: ajudar Inês Reis que sofre de um tumor raro. O valor angariado “ultrapassa os dois mil euros”, segundo a organização.

 

“Ultrapassou os dois mil euros” o valor angariado pela organização Im(Pulse) Rimas e Beats pela Inês, que promoveu um concerto solidário na noite de sábado, 12 de abril, no polo de S. Martinho da Junta de Freguesia de Bougado.

Impulsionado por João Mendes, o evento tinha como “objetivo primordial ajudar Inês Reis”, uma jovem de S. Romão do Coronado que sofre de um tumor raro, ao mesmo tempo que relembrava o amigo Jon Pulse, através da associação, implícita no nome da iniciativa, que faleceu há pouco tempo vítima de cancro.

O hip hop dominou o concerto solidário, protagonizado pelos grupos Caixa Forte, Detroifa, Rogg & Ojuara e Coletivo 61, tendo sido prometidas “algumas surpresas”. Uma delas foi o apadrinhamento pelos Dealema, que divulgaram “um teaser a convidar as pessoas” pelas redes sociais, assim como uma demonstração de hip hop e de break dance pelo grupo Alvadance.

Em jeito de balanço, o promotor do evento, João Mendes, referiu que em termos de púbico ficou “um bocadinho aquém daquilo que se estava à espera”, mas, em termos de dinheiro, apesar de “ainda não termos um saldo final”, o “volume de dinheiro que temos é muito superior ao número de pessoas que estão cá dentro”.

O que começou por ser “um concerto”, num espaço de “dois dias transformou-se num movimento muito grande, sem estrutura”, e a página que foi criada no Facebook conseguiu “à volta de seis mil amigos”. Talvez por isso, João Mendes não descarte a possibilidade de continuar a organizar mais iniciativas solidárias. “É possível continuar com isto e fazer outras iniciativas do género e acima de tudo temos muita matéria-prima, a nível de música, não só no hip hop, mas outros estilos. Eu, pelo menos, quero continuar e sei que há outras pessoas que também querem”, frisou.

João Mendes “gostava de agradecer a todas as pessoas que ajudaram, que foram muitas”, sendo esta “equipa a prova de que vale a pena”. “Que outras pessoas possam ver que qualquer um se pode juntar, desde que tenha vontade de fazer alguma coisa. Com o esforço necessário, e não é preciso muito, é possível fazer muitas coisas”, concluiu.