Praça 25 de Abril, em Santo Tirso, vai transformar-se num Mercado Nazareno, entre os dias 18 e 21 de abril, envolvendo dramatizações, aldeia histórica, acampamento romano e artesãos.

“Jesus Cristo percorre o recinto do evento e encontra-se com um cego e um leproso, curando-os. Os homens espalham o milagre pelo recinto”. “Os Milagres de Jesus Cristo” é a primeira recriação histórica a decorrer no Mercado Nazareno, que a Câmara Municipal de Santo Tirso está a organizar entre os dias 18 e 21 de abril, de forma a celebrar a Páscoa com “rigor”, onde não faltarão também demonstrações, música e combates entre soldados romanos.

“Uma viagem no tempo que promete surpreender com alguns dos momentos bíblicos mais marcantes da época pascal. O evento é inédito a nível nacional”, avançou fonte da autarquia.

Paralelamente às recriações históricas, o mercado terá ainda “artesãos, mercadores, gastrónomos vestidos à época, com tendas próprias e decoração adequada, uma zona de diversão infantil, uma aldeia com dramatizações de peripécias bíblicas, exposição de animais ao vivo, como galinhas, uma porquinha, ovelhas, burrinhas, cabras, coelhos, entre outros, com vista a tornar o ambiente mais real, o que será, com toda a certeza, uma delícia para miúdos e graúdos, demonstração de velhos ofícios, um acampamento romano e ainda um calvário, com três cruzes”.

A “pensar nos mais novos”, haverá também os “tão apreciados passeios de burro e os contadores de histórias, empenhados em despertar o interesse das crianças para as questões histórico-religiosas”.

Durante os quatro dias, “um grupo de atores, trajados a rigor, vai recriar os últimos momentos da vida de Cristo. Depois da recriação relacionada com “Os Milagres de Jesus Cristo”, segue-se, a partir das 17 horas, “O Julgamento”, numa encenação que conta o episódio de “Pôncio Pilatos, célebre por ter lavado as mãos e dado a escolher ao povo entre Barrabás e Jesus.

Já a partir das 20 horas, será tempo da “Última Caminhada”, durante a qual “Jesus, condenado e humilhado, carrega a cruz, escoltado pelos implacáveis soldados romanos”. Quando o relógio assinalar as 21.30 horas, “o filho de Maria, chegado ao calvário, será pregado na cruz, entre dois ladrões, com o povo a chorar o seu sofrimento”.

No sábado, pelas 15.30 horas, acontecerá a “Recolha de Jesus Cristo”, com “os romanos a retirarem o corpo morto de Cristo da cruz, deixando-o ao cuidado das mulheres, que o embrulham em pano brancos, fazendo o pranto do luto”. “O Enterro” está marcado para as 17 horas, com “Maria e os apóstolos a vigiarem a sepultura durante a noite”.

No domingo de Páscoa, pelas 15 horas, há a “Revelação do desaparecimento do corpo de Cristo” e, pelas 20 horas, “debaixo de um forte nevoeiro e de uma luz, Jesus Cristo reaparecerá, para deixar uma última mensagem ao povo”. A segunda-feira, está reservada aos apóstolos Pedro, João e Tomé, que percorrerão o recinto do Mercado Nazareno em “missão de evangelização, apregoando os ensinamentos que Jesus lhes incutira, num episódio que aposta na interação com o público”.