Trofa
Jovens da Trofa levam apoio à educação em missões no Quénia e em Moçambique
Seis jovens da Trofa regressaram de África depois de, em agosto, participarem em duas missões solidárias que juntaram trabalho comunitário, apoio à educação e contacto com as populações locais. As experiências decorreram no Quénia e em Moçambique, onde os grupos desenvolveram projetos adaptados às necessidades identificadas no terreno.
Em Chumviyère, no Quénia, as voluntárias da missão “Es.tu.dar” concluíram a reabilitação da escola da comunidade. Os trabalhos incluíram a construção de um refeitório, a pintura de salas, a melhoria das instalações sanitárias, a instalação de painéis solares e a colocação de equipamentos num parque infantil. Foi ainda entregue material escolar e de recreio.

A intervenção foi sendo ajustada ao longo das semanas, em articulação com o missionário responsável e os voluntários. Segundo o balanço da experiência, a participação da comunidade local foi determinante para a concretização do projeto, com disponibilidade para colaborar nas várias tarefas. O resultado foi uma escola com melhores condições para acolher os alunos e apoiar a sua aprendizagem.
Em Massângulo, Moçambique, a missão “Ponto de Encontro” tinha como um dos objetivos iniciar a criação de um jardim intergeracional, pensado como espaço de convívio e encontro para a comunidade. O projeto não ficou concluído durante a permanência das jovens, mas o padre João Nascimento, missionário responsável pela comunidade, dará continuidade à iniciativa. A concretização do espaço pretende também criar oportunidades de emprego para a população local.

O apoio das jovens estendeu-se ao projeto de explicações dinamizado pelo padre João Nascimento. Através de um contributo financeiro, procuraram ajudar a assegurar a continuidade desta resposta educativa, nomeadamente através da melhoria das instalações, do pagamento de salários e da aquisição de materiais didáticos.
A iniciativa pretende contribuir para que mais crianças tenham acesso a apoio escolar em disciplinas como Matemática e Português, incluindo na aprendizagem da leitura e da língua portuguesa.

Para além das intervenções materiais e do apoio financeiro, as duas missões foram marcadas pela convivência com crianças, jovens e famílias das comunidades que receberam os grupos. O objetivo, segundo o balanço divulgado, não se limitou à prestação de ajuda: as participantes partiram também com disponibilidade para ouvir, aprender e compreender realidades diferentes das suas.
O trabalho desenvolvido foi acompanhado por dias exigentes e pelo cansaço, mas também por momentos de partilha, entreajuda e convívio. As relações criadas ao longo das semanas são apontadas como uma das marcas mais significativas das experiências, que decorreram em contextos distintos, mas ficaram ligadas pela proximidade com as populações locais.
No mês de outubro, dedicado às missões, o regresso das seis jovens à Trofa permite dar a conhecer o trabalho realizado no verão e o contacto estabelecido com as comunidades do Quénia e de Moçambique.


