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Ano 2008

VISÃO DE CAPELA – Ou de paróquia?

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   Não tenho por hábito responder a quem me cita, por boas ou más razões. Mas o Dr. António Barbosa, por ser uma pessoa dialogante, educada e que me merece a melhor das considerações, é uma excepção a esse hábito.

 Começo por estranhar o seu espanto por ter defendido o Catulo enquanto local nobre da cidade e que deve ser acarinhado. Não alinho em certos modismos, pseudo-descentralistas que, com facilidade, condenariam o Catulo ao ostracismo.

      O Catulo é aquilo que mais se assemelha a um centro urbano e que não tem qualquer problema de saturação.

      Já alguém imaginou o Catulo sem o trânsito de passagem? Está saturado de quê? Ou cometeu o crime ser o centro da cidade?

      Esperava que o Dr. António Barbosa encontrasse uma forma menos paroquiana de chamar paroquiano porque não conseguiu ver a coesão municipal para além da sua freguesia (Feruni-Arbofil-Pateiras). Por certo concordará que os argumentos a favor do já célebre triângulo, que é Feruni ou Arbofil-Pateiras-Mosteirô, são poucos e já gastos: nova centralidade, muito espaço e… centro geométrico. O que tem o centro geométrico a ver com centro urbano? Nada, Obviamente.

      Acresce a estes argumentos, o facto de ter sido uma promessa eleitoral (sê-lo ia nesses termos?) mas, como bem disse o meu amigo, sou militante doutro Partido, o Partido Socialista e não sinto que isso seja defeito. E no seu Partido? Já pensou no que pensam os militantes do seu Partido? Acha que todos eles votaram na localização dos Paços do Concelho? Se acha isso, como interpreta a reacção positiva da maioria deles à anunciada e votada localização na serração da Capela?

      Aquilo que entendeu interpretar como "exacerbada visão de capela" mais não é do que um lapso seu. A localização prevista dos Paços do Concelho, no já muito falado triângulo, é em São Martinho de Bougado e bem perto do local onde resido, que é também em São Martinho de Bougado, como bem sabe, e que sempre teve a minha oposição.

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      É que estar localizada na minha freguesia, e, talvez, no meu lugar, não é condição suficiente para merecer o meu apoio.

      Estar próximo do Catulo, não na rotunda, obviamente, é aproveitar as condições já existentes, já que é para esse ponto que confluem todos os transportes públicos e é dar dignidade a um local nobre da cidade que está abandonado, como é o caso da serração da Capela. É esse também o local de mais fácil acesso à população do concelho, sobretudo quem se desloca em transportes públicos.

      A querela existente entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal tem que ser solucionada com bom senso porque os eleitos estão a representar a população e não a tratar de negócios privados. E o superior interesse do concelho e da cidade impõe que as pessoas se esforcem por encontrar uma boa solução para o diferendo.

      O problema que existe é o da implantação, o que é muito diferente da localização que sempre foi pacífica e acredito que, com boa vontade de ambas as partes, será encontrada uma boa solução.

      Com as variantes construídas (parece que uma dessas variantes está para breve) e o Catulo sem o trânsito de passagem, teremos encontrado, na serração ou no bairro da Capela, um bom local para, finalmente, se construir um centro cívico com a dignidade que o concelho e a cidade merecem.

      Claro que o bairro ou a serração da Capela não é o único bom local. Há mais, mas este local parece-me o melhor e o mais pacífico.

      Fica sempre a questão da promessa. Não me preocuparia tanto assim. Se uma promessa for cumprida com vantagem, o povo aceita. O essencial da promessa é a de construir os Paços do Concelho e, se estes forem construídos num bom local, será do agrado das pessoas.

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      Para finalizar, gostaria de dar mais uma pequena dica: não tratemos tão mal as indústrias. Não tentemos escorraçá-las para fora. Criam riqueza, dão postos de trabalho e pagam impostos. Deixemo-las trabalhar onde estão. 
 
 

                              Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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