Dias quentes e longos, que convidam a idas à praia e passeios refrescantes pela Natureza.

   Aproximam-se as tão esperadas e merecidas férias e segundo algumas previsões do Instituto de Meteorologia, este será o Verão mais quente e seco dos últimos 20 anos.

E este é sem dúvida um dado muito preocupante.

As temperaturas altas provocam muitos problemas de saúde, e podem tornar-se um verdadeiro perigo principalmente para crianças, idosos e pessoas mais frágeis e segundo dados revelados, no último ano muitos foram os idosos que faleceram devido às temperaturas elevadas que se registaram, e que agravaram a sua já precária saúde.

A escassez de água é outro factor também preocupante e que em muitos locais do país pode levar inclusive à necessidade de se adoptar medidas drásticas de contenção de consumos, ou mesmo corte de abastecimento durante determinados períodos do dia. Isto afectará não só as actividades domésticas, mas também as actividades agrícolas e a indústria.

Mas, talvez o factor mais preocupante é o elevadíssimo risco de incêndio decorrente das elevadas temperaturas e do tempo seco.

Consciente de que os incêndios constituem uma seria ameaça à floresta portuguesa, que compromete a sustentabilidade económica e social do país, o governo assumiu a defesa da floresta contra incêndios como prioridade e elaborou e aprovou já no ano de 2006 o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Neste Plano estão contempladas medidas de prevenção, vigilância, detecção e fiscalização, bem como um conjunto de acções para melhorar o planeamento e as operações de protecção e socorro.

Para tal, o Governo conta com o esforço e o apoio crucial da base municipal, através das Comissões Municipais da Defesa da Floresta Contra Incêndios, que têm como missão coordenar a nível local as acções de defesa da floresta e promover a sua execução de forma integrada com os agentes locais.

Iniciou-se no dia 1 de Julho a chamada "Fase Charlie", a mais delicada do ano em termos de risco de incêndio e que terminará só a 15 de Outubro.

Este ano e demonstrando mais uma vez a sua preocupação com a defesa da floresta e das populações o Governo de José Socrates, mobilizou o maior numero de meios de sempre.

Estarão no terreno, prontos a intervir, 2373 equipas, reunindo 2266 veículos, 9642 elementos e 56 meios aéreos e muitas entidades públicas e privadas, desde a G.N.R., P.S.P., Bombeiros, Brigadas de protecção da floresta, Direcção Geral dos Recursos Florestais, equipas do Instituto de Conservação da Natureza, Autarquias, sapadores da Forças Armadas, Escuteiros e muitas outras instituições e associações.

O que representa, em relação ano passado um aumento de 487 viaturas, 806 homens e 4 aeronaves.

Mas, mais uma vez e como em tudo, nós cidadãos não podemos cruzar os braços e esperar que os outros protejam e resolvam. Temos definitivamente de ter um papel activo na protecção e defesa da floresta, das nossas propriedades, das nossas habitações e da nossa comunidade, porque uma catástrofe pode acontecer a qualquer um de nós e em qualquer momento.

Assim e necessário manter as matas limpas, não fazer queimadas e fogo, não fazer fogueiras para lazer e recreio em espaços verdes e florestas.

É Proibido também fumar e usar equipamentos de queima e combustão destinados à iluminação e ou confecção de alimentos e em espaços rurais evitar lançamento de foguetes e o uso de fogo-de-artifício, salvo autorização prévia da autarquia.

A Floresta é um património natural de enorme importância e valor e representa no nosso concelho 50% da área total e por isso a sua protecção reveste-se de uma importância acrescida.

Apesar de se prever tempos difíceis, todos esperamos que a nossa floresta, património vital para todos, seja poupada.

Para que tal aconteça é crucial que todos estejamos atentos e que nos sintamos envolvidos nesta dura tarefa de defesa e protecção da floresta.

Teresa Fernandes