Trofa
Criança de 5 anos internada por precaução após incidente com caixa de desratização
Uma criança de 5 anos, do jardim de infância da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, ficou internada por precaução após um incidente ocorrido na manhã de quarta-feira, 6 de maio, no recreio da instituição.
Segundo um comunicado enviado aos encarregados de educação pela direção do jardim de infância, a situação ocorreu cerca das 11h40, quando algumas crianças brincavam junto de uma caixa de desratização colocada no perímetro exterior do espaço.
De acordo com a informação divulgada, as colaboradoras que se encontravam a vigiar o recreio aperceberam-se da presença das crianças junto da caixa e afastaram-nas de imediato. Foi nesse momento que uma das crianças terá referido que colocou a mão no interior da caixa e posteriormente levou a mão à boca.
A instituição acionou de imediato o protocolo de segurança, tendo contactado as linhas de emergência e transportado a criança para o Hospital de Vila Nova de Famalicão. Segundo confirmou ao nosso jornal Luís Elias, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, a criança foi sujeita a uma lavagem ao estômago “por uma questão de precaução e cumprimento dos protocolos médicos”.
O responsável acrescenta que a criança permanecerá internada durante 72 horas apenas por questões de protocolo e vigilância preventiva, “conforme previsto nos manuais de segurança para situações com estas características”, embora “não tenha sido diagnosticado qualquer problema de saúde ou sinal de intoxicação”.
No comunicado enviado aos pais, a instituição refere que as caixas de desratização fazem parte do sistema de controlo de pragas existente no espaço, sendo a sua manutenção assegurada por “uma empresa especializada e certificada”. Após o incidente, a caixa em causa foi retirada da zona de recreio.
A direção da creche decidiu também comunicar de imediato o sucedido a todos os encarregados de educação, com o objetivo de prestar esclarecimentos e tranquilizar as famílias.
Luís Elias explica ainda que, segundo a empresa responsável pela desratização, as caixas utilizadas são “profissionais, de elevada segurança e com um grau de toxicidade muito reduzido”, circunstância que, refere, “acabou por ser comprovada pela ausência de qualquer intoxicação na criança”.
Após a ocorrência, foi igualmente realizada uma verificação às restantes caixas de desratização instaladas no recinto, tendo sido concluído que “todas continuavam invioladas”.
O presidente da associação sublinha que a instituição “cumpre todas as normas de segurança e higiene”, recordando que o espaço acolhe diariamente cerca de 150 crianças.
“É um facto lamentável, mas temos sempre um cuidado extra precisamente pela responsabilidade que temos”, concluiu.


