Jantar comemorativo dos 70 anos da Liga Portuguesa contra o Cancro juntou cerda de 400 pessoas na Quinta d’Alegria, em Ribeirão.

Os trofenses mostraram, mais uma vez, que é grande a solidariedade que os une à Liga Portuguesa Contra o Cancro. Prova disso foi o salão cheio na Quinta d’Alegria, em Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Famalicão, com cerca de 400 pessoas, que festejaram os 70 anos da instituição.

Pela participação empenhada e com êxito na campanha Um dia pela Vida, que se realizou há cerca de quatro anos, a Trofa é um dos concelhos mais acarinhados pela Liga. O presidente Vítor Veloso não quis, por isso, deixar de estar presente para “agradecer” e “prestar contas sobre como são utilizados os fundos angariados”. É que, para a LPCC, “para além da parte económica, é fundamental que a população tenha uma adesão massiva nas atividades”. “Foi um jantar feito com muita alegria, congregando grande parte das vertentes sociais desta população”, frisou.

Vítor Veloso não deixou de lançar alguns desafios à Trofa, no que diz respeito à luta contra o cancro. O responsável pediu à Câmara da Trofa que ceda um espaço para a realização de consultas de psico-oncologia. Certo de que a parceria “será consequente e dará bons resultados”, o presidente da LPCC explicou que a instituição “não quer que estas atividades sejam centralizadas no Porto, mas que o apoio seja dado junto dos doentes e dos familiares”. Trazer o rastreio do cancro da mama à Trofa é uma das metas da Liga. O objetivo passa por conseguir “ter todo o Norte do País rastreado dentro de dois anos”.

Atenta ao desafio lançado por Vítor Veloso a presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, anunciou que a autarquia vai ceder o espaço à Liga para a realização das consultas e incitou o responsável da Liga Contra o Cancro a “redigir o protocolo para formalizar esta parceria”.

Fátima Nunes de Oliveira foi uma das promotoras deste jantar e uma das mulheres que fez parte das equipas de “Um Dia pela Vida”. Apesar de ter “só 20 dias para preparar o evento”, Fátima fez um balanço “muito positivo” da participação. A trofense só lamentou o facto de algumas capitãs de equipa de há quatro anos não participarem na organização do jantar, por “terem uma vida mais difícil”.

Já para Maria Teresa Albuquerque, vice-presidente da Comissão Executiva do Norte para os 70 anos da LPCC, a promoção deste jantar mostra que a Trofa é um “exemplo de solidariedade”. “A Trofa é fantástica, trabalha e colabora imenso, é um exemplo de generosidade e de partilha, que nos sensibilizou muitíssimo. Agradecemos toda a ajuda que nos tem dado”, frisou.

Na hora de fazer as contas, a organização conseguiu juntar 2500 euros, oriundos das inscrições, de um donativo de 250 euros, da venda de brindes e ainda de pessoas que, mesmo não podendo estar presentes, fizeram questão de doar o valor do jantar.

Num jantar onde a música e a dança também tiveram honras de protagonismo, Vítor Veloso apresentou as contas da LPCC, mostrando onde são aplicados os fundos angariados. Um milhão de euros foram aplicados no rastreio do cancro da mama, 257 mil euros no centro de formação, educação para a saúde e psico-oncologia, 313 mil euros em voluntariado e apoio social a doentes e 253 mil euros em investigação e formação científica.

A poucos dias de se realizar o Peditório Nacional, que é uma das mais importantes fontes de receita da Liga, Vítor Veloso apelou “à solidariedade”, pois “certamente ao lado dos trofenses estão pessoas mais carenciadas, sobretudo no campo da oncologia”. “Um pequeno contributo é extremamente importante”, concluiu. O peditório realiza-se nos dias 29, 30 e 31 de outubro e 1 de novembro.

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