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Ano 2011

Trofenses comemoraram 70 anos da instituição

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Jantar comemorativo dos 70 anos da Liga Portuguesa contra o Cancro juntou cerda de 400 pessoas na Quinta d’Alegria, em Ribeirão.

Os trofenses mostraram, mais uma vez, que é grande a solidariedade que os une à Liga Portuguesa Contra o Cancro. Prova disso foi o salão cheio na Quinta d’Alegria, em Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Famalicão, com cerca de 400 pessoas, que festejaram os 70 anos da instituição.

Pela participação empenhada e com êxito na campanha Um dia pela Vida, que se realizou há cerca de quatro anos, a Trofa é um dos concelhos mais acarinhados pela Liga. O presidente Vítor Veloso não quis, por isso, deixar de estar presente para “agradecer” e “prestar contas sobre como são utilizados os fundos angariados”. É que, para a LPCC, “para além da parte económica, é fundamental que a população tenha uma adesão massiva nas atividades”. “Foi um jantar feito com muita alegria, congregando grande parte das vertentes sociais desta população”, frisou.

Vítor Veloso não deixou de lançar alguns desafios à Trofa, no que diz respeito à luta contra o cancro. O responsável pediu à Câmara da Trofa que ceda um espaço para a realização de consultas de psico-oncologia. Certo de que a parceria “será consequente e dará bons resultados”, o presidente da LPCC explicou que a instituição “não quer que estas atividades sejam centralizadas no Porto, mas que o apoio seja dado junto dos doentes e dos familiares”. Trazer o rastreio do cancro da mama à Trofa é uma das metas da Liga. O objetivo passa por conseguir “ter todo o Norte do País rastreado dentro de dois anos”.

Atenta ao desafio lançado por Vítor Veloso a presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, anunciou que a autarquia vai ceder o espaço à Liga para a realização das consultas e incitou o responsável da Liga Contra o Cancro a “redigir o protocolo para formalizar esta parceria”.

Fátima Nunes de Oliveira foi uma das promotoras deste jantar e uma das mulheres que fez parte das equipas de “Um Dia pela Vida”. Apesar de ter “só 20 dias para preparar o evento”, Fátima fez um balanço “muito positivo” da participação. A trofense só lamentou o facto de algumas capitãs de equipa de há quatro anos não participarem na organização do jantar, por “terem uma vida mais difícil”.

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Já para Maria Teresa Albuquerque, vice-presidente da Comissão Executiva do Norte para os 70 anos da LPCC, a promoção deste jantar mostra que a Trofa é um “exemplo de solidariedade”. “A Trofa é fantástica, trabalha e colabora imenso, é um exemplo de generosidade e de partilha, que nos sensibilizou muitíssimo. Agradecemos toda a ajuda que nos tem dado”, frisou.

Na hora de fazer as contas, a organização conseguiu juntar 2500 euros, oriundos das inscrições, de um donativo de 250 euros, da venda de brindes e ainda de pessoas que, mesmo não podendo estar presentes, fizeram questão de doar o valor do jantar.

Num jantar onde a música e a dança também tiveram honras de protagonismo, Vítor Veloso apresentou as contas da LPCC, mostrando onde são aplicados os fundos angariados. Um milhão de euros foram aplicados no rastreio do cancro da mama, 257 mil euros no centro de formação, educação para a saúde e psico-oncologia, 313 mil euros em voluntariado e apoio social a doentes e 253 mil euros em investigação e formação científica.

A poucos dias de se realizar o Peditório Nacional, que é uma das mais importantes fontes de receita da Liga, Vítor Veloso apelou “à solidariedade”, pois “certamente ao lado dos trofenses estão pessoas mais carenciadas, sobretudo no campo da oncologia”. “Um pequeno contributo é extremamente importante”, concluiu. O peditório realiza-se nos dias 29, 30 e 31 de outubro e 1 de novembro.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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