Rotary inaugurou Universidade Sénior. Projeto conta com a parceria da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

Numa das salas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT), o cheiro a novo invade o olfato e à vista de todos estão mesas e cadeiras novas à espera de serem ocupadas. O quadro a giz, impecavelmente brilhante, está pronto a ser estreado, enquanto as estantes aguardam para serem preenchidas pela sabedoria daqueles que, apesar de menos jovens, ajudam a perceber que o espírito nunca envelhece. Numa das paredes, o cartaz identifica o propósito daquela sala: Universidade Sénior do Rotary Club da Trofa.

Esta valência foi inaugurada no sábado, dia 22 de outubro, e as expectativas quanto ao sucesso deste projeto são elevadas. Concebida através de uma parceira entre Rotary e AHBVT, a Universidade Sénior pretende “dar vida aos anos e anos à vida”. A citação é da autoria de José Pereira, presidente da Comissão Distrital das Universidades Seniores do Rotary, que louvou a criação deste projeto na Trofa, elevando para 27 o número de valências do género existentes no distrito 1970 (zona que agrega os clubes rotários desde Valença à Marinha Grande).

As mais-valias deste projeto saem em forma de poesia nas palavras utilizadas por José Pereira: “É consolidar a esperança e fomentar a alegria de viver, dando-lhes a certeza que são pessoas úteis e que têm muito a dar e a receber. É nesta interação que poderão formar uma cadeia de solidariedade para que todos os outros possam ser mais felizes. Embora possamos ver cabelos brancos nas pessoas, vejamos também menos rugas na alma e menos artroses no espírito”.

 

Depois de ser trabalhado “durante algum tempo”, o projeto da Universidade Sénior nasceu para “dar ânimo” aos menos jovens através da cultura, para que estes possam fazer “aquilo para o qual não tiveram tempo na devida altura”, referiu Vítor Boucinha, presidente do Rotary da Trofa.

Para a entidade parceira, a AHBVT, este projeto traz “mais-valias para ambas as instituições”. “Há um serviço que passa pela organização e abertura de dois espaços essenciais do quartel-sede da Associação, que é a Biblioteca e o seu museu, até hoje abertos em situações pontuais, que pretendemos dinamizar e tornar público de forma permanente. Mais do que isso é dar a conhecer os espaços da associação e a nossa atividade”, frisou Pedro Ortiga, presidente da Associação Humanitária.

Maria Emília Santos lançou o desafio ao Rotary para a criação desta valência e é a primeira aluna da Universidade Sénior. Vai procurar aprofundar “conhecimentos em informática, inglês” e, se possível, participar em “trabalhos manuais”.

Os elementos do Rotary da Trofa acreditam que o sentimento arrojado de Maria Emília vai ser partilhado por todos os outros alunos. “A coordenar a Universidade temos o professor Tato Diogo, pelo que tenho a certeza que, com os alunos que vamos ter, isto vai ser como uma bola de neve. Para o ano, em vez de uma sala vamos precisar de dez”, afiançou Vítor Boucinha.

Já para António Góis Madeira, governador do Distrito de 1970, foi “com alegria” que esteve presente na inauguração de mais uma Universidade Sénior, pois “é a possibilidade de alargar a missão rotária de serviço à comunidade à Trofa”.

Em Portugal existem mais 30 universidades seniores do Rotary, que englobam 3000 alunos, 700 professores voluntários e milhares de horas de formação.

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