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Ano 2011

“Dar anos à vida e vida aos anos” (c/video)

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Rotary inaugurou Universidade Sénior. Projeto conta com a parceria da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

Numa das salas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT), o cheiro a novo invade o olfato e à vista de todos estão mesas e cadeiras novas à espera de serem ocupadas. O quadro a giz, impecavelmente brilhante, está pronto a ser estreado, enquanto as estantes aguardam para serem preenchidas pela sabedoria daqueles que, apesar de menos jovens, ajudam a perceber que o espírito nunca envelhece. Numa das paredes, o cartaz identifica o propósito daquela sala: Universidade Sénior do Rotary Club da Trofa.

Esta valência foi inaugurada no sábado, dia 22 de outubro, e as expectativas quanto ao sucesso deste projeto são elevadas. Concebida através de uma parceira entre Rotary e AHBVT, a Universidade Sénior pretende “dar vida aos anos e anos à vida”. A citação é da autoria de José Pereira, presidente da Comissão Distrital das Universidades Seniores do Rotary, que louvou a criação deste projeto na Trofa, elevando para 27 o número de valências do género existentes no distrito 1970 (zona que agrega os clubes rotários desde Valença à Marinha Grande).

As mais-valias deste projeto saem em forma de poesia nas palavras utilizadas por José Pereira: “É consolidar a esperança e fomentar a alegria de viver, dando-lhes a certeza que são pessoas úteis e que têm muito a dar e a receber. É nesta interação que poderão formar uma cadeia de solidariedade para que todos os outros possam ser mais felizes. Embora possamos ver cabelos brancos nas pessoas, vejamos também menos rugas na alma e menos artroses no espírito”.

 

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Depois de ser trabalhado “durante algum tempo”, o projeto da Universidade Sénior nasceu para “dar ânimo” aos menos jovens através da cultura, para que estes possam fazer “aquilo para o qual não tiveram tempo na devida altura”, referiu Vítor Boucinha, presidente do Rotary da Trofa.

Para a entidade parceira, a AHBVT, este projeto traz “mais-valias para ambas as instituições”. “Há um serviço que passa pela organização e abertura de dois espaços essenciais do quartel-sede da Associação, que é a Biblioteca e o seu museu, até hoje abertos em situações pontuais, que pretendemos dinamizar e tornar público de forma permanente. Mais do que isso é dar a conhecer os espaços da associação e a nossa atividade”, frisou Pedro Ortiga, presidente da Associação Humanitária.

Maria Emília Santos lançou o desafio ao Rotary para a criação desta valência e é a primeira aluna da Universidade Sénior. Vai procurar aprofundar “conhecimentos em informática, inglês” e, se possível, participar em “trabalhos manuais”.

Os elementos do Rotary da Trofa acreditam que o sentimento arrojado de Maria Emília vai ser partilhado por todos os outros alunos. “A coordenar a Universidade temos o professor Tato Diogo, pelo que tenho a certeza que, com os alunos que vamos ter, isto vai ser como uma bola de neve. Para o ano, em vez de uma sala vamos precisar de dez”, afiançou Vítor Boucinha.

Já para António Góis Madeira, governador do Distrito de 1970, foi “com alegria” que esteve presente na inauguração de mais uma Universidade Sénior, pois “é a possibilidade de alargar a missão rotária de serviço à comunidade à Trofa”.

Em Portugal existem mais 30 universidades seniores do Rotary, que englobam 3000 alunos, 700 professores voluntários e milhares de horas de formação.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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