Depois de, em 19 de dezembro de 2014, ter revelado que a Segurança Social estava “em reformulação” e punha “a hipótese de encerrar” o serviço na Trofa, o executivo liderado por Luís Paulo chegou a acordo com o Instituto de segurança Social para estabelecer um protocolo, que define que o serviço de atendimento existente em Santiago de Bougado vai continuar a funcionar naquelas instalações, a troco de “580 euros”, enquanto à Junta cabe o pagamento “de luz, água e limpeza”, afirmou o autarca. “É muito bom continuarmos com este serviço na freguesia”, regozijou-se. Mas para Jerónimo Torres, eleito pelo PS, este foi “um péssimo negócio”, sendo que “a Junta vai pagar para a Segurança Social estar lá”. “A Segurança Social não precisa de esmolas, quando anunciou que no primeiro semestre de 2015 teve um lucro de 350 milhões de euros”, sustentou.
Por seu lado, Manuel Vilarinho, eleito pela coligação Unidos Pela Trofa (PSD/CDS-PP), elogiou a Junta por ter conseguido celebrar o protocolo “e evitar que a população tenha de se deslocar a Santo Tirso ou Vila do Conde”. “Mesmo que não haja lucro com a cedência das instalações, será em benefício da população”, acrescentou.
O protocolo foi aprovado com oito votos favoráveis do PSD/CDS e de quatro membros do PS e um voto contra de Jerónimo Torres.
Com o mesmo sentido de voto, foi aprovado o protocolo de cedência de instalações, em regime de comodato, para o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) abrir um posto de atendimento, também no polo de Santiago da Junta de Freguesia. Para Luís Paulo, este novo serviço “é uma mais-valia” para a freguesia.
Já a concessão do direito de ocupação e exploração de comercialização de artigos florais, velas e afins nos “espaços envolventes” às casas mortuárias de S. Martinho e de Santiago de Bougado levantou muitas dúvidas aos eleitos pelo Partido Socialista.
Mário Moreira quis ter “um esclarecimento cabal sobre o que se trata o espaço envolvente”, considerando que, face à ausência de documentos sobre o ponto em discussão, os elementos do PS não podiam “passar um cheque em branco” para a Junta de Freguesia atuar. “Em S. Martinho de Bougado, está a permitir a cedência deste espaço, quando há duas empresas da área a comercializar mesmo em frente ao cemitério”, atestou, realçando que não estava referido qual o espaço físico alvo de concessão. O mesmo acontece em relação a Santiago de Bougado, pois “junto à Casa Mortuária não existe espaço suficiente para isso”.
Luís Paulo respondeu que no caso de S. Martinho de Bougado, o espaço envolvente à Casa Mortuária refere-se a uma área de “30 metros quadrados, junto às casas de banho” da Casa Mortuária. Trata-se de uma loja lá construída, no âmbito da empreitada de requalificação da Casa Mortuária. “O concessionário ficará com a responsabilidade pela manutenção do espaço e da limpeza”, afirmou, sem deixar de referir que a intenção da Junta de Freguesia é que “haja sempre um olhar atento sobre tudo o que se passa” no cemitério, onde “há problemas diários com furtos até de flores”.
O autarca afirmou que a concessão será feita depois de “um concurso, com regras definidas e dia marcador”, em que “todas as pessoas serão convidadas a apresentar uma proposta”.
Já no que se refere a Santiago de Bougado, Luís Paulo afirmou que ainda não há data para a concessão, mas que o espaço de venda está previsto ficar localizado “próximo da casa do falecido padre Serra”.
A maioria eleita pela coligação PSD/CDS-PP aprovou os pedidos de autorização para a concessão, enquanto os elementos do PS votaram contra, com a exceção de Natália Soares no ponto referente a Santiago de Bougado.
Na sessão, foi ainda aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento de Bernardino Vasconcelos, primeiro presidente da Câmara Municipal da Trofa, com propostas apresentadas por Manuel Vilarinho, do PSD/CDS-PP, e Ângela Moreira, do PS.