Diz quem passa pela Avenida das Pateiras, em Santiago de Bougado, que todas as semanas o cenário se repete. Um amontoado de lixo colocado numa estrutura metálica aberta “dá mau aspeto” e causa um cheiro nauseabundo, sentido a alguns metros de distância.
O lixo indiferenciado é colocado ao lado de ecopontos e, principalmente, depois do fim de semana, amontoa-se naquela estrutura em maior volume, incomodando moradores e lojistas no local.
O caso foi levado à Assembleia de Freguesia de Bougado, por Vera Araújo, eleita pelo Partido Socialista, que alertou que “os animais têm acesso ao lixo e espalham-no pela rua, o aspeto visual não é agradável e nem sequer se trata de uma situação recomendável para a saúde pública”.
Vera Araújo estendeu a chamada de atenção para a freguesia, considerando que há “uma deficiente limpeza” do espaço público.
O presidente da Junta de Freguesia, Luís Paulo, afirmou que vai remeter o caso da Avenida das Pateiras “para a Trofáguas”, admitindo que “desconhecia aquela situação, apesar de os colegas de executivo conhecerem”.
Quanto à limpeza da freguesia, o autarca afirmou que a Junta “faz o melhor que pode”, mas que “quando começa de um lado, passados dois meses, que é o tempo que se demora a passar por toda a freguesia, está de novo igual”.
Outro caso referido por Vera Araújo foi as inundações registadas na Rua Aldeias de Cima, em Santiago de Bougado, e na Rua D. João VI, em S. Martinho de Bougado. Luís Paulo justificou o cenário com problemas de escoamento das águas. “Na Rua D. João VI existem tubos de 300 milímetros, que escoam para a estrada nacional onde está o coletor principal, que é de 200 milímetros. Eu próprio fui lá e mostrei aos moradores que estava tudo limpo, mas o coletor não consegue escoar a água”, justificou. A solução, disse o autarca, “era rebentar a Estrada Nacional” para corrigir o tamanho do coletor.
Já no cruzamento da Rua de Santiago com a Rua da Ribeira, onde também há dificuldade de escoamento de águas pluviais, e cujo caso foi levado à Assembleia por Jerónimo Torres, eleito pelo PS, o problema explica-se, segundo Luís Paulo, pelo facto de “há muitos anos se ter tapado um regato” e as águas não conseguirem escoar para o ribeiro ali existente.