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Ano 2008

Savinor contesta

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A Savinor -Sociedade Avícola do Norte SA nega que "o aumento dos odores registado no mês de Junho esteja relacionado com o início da laboração ao fim-de-semana". E adianta em comunicado enviado à nossa redacção que os maus cheiros se devem "à paragem" na laboração "da nova unidade (3) e com a forte redução da capacidade de produção da unidade antiga".

 De acordo com a administração da Savinor esta situação mantém-se, uma vez que "a empresa ainda não pode trabalhar na nova unidade (fruto de decisão administrativa ilegal por parte da CCDRN), tendo ainda reduzido significativamente a capacidade de produção da unidade velha (por imposição da CCDRN), o que obviamente causa odores mais fortes", adiantou. Perante esta situação, a Savinor garante em comunicado que avisou "todas as entidades envolvidas (incluindo CCDRN e Câmara Municipal da Trofa) para a inevitabilidade de ocorrência de odores perante um conjunto de limitações impostas à empresa e às quais esta é alheia, e sublinhou a necessidade de tomar medidas urgentes. A realidade actual é que as entidades envolvidas não tiveram capacidade de tomar, até ao momento as decisões que se impõem. Em reunião que houve entre a Administração da Savinor e o vice-Presidente da Câmara da Trofa, este confirmou que efectivamente os odores pioraram no início do mês de Junho, que corresponde exactamente ao fecho da laboração da nova unidade e redução da capacidade de produção da unidade antiga. Mais se refere que a proibição de laboração ao fim-de-semana é uma medida contraproducente e que pode ter graves consequências mesmo em termos de saúde pública. Com a paragem ao fim-de-semana os subprodutos de sexta-feira gerados nos vários matadouros e salas de desmancha só são transformados na segunda-feira seguinte e com isto o problema dos odores agrava-se, porque estamos a transformar subprodutos já em elevado grau de decomposição" pode ler-se no comunicado da empresa.

Ainda de acordo com a empresa e contrariamente à informação avançada na nossa última edição, "a CCDRN já aprovou o projecto e considerou, no momento da sua aprovação, que este não está sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental". Relativamente à alegada contestação por parte da Savinor em efectuar uma avaliação de impacte ambiental, a Administração da empresa garante que "tal não corresponde à realidade, uma vez que durante o 2.º trimestre deste ano a Savinor efectuou uma avaliação ambiental. Essa avaliação recaiu nos descritores referentes à qualidade do ar ambiente e emissões gasosas, de forma a caracterizar os reais impactes ambientais causados pela laboração da unidade industrial. O plano de monitorizações foi realizado pelo IDAD, e de acordo com a empresa "com autorização prévia e aprovação da CCDRN".

João Pedro Azevedo, presidente do Conselho da Administração da Savinor garantiu que "não foi entreposta nenhuma providência cautelar por parte da Savinor para tentar impedir o estudo de impacte ambiental exigido" mas foi enviada à CCDRN "uma exposição das razões técnicas pelas quais a nova linha de transformação de subprodutos da categoria 3 não implica a realização de avaliação de impacte ambiental, a fim de requerer a alteração de parecer".

A Administração da Savinor garante que "as unidades de tratamento de subprodutos animais não estão abrangidas pela legislação em vigor relativamente à aplicação da necessidade de Avaliação de Impacte Ambiental. A sua invocação no presente contexto é inadequada, pelo que uma eventual decisão de sujeitar a unidade fabril da Savinor a avaliação de impacte ambiental com base nesse fundamento seria inválida por erro nos pressupostos de direito.

Importa ainda referir que não há alteração na capacidade instalada das actividades da Savinor (matadouro e subprodutos) e que a instalação está sujeita a Licença Ambiental, processo que está em curso e que a Savinor tem como objectivo reunir todas as condições para vir a obter a emissão da Licença Ambiental pelo Ministério do Ambiente".

Questionada sobre o caso Savinor e sobre o processo de licenciamento solicitado pela empresa a CCDRNorte, fez saber que está a analisar "os fundamentos da exposição da indústria no que respeita à não sujeição a prévia avaliação de impacte ambiental. Nessa análise e na posição que tomará, serão ponderados aqueles fundamentos, mas também o entendimento da autoridade nacional (a APA) e casos análogos precedentes no âmbito nacional".

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Nos esclarecimentos prestados à nossa reportagem a CCDRNorte faz saber que "o licenciamento da actividade da empresa, incluindo a que se refere à nova linha de processamento, só pode ser concedido após concessão da licença ambiental pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma vez que a indústria está sujeita, nos termos da legislação em vigor sobre o regime de prevenção e controlo integrado de poluição, ao licenciamento ambiental".

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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