Novo altar da Capela de S. Roque foi benzido durante Eucaristia. Obra custou cerca de 13 mil euros.

A Capela de S. Roque, em Alvarelhos, foi pequena para receber os muitos fiéis que quiseram participar na Eucaristia em honra do santo que lhe é dedicado. Apesar de ser uma cerimónia realizada todos os anos, na noite desta segunda-feira, a missa ficou marcada por um momento muito especial: a bênção do novo altar.

“Nada foi remodelado. Todo o altar foi criado de novo”, explicou José Ramos, pároco de Alvarelhos. “Quando o altar antigo apodreceu, foi deitado ao lixo e no seu lugar foram aplicadas umas prateleiras de cimento para colocar os santos”, recordou. Descontente com a realidade que encontrou na capela quando chegou a Alvarelhos, José Ramos confessou que “não queria morrer sem ver o novo altar”. Os seus anseios foram atendidos e três anos depois de ter sido nomeada uma comissão para o efeito, teve a oportunidade de benzer e inaugurar o altar, cujo investimento rondou os 12.500 euros. A este valor acrescem 500 euros, para a remodelação do chão junto ao altar.

O altar – todo em madeira de castanho – foi idealizado seguindo os padrões da época renascentista italiana, uma vez que a Capela terá sido construída na segunda metade do século XVI, durante um período marcado por uma peste, já que S. Roque é o advogado contra as pestes. De referir que, a Capela de S. Roque é a mais antiga do concelho da Trofa. No altar, encontram-se três santos: S. Roque, Nossa Senhora das Neves e S. Miguel. O pároco explicou ainda que a imagem de S. Miguel “é seiscentista e um exemplar de arte popular”.

O próximo passo “é retirar a tijoleira do chão e substituí-la por granito, porque o chão destoa do resto do edifício”, avançou José Ramos. Já no exterior da capela, é necessário “um grande trabalho para embelezar o espaço” nos próximos anos.

Aproveitando os fundos conseguidos, a Comissão de Festas em honra de S. Roque, também encarregue das obras, decidiu construir, ainda, casas-de-banho. “Como as coisas correram tão bem, decidimos fazer as casas-de-banho, debaixo do coreto, uma vez que eram uma infra-estrutura necessária”, explicou José Santos, da Comissão de Festas. Para concretizar as obras foi preciso diminuir nos gastos com a festa, mas este alvarelhense defende que “as pessoas não se vão importar com uma festa mais pequena depois da obra concluída, porque a romaria são uns dias e depois acaba, enquanto o altar e as casas-de-banho são obras para a posteridade”.

Apesar de contente com o trabalho desenvolvido, José Santos lá vai dizendo que “é cansativo” e que seria “bom se surgisse outra comissão”.

A cerimónia eucarística e a bênção do altar marcaram o arranque do cinquentenário das Festas em honra de S. Roque e, “apesar dos gastos com as obras, a Comissão de Festas não quis deixar de fazer uma festa bonita”. Os momentos altos ficam reservados para o último fim-de-semana de Agosto. Na sexta-feira, dia 27, o recinto junto à Capela vai servir de palco para as actuações dos ranchos folclóricos de Alvarelhos e Trofa. No dia seguinte, sábado, as festividades começam com a entrada dos Zés Pereiras “Juventude em Força”, às 8 horas. A actuação do referido grupo termina às 18 horas. Para a noite está prevista a subida ao palco do grupo musical “Os Solitários”, às 21.30 horas. A noite termina com habitual sessão de fogo-de-artifício à meia-noite. No domingo, dia de encerramento das festas, será celebrada a Eucaristia de Acção de Graças a S. Roque, às 10.30 horas e durante a tarde actuam a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia e a Banda de Música de S. Pedro da Cova. A Celebração da Palavra e a Procissão estão agendadas para as 16.45 horas. Depois de novas actuações da fanfarra e da banda de música, as festas encerram às 19.30 horas.