Trofa
CHEGA Trofa denuncia “impasse” no Metro e acusa Governo de falta de soluções concretas
A Comissão Política Concelhia do CHEGA da Trofa acusa o Governo de continuar sem apresentar soluções concretas para a ligação do concelho à rede da Metro do Porto, sublinhando que a situação permanece num “impasse”. A posição foi tornada pública através de um comunicado enviado às redações após uma reunião com a administração da Metro do Porto.
No documento, o partido refere que o encontro serviu para “clarificar o real ponto de situação sobre a expansão da rede de Metro ao nosso concelho”, apontando uma “contradição entre o discurso político do Governo e a realidade dos factos apurados no terreno”.
O comunicado recorda que o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, havia prometido, durante a campanha eleitoral para as autárquicas de outubro de 2025, que haveria “novidades” sobre o processo até ao final do primeiro semestre de 2026. No entanto, segundo o CHEGA Trofa, “essa grande novidade resume-se, afinal, à mera submissão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA)” à Agência Portuguesa do Ambiente.
“Embora seja um primeiro passo, trata-se de um processo que requer uma aprovação que ainda não está concluída, mantendo a execução física do projeto num impasse”, lê-se no comunicado enviado às redações.
A reunião contou com a presença dos deputados Rui Afonso e Raúl Melo, bem como de Miguel Corte Real, tendo a comitiva sido recebida pelo presidente da empresa, Emídio Gomes.
De acordo com o CHEGA Trofa, a administração confirmou a intenção de avançar com metro ligeiro até ao Muro, sendo depois assegurada uma ligação à Trofa através de um sistema BRT elétrico. Ainda assim, o partido alerta que “não existe qualquer data concreta para o lançamento do concurso público ou para o início da obra”, acrescentando que o horizonte temporal “é empurrado de forma vaga para o período entre 2027 e 2030”.
No mesmo comunicado, a estrutura local critica o que considera ser uma tentativa de apresentar avanços administrativos como soluções reais. “Não podemos aceitar que a entrega de um papel a uma agência estatal seja vendida aos trofenses como a resolução de um problema com 24 anos”, afirmam.
O partido recorda ainda que “em fevereiro de 2002, o comboio de via estreita foi suprimido sob a promessa de uma rápida substituição pelo Metro”, sublinhando que “passaram mais de duas décadas e a Trofa continua a aguardar”.
Relativamente à realidade local, o CHEGA Trofa destaca que o concelho tem “quase 40.000 habitantes” e uma taxa de utilização do automóvel de “74,4% nas deslocações concelhias”, defendendo que “exige e justifica uma resposta estruturante no domínio dos transportes”.
Perante este cenário, o partido anunciou ter dado entrada de um Projeto de Resolução na Assembleia da República, com o apoio da deputada Cristina Rodrigues. Segundo o comunicado enviado às redações, o objetivo é “recomendar ao Governo que passe das intenções à prática”, defendendo a concretização imediata dos procedimentos, o avanço dos trabalhos já em 2026 e a garantia de uma ligação “efetiva, estruturante e estável”.
O CHEGA Trofa garante que continuará a acompanhar o processo, afirmando que “a pressão política não irá abrandar até que vejamos máquinas no terreno e a obra efetivamente em curso”.


