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Ano 2011

Refeitório social alimenta desfavorecidos (c/video)

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“Porta de Sabores” é o nome do projeto lançado pela autarquia, em colaboração com a Cruz Vermelha da Trofa, que fornece refeições à população carenciada.

Carlos (nome ficticio) passava fome. Todos os dias reconfortava o estômago com pão, ao almoço e ao jantar. A falta de outros alimentos nunca era colmatada, pois “não tinha mais nada para comer”. A reforma é toda canalizada na renda de um espaço que tem para dormir, porque passa “o dia todo a deambular”.

Água, nunca lhe faltou, “graças a Deus”, mas a solidão é um dos piores inimigos. No entanto, quando menos esperava, uma porta abriu-se e Carlos teve oportunidade de se nutrir com uma sopa bem quente e um prato, carinhosamente, confecionado pelas voluntárias da Cruz Vermelha. Desde terça-feira, este e muitos homens e mulheres carenciados do concelho podem alimentar-se, graças ao projeto “Porta dos Sabores”, desenvolvido pela autarquia da Trofa, em colaboração com a Cruz Vermelha.

Este refeitório social, situado num espaço do mercado da Trofa, é uma resposta à “realidade atual em que vivemos” e consiste no fornecimento de refeições ao almoço, lanche para final da tarde e jantar, em regime de take away, de segunda a sexta-feira. “Atravessamos uma situação económica muito complicada para as famílias, principalmente, para as pessoas mais desfavorecidas. Este é um projeto que se justifica cada vez mais, porque também se assume como uma preparação para o próximo ano, que se antevê negativo”, frisou Joana Lima, edil trofense, na inauguração desta valência.

Odete Maia, presidente da delegação da Trofa da Cruz Vermelha, está a concretizar um  sonho antigo e, por isso, desabafa: “Sou a mulher mais feliz do mundo”. O facto de ser um projeto que terá custos não é obstáculo, já que espera “a ajuda das pessoas”. “A Cruz Vermelha recebe mercearia da AMI (Assistência Médica Internacional) e do Banco Alimentar e abastece quase 300 famílias”, explicou Odete Maia. 

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Noutra mesa, à frente de Carlos, também Jerónima Oliveira aproveita para reconfortar o estômago. Desempregada e “desprezada” pela família, enquanto mastiga o pão com a sopa, a mulher aproveita a presença das  câmaras de filmar para enviar uma mensagem à filha, que está em Vila Ramadas, depois de ter sido internada com anorexia nervosa. À simpatia das voluntárias da Cruz Vermelha, Jerónima responde com um sorriso tímido e inocente: “Obrigada pelo apoio que me estão a dar”. “Estava com o rendimento mínimo, mas agora não tenho ajuda de ninguém. Antes da Cruz Vermelha, ia a casa de uma senhora que me dava almoço e jantar. Gosto muito dela, é como se fosse uma irmã para mim”, desabafa. Os utilizadores do refeitório social – que começou com 14 inscrições – são admitidos através de um encaminhamento efetuado pela Loja Social. A admissão do utilizador será concretizada através do preenchimento da ficha de inscrição e cartão de utilizador pelo técnico de acompanhamento.

Os beneficiários são pessoas com precariedade habitacional e económica e semabrigo. A comparticipação dos utilizadores será estabelecida de acordo com os rendimentos que possuem.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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