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Edição 495

Montblanc na Ourivesaria Campos

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A Ourivesaria Campos, situada no centro da cidade da Trofa, está a apostar na modernização da empresa. Prova disso é a entrada de André Campos na ourivesaria há cerca de um ano e a representação da marca Montblanc.

A Ourivesaria Campos “nasceu há 62 anos” com o avô de André Campos e, após o seu falecimento, o pai e tios deram “continuidade ao ramo”, que foi “evoluindo”. Numa aposta de modernização e numa sequência lógica da história da Ourivesaria Campos”, André Crispim entrou para a gestão da empresa “há cerca de um ano”.
Também com a Montblanc aconteceu o mesmo. A Ourivesaria Campos representa esta marca, desde o dia 23 de outubro, numa “aposta de futuro e para o futuro”, que esperam que “resulte”, uma vez que a “Trofa também merece ter algo de qualidade e de excelência”, valências que a empresa “sempre procura em prol dos clientes”.
Para apresentar a nova marca, a Ourivesaria Campos promoveu um cocktail para clientes e amigos, onde puderam contactar com dois representantes da Montblanc e fazer um teste de aparos com um técnico. Orgulhoso, André Campos denotou que “toda a gente gostou” e ficou “maravilhada” e, apesar “de muitas pessoas já conhecerem a marca, nunca pensaram que poderia chegar à Trofa”. “É isto que nos orgulha e motiva, porque é para eles que trabalhamos diariamente”, apontou
Dos quatro elementos que compõem a marca, a Ourivesaria Campos dispõe de marroqui-naria, relojoaria e escrita. “Excelência” é para André Campos a “melhor palavra que representa a Montblanc”, assim como “a excelência da qualidade dos produ-tos e do design”. “O conjunto é que faz a marca e a qualidade é excelente, também por isso são o top número um do mundo, quer na escrita, na marroquinaria e na relojoaria”, referiu.
Para André Campos, a representação da marca na Ourivesaria foi “uma aposta de modernização, da chegada de uma das grandes marcas mundiais à Tro-fa” e no “alcance a mais gente do que tinham até agora”. “O que nos motiva é trabalhar na nossa terra e para os nossos conterrâ-neos. Foi uma aposta séria, de que nos orgulhamos bastante e se em muitas áreas não conseguimos dizer que podíamos chegar ao que de melhor se faz no mundo, pelo menos nos elementos de escrita e de marroquinaria que temos ao dispor dos nossos clientes, podemo-nos orgulhar de ter a marca número um do mundo”, concluiu.
A marca Montblanc já está disponível na Ourivesaria Campos, desde o dia 23 de outubro. A loja está situada na Rua D. Pe-dro V, em S. Martinho de Bou-gado.

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“Obra no S. Pantaleão vai arrancar no próximo mês”

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Carlos Martins está há um ano, como independente, a liderar os destinos da freguesia do Muro. Em entrevista ao NT, o autarca afirmou que a obra na zona envolvente à capela de S. Pantaleão, uma das mais importantes do mandato, está prestes a arrancar.

O Notícias da Trofa (NT): Qual é o balanço que faz do primeiro ano de mandato?

Carlos Martins (CM): Muito positivo. Estamos a realizar tudo aquilo que tínhamos proposto. Vamos arrancar com a obra de requalificação da zona envolven-te à capela de S. Pantaleão, que já está adjudicada e entregue para começar no próximo mês. Tem prazo de execução de 150 dias e tem que ficar pronta no dia 30 de abril.
Na próxima semana, também arranca a empreitada no entroncamento da Estrada Nacional 14 com a Avenida de S. Gens. É uma obra da Junta de Freguesia no valor de 35 mil euros, compar-ticipada pela Câmara Municipal em 20 mil euros e cinco mil pela empresa que gere o posto de combustível junto à estrada nacional. O restante está imputado à Junta.
Embora tendo sido realizada pela autarquia municipal, destaco a repavimentação da Estrada Nacional 318, na zona da Carriça, uma grande obra na nossa freguesia, com um custo de 200 mil euros. A Junta desembolsará cerca de sete mil euros para os passeios.
Temos repavimentado algumas ruas e apostado em ativi-dades culturais e vamos publicar um boletim com as atividades da Junta de Freguesia. O mandato está a correr melhor do que estávamos à espera, dada a conjuntura da autarquia e do país: Com menos dinheiro temos conseguido realizar mais coisas do que quando tínhamos mais verbas.

NT: Então não tem encontrado dificuldades na gestão autárquica?

CM: As dificuldades existem sempre, devido às restrições financeiras. Aumentaram algumas despesas, como a eletricidade e o IVA, e diminuíram as receitas. Perdemos mais de 30 por cento do valor que conseguíamos angariar antigamente.

NT: Quais são os projetos para os próximos três anos de mandato?

CM: Vamos continuar as atividades culturais. Em termos de obra, vamos executar o alargamento do cemitério para se iniciar entretanto, um ou dois parques infantis, continuar a requalificação das ruas e fazer com que todas as vias da freguesia fiquem pavimentadas.

NT: E a luta pela chegada do metro vai continuar?

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CM: Vamos continuar com a reivindicação, porque estamos a ver que, de facto, o metro morreu. Vimos pela união dos parques da cidade e pelas verbas do QREN 2014-2020, em que a obra não está contemplada . O metro não é um parque, é uma infraestrutura que vai trazer retorno económico para a empresa que o concessiona e para o concelho. A freguesia do Muro é pequena, mas vai continuar a bater o pé, cada vez mais e eu não tenho qualquer problema em relação aos partidos, como sou independente é mais fácil lutar.

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“Acreditamos que teremos mais jovens com condições para defender o clube”

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Manuel Wilson e Jorge Maia são os responsáveis pelo departamento de formação do Clube Desportivo Trofense. Em entrevista ao NT, falaram do início da temporada.

O Notícias da Trofa (NT): Como decorreu o início da época no departamento?
Manuel Wilson (MW): Está a corresponder às expectativas. Naturalmente que são o reflexo das dificuldades do clube e do país. No entanto, com o esforço de todos os parceiros, temos trabalhado para dar as melhores condições aos jovens trofenses. Apesar da escassez dos apoios, a minha equipa tudo tem feito para angariar cada vez mais, de forma a podermos cumprir com o nosso projeto, com as nossas responsabilidades.

NT: Quanto ao projeto para a requalificação do complexo desportivo em Paradela, como está a decorrer? Há data para a sua concretiza-ção? Qual é a expectativa do departamento?
MW: Neste momento esta-mos a tentar que este projeto seja uma realidade num menor espaço de tempo possível, pois seria uma grande frustração para o departamento e para as pessoas envolvidas a não concreti-zação do mesmo. É fundamental para o nosso projeto a sala de estudo e melhores condições para todo o departamento. Após a elaboração do projeto, esta-mos numa fase de licenciamento para podermos iniciar a obra. Mas, como todos sabem, as maiores dificuldades, para além de toda a burocracia, são de ordem económica, mas acreditamos que com a ajuda de todos será uma realidade para esta época. Aproveito esta oportunidade para solicitar o envolvi-mento de todos os trofenses na concretização deste projeto. Assim, apelo a todos os sócios, simpatizantes e amigos para da-rem o seu donativo e a deixarem a sua marca no Mural do CDT.

NT: Atualmente o Clube tem 8 jogadores profissionais, ex-juniores, no plantel sénior. A aposta é para continuar?
MW: É um dos desígnios do nosso projeto. Trabalhamos com cerca de 300 jovens e nem todos poderão naturalmente chegar a profissionais de futebol, mas serão todos calorosos trofenses e homens responsáveis. Para o futuro, acreditamos que teremos mais jovens promissores com condições para defender com empenho e dedicação este clube.
Jorge Maia (JM): Esse é um dos nossos grandes desafios, termos qualidade. Todos nos orgulhamos desses meninos, mas também dos outros que estão a competir noutros campeonatos ou os que deixaram de jogar e seguiram o seu caminho à procura de outros “sonhos”. É muito gratificante ver ex-jogadores da formação a apoiar as nossas equipas!

NT: Foram feitas algumas alterações no projeto para o departamento de formação esta temporada?
JM: O Departamento de Formação não está imune às dificuldades do Clube e do país. Foi necessário ajustar os nossos recursos, desde a Equipa Técnica do Departamento, a rede de transportes para o Complexo, entre outras. Contudo, procuramos minimizar os efeitos das dificuldades, reforçando o que consideramos fundamental para garantirmos um processo de formação de qualidade: um modelo de jogo assente no futebol positivo, uma estrutura técnica competente, o acompanhamento escolar, a valorização do esforço dos nossos formandos na escola e no futebol – com a distribuição da Caderneta do Jogador CDT pelos jovens do 1.º ao 6º anos.

NT: Em termos desportivos, quais as metas para as diferentes equipas/escalões?
JM: O nosso projeto do Departamento de Formação do Clube Desportivo Trofense é formar jogadores de excelência futebolística para jogar na equipa profissional, mas também, em educar para uma socialização sustentada em elevados valores morais. Esta finalidade pressupõe várias etapas formativas, capazes de potenciar, no devido tempo, as qualidades dos nossos formandos, tornando-os mais capazes, mais competentes e preparados para a etapa seguinte. Obviamente que procuramos ser competitivos em todos os escalões, de forma a termos as melhores condições de evolução para os nossos jovens. Mas, a competitividade, para nós, começa no treino e continua no jogo. Não estamos a formar para o jogo, mas para o futuro. Temos objetivos de desempenho e de rendimento para todas as equipas, devidamente ajustados às etapas por nós definidas. Pretendemos a médio prazo voltar a ter os sub-15 e sub-17 nos Campeonatos Nacionais. Mas para isso, a qualidade das equipas dos escalões inferiores tem de garantir a sustentabilidade dos sub-15, sub-16, sub-17 e sub-19. Só assim, poderemos ambicionar competir regularmente nos Campeonatos Nacionais. Por vezes o futebol de formação é muito injusto para alguns jovens, pois a exigência torna-se elevadíssima para alguns, que não tiveram o tempo e o espaço necessário para evoluírem. De repente, são colocados perante jogos superexigentes sem estarem minimamente preparados para eles. Na transição para esta época desportiva tivemos o cuidado de acrescentar qualidade e de aumentar o número de equipas para dar o tempo e o espaço competitivo aos jogadores, de acordo com o desenvolvimento das suas competências futebolísticas.

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