Fique ligado

Lifestyle - Artigo Patrocinado

Mobilidade mais simples: como está a mudar a relação dos condutores com o automóvel – PUB

Publicado

em

Publicidade

__________

Durante décadas, ter automóvel significou sobretudo comprá-lo, registá-lo em nome próprio e assumir diretamente todas as despesas relacionadas com a sua utilização. Seguro, manutenção, inspeções, impostos, pneus, reparações e desvalorização faziam parte de um conjunto de responsabilidades normalmente aceite como inevitável.

Esse modelo continua a ser adequado para muitas pessoas, sobretudo para quem pretende conservar o mesmo veículo durante vários anos. Ainda assim, a relação dos condutores com o automóvel está a tornar-se menos dependente da propriedade. O que ganha importância é a possibilidade de utilizar um veículo adequado às necessidades do momento, com custos mais previsíveis e menos tarefas administrativas.

Os próprios números ajudam a perceber esta transformação. Segundo a ACAP, foram matriculados em Portugal 137.080 automóveis ligeiros de passageiros novos durante o primeiro semestre de 2026, mais 10,5% do que no mesmo período de 2025. Nesse semestre, 74,2% das novas matrículas corresponderam a veículos movidos a energias alternativas, incluindo modelos híbridos e elétricos. Os automóveis exclusivamente elétricos representaram 25,3% do mercado, uma percentagem que subiu para 28,7% apenas no mês de junho. a diversidade tecnológica trouxe mais escolha, mas também tornou a decisão mais complexa. Antes de comprar ou contratar um automóvel, é necessário avaliar o tipo de motorização, a autonomia, os custos de carregamento ou abastecimento, o número de quilómetros percorridos e o tempo durante o qual se pretende utilizar o veículo.

É neste contexto que soluções baseadas no uso, como o renting automóvel, começam a despertar o interesse de particulares que procuram simplificar a mobilidade sem transformar a escolha do carro numa decisão definitiva.

Publicidade

Ter um automóvel já não significa necessariamente comprá-lo

A principal mudança está na separação entre utilização e propriedade. Um condutor pode precisar diariamente de um automóvel sem considerar indispensável tornar-se o seu proprietário.

Na compra tradicional, o cliente paga o veículo com capitais próprios ou através de financiamento e assume o risco de desvalorização. Também fica responsável por organizar a manutenção, contratar o seguro, tratar das inspeções e suportar eventuais reparações. Quando decide trocar de carro, terá de o vender ou entregar como retoma, aceitando o valor disponível naquele momento.

No renting, o cliente utiliza o veículo durante um período e uma quilometragem previamente definidos, pagando uma renda mensal. Dependendo da proposta, essa renda pode incluir serviços como manutenção, assistência em viagem, seguro ou gestão de pneus. A composição exata deve ser sempre consultada no contrato, porque as coberturas, franquias, exclusões e serviços variam entre operadores e ofertas.

O objetivo desta fórmula não é garantir que ficará sempre mais barata do que a compra. A vantagem está principalmente na organização das despesas e na transferência de várias tarefas para a entidade responsável pela gestão do contrato.

Para uma pessoa que troca de veículo regularmente, pretende evitar a venda do automóvel usado ou valoriza a previsibilidade mensal, esta solução pode fazer sentido. Para quem percorre poucos quilómetros e mantém o mesmo carro durante dez ou quinze anos, a compra poderá continuar a ser mais adequada.

Renting, ALD e leasing não significam a mesma coisa

Em Portugal, é importante distinguir os termos utilizados, porque renting, aluguer de longa duração e leasing correspondem a produtos diferentes.

O Banco de Portugal explica que o aluguer de longa duração, conhecido pela sigla ALD, é uma modalidade na qual uma instituição de crédito cede temporariamente um automóvel ao cliente mediante o pagamento de uma renda mensal. No momento da contratação, o cliente compromete-se a comprar o veículo no final do período acordado.

No leasing, também existe uma utilização temporária do automóvel, mas o cliente pode decidir adquiri-lo no fim do contrato através do pagamento do valor residual definido previamente.

O renting, também designado aluguer operacional de viaturas ou AOV, não é considerado um empréstimo. Trata-se de um contrato de utilização do automóvel, normalmente acompanhado por serviços relacionados com a sua gestão e manutenção. No final, a regra habitual é a devolução do veículo, salvo se existir uma possibilidade diferente expressamente prevista pelo operador. Esse motivo, expressões como “o carro acaba por ser seu” ou “existe sempre uma opção de compra” não devem ser aplicadas ao renting. Qualquer alternativa disponível no final depende das condições concretas da proposta.

A renda mensal ajuda a organizar as despesas, mas deve ser analisada com atenção

A previsibilidade é um dos fatores que mais influencia a procura por soluções de mobilidade baseadas numa renda mensal. Em vez de suportar separadamente várias despesas, o condutor paga um valor que pode reunir o uso do automóvel e alguns serviços associados.

Isto não significa que todas as propostas incluam exatamente os mesmos elementos. Antes de assinar, é aconselhável confirmar:

• A duração total do contrato e a quilometragem incluída;
• A existência de um pagamento inicial;
• As coberturas do seguro, as franquias e as exclusões;
• A manutenção ordinária e extraordinária prevista;
• A inclusão ou contratação adicional de pneus;
• As condições da assistência em viagem;
• A disponibilidade de viatura de substituição;
• O tratamento do iuc e das inspeções;
• O custo dos quilómetros excedentários;
• As regras de devolução e de rescisão antecipada.

O valor anunciado deve ser interpretado juntamente com estas condições. Uma renda aparentemente inferior pode corresponder a uma quilometragem mais reduzida, a uma duração superior ou a um conjunto de serviços diferente.

Também é importante não confundir o pagamento inicial com uma caução. Quando previsto, esse valor pode funcionar como uma primeira renda de montante superior ou como uma antecipação que permite reduzir as mensalidades seguintes. A sua natureza depende do contrato apresentado.

A escolha do veículo começa pelo perfil de utilização

Escolher bem deixou de significar apenas comparar marcas, potência e equipamento. É necessário compreender como o automóvel será realmente utilizado.

Uma pessoa que percorre 12.000 quilómetros por ano, conduz sobretudo em cidade e dispõe de carregamento doméstico terá necessidades diferentes das de quem realiza 35.000 quilómetros anuais em autoestrada. Também existem diferenças entre um agregado familiar que procura um segundo automóvel compacto e alguém que precisa de espaço para crianças, bagagem ou material profissional.

A duração e a quilometragem devem ser definidas de forma realista antes da assinatura. Em alguns contratos pode ser possível rever estes parâmetros durante a utilização, mas essa alteração não é automática. Pode implicar um novo cálculo da renda e está sempre dependente das condições do operador.

Num mercado em que estão presentes grandes entidades de mobilidade e gestão de frotas, como Ayvens, Arval, Leasys e KINTO, a Yoyomove funciona como uma plataforma de consultoria e intermediação digital, apoiando o cliente na escolha da solução e na relação com os operadores responsáveis pelo contrato. No portal da Yoyomove é possível consultar propostas de aluguer longa duração particulares para diferentes tipos de veículos, com condições que devem ser avaliadas de acordo com duração, quilometragem, serviços e perfil do utilizador.

A plataforma não é proprietária das viaturas nem celebra o contrato de renting como operador direto. A contratação é realizada com o prestador indicado na proposta, ficando a aprovação sujeita à análise documental e financeira efetuada por essa entidade.

A eletrificação está a tornar a decisão mais complexa

O crescimento dos automóveis elétricos e híbridos acrescentou novas variáveis à escolha. Os dados da ACAP mostram que quase três quartos dos veículos ligeiros de passageiros novos matriculados em Portugal no primeiro semestre de 2026 utilizavam energias alternativas. a muitos condutores, a dúvida já não é apenas escolher entre gasolina e gasóleo. É necessário avaliar se existe possibilidade de carregar em casa ou no trabalho, qual é a autonomia real necessária e que tipo de trajetos será realizado.

O renting pode facilitar a utilização de tecnologias mais recentes durante um período definido, reduzindo a preocupação com a futura venda do veículo. Isso não elimina, contudo, a necessidade de fazer contas.

Um modelo elétrico pode ser adequado para quem tem acesso regular a carregamento e realiza percursos previsíveis. Para um condutor que depende exclusivamente de carregadores públicos ou percorre longas distâncias em zonas com menor cobertura, um híbrido ou um automóvel com motor de combustão poderá continuar a ser mais prático.

A escolha deve partir do uso concreto e não apenas da tecnologia mais recente.

O mercado português confirma o crescimento do renting

A procura por modelos de utilização prolongada está a crescer em Portugal. Dados divulgados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting indicam que, em 2025, foram contratadas 42.332 novas viaturas ligeiras em renting, mais 9,6% do que no ano anterior.

No final de 2025, as empresas associadas da entidade geriam uma frota de 146.160 veículos em circulação, avaliada em aproximadamente 3,16 mil milhões de euros. Es números não significam que a propriedade esteja a desaparecer. Mostram que os condutores e as empresas passaram a considerar mais alternativas antes de escolher um automóvel.

A possibilidade de concentrar diferentes serviços numa renda, renovar o veículo de forma planeada e evitar a gestão da revenda tornou-se relevante para perfis que anteriormente optavam quase automaticamente pela compra ou pelo crédito automóvel.

O contrato deve acompanhar as necessidades reais

A simplicidade do renting depende da qualidade da decisão inicial. Um contrato mal dimensionado pode criar custos no final, sobretudo quando a quilometragem contratada é inferior à efetivamente percorrida.

Antes de aceitar uma proposta, convém analisar os quilómetros realizados nos últimos dois ou três anos. Quem percorre aproximadamente 20.000 quilómetros anuais não deverá escolher uma proposta de 10.000 quilómetros apenas porque apresenta uma renda mensal inferior.

O mesmo cuidado deve ser aplicado à duração. Um contrato plurianual, frequentemente situado entre 24 e 60 meses, representa um compromisso. A rescisão antecipada pode implicar indemnizações ou penalizações calculadas de acordo com as condições previstas.

Na devolução, o veículo é normalmente inspecionado. O desgaste compatível com a idade e quilometragem tende a ser tratado de forma diferente de danos, peças em falta ou problemas resultantes de uma utilização inadequada. Os critérios devem constar da documentação contratual ou do manual de devolução do operador.

A aprovação não é automática

Um pedido de renting está sujeito à aprovação do operador responsável pelo contrato. Para particulares, podem ser solicitados documentos de identificação, comprovativos de morada, rendimentos, situação profissional e informação bancária.

A entidade analisa a capacidade do cliente para cumprir o contrato e pode consultar informação relevante para a avaliação financeira, dentro dos procedimentos legalmente aplicáveis. O Banco de Portugal mantém, por exemplo, a Central de Responsabilidades de Crédito, que reúne informação sobre diferentes tipos de responsabilidades financeiras comunicadas pelas entidades participantes. Razo de resposta varia. Algumas análises podem ser concluídas rapidamente, enquanto outras exigem documentos adicionais ou vários dias de verificação. Por isso, não é correto assumir que a aprovação será imediata ou garantida.

Depois da aceitação, o prazo de entrega dependerá do veículo escolhido, da disponibilidade do operador, da configuração e das condições logísticas. Uma estimativa de entrega deve ser tratada como tal, salvo quando exista um compromisso contratual específico.

Edição Papel

Vê-nos no Tik Tok

Publicidade

          Comer sem sair de casa? clique aqui

Farmácia de serviço

arquivo

✅ Design responsivo.
PUBLICIDADE
×