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Edição 752

João Cerejeira participa em estudo que recomenda “novo paradigma” à economia portuguesa

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O economista João Cerejeira participou no estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que sugere ao país uma mudança de paradigma para uma economia mais forte e desenvolvida.

“Do ‘made in’ ao ‘created in’: um novo paradigma para a economia portuguesa” é o mais recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que sugere “um novo paradigma de criação de riqueza” ao país, “como resposta ao “forte impacto” que a economia portuguesa vai sofrer com o envelhecimento da população e da transição climática.
O ensaio contou com a participação do economista João Cerejeira, investigador e professor na Universidade do Minho e vice-presidente da APPACDM da Trofa, que se ocupou do capítulo relativo ao mercado de trabalho.
“É importante referir que este estudo não pretende ser um programa de governo nem uma alternativa ao Plano de Recuperação e Resiliência, mas pretende contribuir para o debate sobre os caminhos que o país, e em particular as políticas públicas, deve prosseguir, tendo em conta um contexto de acelerado envelhecimento da população, e a necessidade de aproveitar as oportunidades geradas pela transição energética tecnológica e climática”, destacou João Cerejeira, em declarações ao NT.
Na apresentação do estudo, que está disponível para consulta no site da FFMS, em www.ffms.pt, os especialistas aconselham a adoção do “paradigma ‘created in’”, através de um contexto que “favoreça o nascimento e o crescimento de empresas inovadoras”, com “mercados concorrenciais; legislação laboral que incentive a qualificação dos trabalhadores e o rápido ajustamento às mudanças tecnológicas; mercados financeiros eficientes; conectividade ferroviária, portuária e aeroportuária de excelência; e produção científica de acordo com os mais elevados padrões internacionais”.
Segundo João Cerejeira, o estudo “coloca a tónica na inovação como o principal ingrediente para aproximar a produtividade da economia portuguesa para os níveis das economias mais desenvolvidas”. “Só com aumento da produtividade será possível aumentar salários e proporcionar serviços públicos de qualidade e dar resposta aos desafios que o país vai enfrentar nas próximas décadas”, postula.
Para que isso aconteça, urge a criação de um “ambiente favorável”, que passa, segundo o economista, pela conjugação de condições que tornem o país atrativo para as empresas estrangeiras e técnicos altamente qualificados.
À lupa, o atual mercado de trabalho português é visto pelos especialistas como potencial condicionante à “mudança de paradigma”: primeiro, pela “muito baixa” qualificação média da população ativa, em comparação com os restantes países da Europa; depois, pelo envelhecimento demográfico, que vai obstaculizar o processo de recrutamento de mão de obra em determinadas ocupações profissionais, apesar de se verificar uma evolução positiva na população mais jovem.
“Nas últimas décadas acentuou-se o desfasamento entre as qualificações dos mais jovens e as competências que o mercado de trabalho procura. A procura por profissionais nas áreas CTEM (ciências, tecnologia, matemática e engenharia) aumentou, bem como para detentores do grau de mestre, sendo desfasamento referido mais evidente nos licenciados nas áreas das ciências sociais e humanidades”, detalhou João Cerejeira.
Por outro lado, considerando o topo da hierarquia, o estudo acompanha a constatação de outros, que apontam para um “maior crescimento” das empresas “fundadas por empreendedores mais qualificados”. “A educação formal das equipas de gestão reduz a probabilidade de as micro e pequenas empresas caírem em situações financeiras problemáticas e aumenta a probabilidade da sua subsequente recuperação. Equipas de gestão mais qualificadas também tendem a integrar nos quadros da empresa trabalhadores mais qualificados. E sabemos que a produtividade das empresas está diretamente correlacionada com a qualificação da força de trabalho. Assim, a melhoria da qualidade da gestão terá um impacto significativo quer no nível de qualificação dos trabalhadores contratados, quer na sobrevivência, produtividade e crescimento das empresas”, explicou.
No que respeita à legislação laboral, João Cerejeira declara que este ensaio não aponta para a necessidade de grandes alterações, mas propõe “ajustamentos pontuais” e regulação dos “novos modelos de trabalho que emergirão com a nova tecnologia e com as mudanças trazidas pela pandemia”.
“As instituições do mercado de trabalho devem facilitar (ou pelo menos não impedir) a realocação de trabalhadores e postos de trabalho entre empresas, indústrias e regiões”, nem devem “limitar o potencial de criação de postos de trabalho associado a novos modelos de negócio e a novas formas de trabalho tornados possíveis pelas novas tecnologias”.

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Edição 752

Sábado, dia porreiro

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Numa vida feita maioritariamente de obrigações e alguns fretes, elejo o sábado como o dia “porreiro”. É neste dia que consigo pôr de lado as actividades obrigatórias e os fretes e convivo com quem quero, e comigo mesmo, e tenho mais tempo para fazer o que realmente gosto… à excepção de alguns afazeres domésticos, que garantem a estabilidade da coligação marido/mulher!
Enquanto há pessoas que para se sentirem bem têm que fazer coisas extraordinárias, e várias vezes (portanto nunca ou poucas vezes estão bem), eu tenho a sorte, nestes tempos de crise, de gostar muito de desempenhar actividades gratuitas ou baratuchas, como escrever, ler (e peço alguns livros emprestados), jogar à bola com o mesmo grupo de amigos, andar de bicicleta,… e de sonhar, conseguir fechar os olhos e viajar no tempo e no espaço! Mas depois abri-los e voltar à realidade.
Este sábado acordou soalheiro e eu quase acordei com ele… cedo. Depois de tomar o pequeno-almoço, que me garante a sustentação física, e depois de estender alguma roupa, para manter alguma harmonia no lar e garantir-me uma refeição quente, é altura do meu passeio com a Maria, a minha cadela, resgatada de uma situação de abandono.
Neste passeio, como de costume, tudo corria bem e, como é costume, a Maria fazia cocó e chichi e passeava-me com grande classe!
Numa das pausas da Maria, para cheirar mais não sei o quê, olho para o lado a ver quem passa. Quando os meus olhos retornam à cadela, ela já não estava a cheirar nada, mas sim a lamber o “cocó” de outro cão! Foi o horror!!!
Por mais liberal que possa ser quanto aos comportamentos caninos e humanos, não me choca ver um cão a sodomizar outro, ver uma matilha numa ramboiada sexual ou até uma cadela com cio a oferecer-se a qualquer cão…mas a minha Maria a lamber “cocó”, NÃO!
Em choque, o passeio foi encurtado e tomei as rédeas do mesmo e fomos directos para casa!
Em vez de me deitar, sentei-me, para não estragar o penteado, e custava-me a aceitar a lambidela da Maria no “cocó”, como deve custar a um pai ouvir da filha de treze anos que está grávida de um puto pobre, ou como me custa desfazer a barba (ainda falam as mulheres de depilação!)! O sábado, o dia porreiro, estava estragado!
Decidi sair de casa e caminhar…fui ao café!
Folheava “O Notícias da Trofa” e parei na notícia que falava do entorse do Bilinho num treino de captação do Trofense e exclamei:

– Poça, que azar?!
A Dona Micas, que estava sentada na mesa ao lado, ripostou:

– Oh Zé, pior é se ele partisse a perna a fazer o pino!

Esta capacidade muito portuguesa de relativizar as coisas, de que pode sempre acontecer algo pior, de que há sempre alguém a passar por dramas maiores, dá-nos um aconchego, um quentinho fofinho na barriga!
A Dona Micas, sem saber, recuperou-me o dia com a sua observação. Fui para casa a pensar, “A Maria lambeu cocó, mas pior seria engravidar estando esterilizada!”.
O sábado…voltou a ser um dia porreiro!

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Paróquia limita acesso a zona de circulação da Igreja Nova

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A paróquia de S. Martinho de Bougado limitou o acesso à zona de circulação junto à Igreja Nova. No boletim semanal, é anunciada a colocação de um sistema automático de barreira que impossibilita a circulação rodoviária na zona entre a Igreja e a linha férrea entre as 21h00 e as 6h00. O acesso à Igreja Nova, nesse período, poderá ser feito a partir da zona junto ao Centro Social, pela rotunda junto à estação ferroviária ou pela rotunda do ex-combatente.

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