Ser consultado de uma só vez e no mesmo local por um medico de família, fazer exames, analises clinicas, aviar receitas ou fazer um tratamento de esteticista pode ser possível a curto prazo. Para isso a Sanusquali, da qual fazem parte nomes somantes ligados a iniciativas privadas da saúde como José Vila Nova, do Hospital da trofa ou Germano Mendonça, ex-Bastonário da Ordem dos Médicos, quer implementar “Lojas de Saúde”, em tudo semelhantes a Lojas do Cidadão, mas com fins médicos.

hospitaltrofaadministrador.jpgA Sanusquali, a empresa dinamizadora do projecto “Casa da Saúde”, decidiu alargar o prazo de recepção de respostas das 68 autarquias que foram consultadas a respeito das contrapartidas locais que estão disponíveis a atribuir ao projecto, assim como, munir as câmaras municipais de parecer jurídico que assegura a absoluta conformidade legal da concessão daquelas contrapartidas.

Grupo Sanusquali quer instalar duas Casas da Saúde no Algarve, sítios que se assemelham a «lojas do cidadão» para quem tem de tratar da saúde. A perspectiva da empresa – da qual faz parte um grupo de médicos e empresários ligados à saúde, nomeadamente José Vila Nova (Hospital da Trofa), Teófilo Leite (Casa da Saúde de Guimarães), Albano Mendonça (Hospital Internacional do Algarve) e Germano de Sousa, ex-bastonário da Ordem dos Médicos – é dotar a região com uma unidade a Barlavento e outra a Sotavento.

A ideia é inovadora e os seus benefícios são quase os mesmos que um centro comercial: no mesmo espaço, pode ter-se acesso a todo o tipo de serviços, mas, neste caso, na área da saúde.

Trata-se do conceito da Casa da Saúde, uma espécie de «loja do cidadão» da Saúde, que a Sanusquali quer espalhar até 2007 por todo o país em 25 unidades, duas delas no Algarve.

O investimento total previsto superior a 1,2 mil milhões de euros faz dele o maior investimento privado em saúde realizado em Portugal e daí que a Sanusquali pretenda beneficiar da celeridade do estatuto de projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN).

A abordagem da Sanusquali é a de colocar as autarquias a competir entre si, tendo destacado no Algarve os municípios de Portimão, Albufeira, Loulé, Olhão e Tavira, que preparam agora as suas propostas de contrapartidas para albergar uma das duas unidades previstas para a região.

Numa só deslocação, é possível consultar o médico de família, fazer os exames e análises clínicas, programas de terapia ou aviar as receitas. Pode até consultar-se o dermatologista, fazer um tratamento a laser e passar pela esteticista.

«Inclui tudo o que são cuidados de saúde, nomeadamente actividades de apoio e suporte, até ao limite da cirurgia e internamento, que é da competência dos hospitais», faz notar Delerue.

Sob o conceito «one stop shop», tal como nos centros comerciais, os principais operadores do sector, incluindo médicos e especialistas, vão ser convidados a instalar-se na Casa da Saúde, onde diariamente são esperadas entre 2500 a 3000 pessoas.

As cinco Câmaras algarvias deverão entregar as propostas à Sanusquali até ao final deste mês, esperando-se que a decisão das unidades a construir seja conhecida até ao final de Novembro.

O objectivo da Sanusquali é dar início, em 2008, a seis Casas da Saúde em todo o país, arrancando, a partir de 2009, com duas novas a cada três meses. Cada uma dessas unidades, com projectos de arquitectura de Belém Lima ou Ricardo Oliveira, demora 18 meses a ser construída.