Ano 2009
Gripe enche Centros de Saúde e Hospitais
A descida das temperaturas apanhou muitos portugueses desprevenidos e trouxe como consequência a gripe e uma maior afluência aos Centros de Saúde e Hospitais no passado fim-de-semana. Esta situação também se verificou no Centro de Saúde da Trofa, mas segundo Renato Faria, director, “houve resposta a todos os casos que nos foram pedidos na sexta-feira”.
Febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, espirros são os sinais de uma possível gripe. Foram estes os sintomas que muitos sentiram durante o passado fim-de-semana, no qual se registou um aumento do número de pessoas que recorreram ao Serviço Nacional de Saúde.

Com apenas 1750 utentes sem médico de família, são poucos os casos de pessoas que recorrem às consultas de recurso, “portanto é relativamente simples na Trofa resolver essas situações de maior necessidade de vinda ao Centro de Saúde”, acrescentou o médico.
Apesar do Centro de Saúde não estar em funcionamento ao fim-de-semana e dias feriados existe outro serviço do qual as pessoas podem usufruir, visto que “está previsto o funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Ave em Santo Tirso do SASU das 8 às 20 horas para os concelhos da Trofa e Santo Tirso”, adiantou.
Mas antes de recorrer ao Centro de Saúde ou aos Hospitais, Renato Faria, deixou o conselho: “as pessoas ditas saudáveis devem, antes de recorrer ao seu Centro de Saúde e ao seu médico de família, tentar que a situação se resolva tomando ‘paracetamol’, duas a três vezes ao dia, durante três dias. De qualquer maneira em casos de necessidade e o Centro de Saúde da Trofa, a Unidade de Saúde de Alvarelhos e a Unidade de Saúde Familiar de S. Romão do Coronado têm possibilidade de dar resposta a esses casos dentro do nosso horário de funcionamento”.
Ministra da Saúde rejeita o “caos” nos Serviços de Urgência
A ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou esta segunda-feira que tenha havido “caos” no acesso aos serviços de urgência da Grande Lisboa nos três últimos dias devido à gripe e elogiou a “excelente resposta” dada pelos profissionais.
No Norte, também houve maior procura do que é habitual, mas sem tanta afluência como na área da Grande de Lisboa, acrescentou a governante.
Após uma reunião com a Direcção-Geral da Saúde (DGS), Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e representantes dos centros de saúde e hospitais da região da capital, Ana Jorge referiu que assim que os centros de saúde foram abertos a procura passou a ser “dispersa” e diminuíram os tempos de espera.
Segundo a Agência Lusa, na sexta-feira a procura total entre Centros de Saúde e Hospitais foi de 37.041 pessoas, no sábado de 30.236 e no domingo de 28.954.
As urgências hospitalares na sexta-feira foram procuradas por 16.710 pessoas, no sábado por 12.936 e no domingo por 12.344.
Quanto à Linha telefónica Saúde24, sexta-feira houve duas mil chamadas, sábado 2.700 e domingo 3.500 contactos.
Ana Jorge voltou a pedir às pessoas que aos primeiros sintomas de gripe (febre, dores de cabeça, dores no corpo, tosse ou nariz entupido) telefonem para a Linha Saúde24 e só em caso de necessidade recorrerem primeiro aos centros de saúde e só depois às urgências hospitalares, em situações mais graves.
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