As cadeiras que na sexta-feira não chegaram para todas as pessoas que quiseram “defender o Parque Nossa Senhora das Dores”, na sessão de terça-feira passada sobraram. Com menos público do que a reunião extraordinária, a sessão de Dezembro da Assembleia de S. Martinho de Bougado decorreu na passada terça-feira, com o assunto do Parque Nossa Senhora das Dores a ser novamente discutido. Os pontos na Ordem de Trabalhos com discussões menos fervorosas foram votados favoravelmente pela maioria dos membros.

 

A sessão ordinária da Assembleia de S. Martinho de Bougado não foi tão concorrida como a que decorreu na semana anterior, no entanto o Parque Nossa Senhora das Dores voltou a ser falado pelos eleitos do povo.

Botelho da Costa, membro socialista deu os parabéns “a todos quantos cumpriram o dever cívico de procurar defender aquilo que é nosso e lamentar todos os restantes que não o fizeram. Porque se todos nós queremos o que queremos para o Parque Nossa Senhora das Dores, eu penso que deveríamos defender a mesma posição sempre… antes, agora e amanhã”, afirmou.

Botelho foi mais longe e acusou Maria Emília Cardoso, membro do CDS de “virar o bico ao prego”, relativamente à decisão de recuo na aprovação da existência de uma comissão cívica de defesa e desenvolvimento do Parque Nossa Senhora das Dores.

“Isto não é uma campanha política , é a defesa dos interesses do nosso património. Se alguém é amigo do Dr. Bernardino, eu também sou, no entanto, olhos nos olhos eu digo aquilo que tenho a dizer, e disse que estava errado aquilo que ele queria fazer e que o povo iria decidir e o povo decidiu”, acrescentou o membro socialista.

Maria Emília afirmou que este era um assunto “que ainda não está esgotado”, e protestou pela ” forma como foram conduzidos os trabalhos, pois no meu entender não foram respeitados os direitos de igualdade de tratamento de qualquer orador”, frisou.

Referindo-se à criação da comissão cívica, Maria Emília manifestou a “estranheza pela formação da denominada plataforma cívica, à qual aderi num momento em que não reflecti, mas depois que pensei, sozinha e não foi com mais ninguém, decidi recuar”.

O membro social democrata, Manuel Pontes, respondeu a Botelho da Costa. “Não se tratou de a oposição votar contra nada, porque ficou aqui bem claro qual era a posição do PSD. Continuo a defender essa posição porque quem tem legitimidade somos nós, porque fomos eleitos pelo povo. Nós não votamos contra ninguém, nem contra o povo, votamos a favor de uma legitimidade democrática”, defendeu.

Já no período da Ordem do dia, no primeiro ponto foi apresentada a informação escrita do presidente da Junta, José Sá.

As intervenções alongaram-se no segundo ponto sobre a discussão e votação das Opções do Plano de Actividades para o ano 2009, onde a maioria dos membros consideraram que as actividades e obras que a Junta se propõe a fazer “são bastantes”, no entanto, Botelho da Costa garantiu o apoio ao executivo. Este ponto foi aprovado por maioria.

Já Manuel Pontes no terceiro ponto da Ordem de trabalhos, discussão e votação do Orçamento Ordinário para o ano 2009, frisou a importância de “sermos um bocadinho mais realistas, eu verifiquei, por exemplo no orçamento do ano passado que estavam previstas e orçamentadas várias coisas, é evidente que um orçamento é sempre falível, mas depois havia um desfazamento do orçamentado para o realizado, até 40 por cento. Devia aprender a lição”.

No entanto, este orçamento foi aprovado por maioria pelos membros.

Na apreciação e votação da alteração dos regulamentos das Feiras Semanais e cemitério, um ponto onde não houve discussão, foram contabilizadas cinco abstenções, e sete votos a favor, tendo sida a alteração dos regulamentos aprovada por maioria.

Também com cinco abstenções foram aprovados por maioria os pontos cinco, apreciação e votação da proposta do regulamento das taxas e licenças da Junta de freguesia, e seis, apreciação e votação da proposta da criação do mapa pessoal, da ordem de trabalhos.