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Edição 707

“Genético” ou “cultural”…

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Será “genético” ou “cultural”, a rebeldia que caracteriza as “gentes da Trofa”, das “Terras da Maia”?

Várias têm sido as pessoas, principalmente “Não Trofenses”, que tentam interpretar os comportamentos e atitudes destas gentes. Uns com recurso à ciência, outros, meramente empírico…

Vem-me à memória o que sempre ouvi dizer da “Barca da Trofa” e as invasões francesas lideradas pelo General Soult, onde foi clara rebeldia (coragem) dos bougadenses, apoiando o exército português em defender a sua terra, e desta, o seu Porto e o seu Portugal….

Recordar que das “Terras da Maia” saímos para entrar nos “domínios geográficos” de Santo Tirso.

E as nossas gentes, que em vontade própria, já não da Maia, nem por decreto, de Santo Tirso, mas de Bougado, imaginou a sua independência e definiu o concelho como marca da sua autonomia. Já futuravam no início do séc. XIX.

E lutaram, lutaram e conquistaram, em 1984, o estatuto de Vila. E não chegou, voltaram à luta e, em 1993, chegam orgulhosamente a Cidade.

“No Verão quente de 1993, a Trofa viveu tempos difíceis, tendo os populares revoltado contra a decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, uma vez que este havia determinado que o jogo Varzim x Trofense tinha de ser repetido. O jogo já se tinha realizado em Marco de Canaveses, por interdição do estádio do Varzim, após decisão do mesmo órgão da Federação, quando o Trofense havia vencido por 1 x 0”.

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Em 1998, a Trofa passa a Concelho, com as suas gentes a “trazê-lo” de Lisboa.
Nos dias de hoje, já não ambicionamos por “estatutos de orgulho passados”, nem precisamos sair à rua para ler o “jornal”, ou à praça para conversar, ou a uma garagem escondida para idealizar a vida. Basta ligar um computador com internet e os nossos objetivos são preocupações de quem vê o combate à criminalidade; de quem reclama a valorização dos recursos humanos das forças de segurança, dos modelos de segurança (policiamento) de proximidade; do combate à violência doméstica; acolhimento de refugiados; de um Sistema Integrado de Proteção Civil; de Sinistralidade Rodoviária; segurança no Ciberespaço; Reinserção Social e Serviços Prisionais.

A Trofa continua a “defender” a sua identidade, continua a: Lutar e a lutar, contra a criminalidade, valoriza as suas forças de Proteção e Socorro e de Segurança, combate a violência doméstica, continua a acolher refugiados, promove o sistema Integrado de Proteção Civil (Exercício realizado em 13 de Dezembro de 2019).

Será “gene” ou “cultura”, a rebeldia que caracteriza as “gentes da Trofa?

Entre o passado e o presente, admito que qualquer comportamento dos Trofenses resulta de interações complexas entre predisposições genéticas e influências ambientais. É a minha opinião!!

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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