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Edição 707

Empreendedorismo e economia

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Desenvolvimento e economia é hoje uma preocupação de quem governa a todos os níveis, sendo emergente, também associado a sustentabilidade da qualidade de vida das pessoas em associação com a sustentabilidade do planeta.

Se isto ocupa espaço determinante nas políticas públicas, a nível nacional tem particular relevo a importância a nível regional, assim como a nível dos concelhos.

O gerar condições para que o empreendedorismo se desenvolva é da mais elementar estratégia para o poder local, porque gera atividades novas, com mais emprego, mais competências e “skills” nas regiões, desenvolvimento do talento e geração de valor acrescentado nos setores e clusters regionais.

O Concelho da Trofa tem em si um elevado potencial de desenvolvimento da sua economia, quer pela sua posição geográfica, quer pelos perfis empresariais existentes, onde a iniciativa privada é muito criativa e reativa aos desafios que se oferecem nos mercados.

Sobre a sua posição geográfica é de relevar a sua proximidade ao grande Porto , com reflexos racionais para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto de Leixões e ser um concelho central na macro-região do Baixo Ave, que para efeitos de investimento é de elevado valor estratégico para o investidor e empreendedor.

É também um elemento diferenciador e alavancador a existência de ensino técnico-profissional que dá resposta ao crescimento das empresas, pela formação qualificada para jovens, quer no primeiro emprego, quer na reconversão de outros profissionais, embora a baixo da procura existente.

Não obstante a existência desta oferta ela é insuficiente perante a evolução tecnológica e novas necessidades do moderno tecido empresarial. A formação intermédia e avançada das TI (Tecnologias Informação) são basilares, pelo que este tipo de ensino está bem identificado pela sua necessidade e pela oportunidade de ajustamento com o investimento corrente do tecido empresarial.

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Se há sucesso da região do Baixo-Ave e em particular no concelho da Trofa pelo potencial em anos recentes das suas empresas, isto está a traduzir-se por outro lado em novos desequilíbrios que estão a gerar aumento de custos às empresas, isto é, improdutividade que temos necessidade urgente de anular. Referimo-nos à concretização da variante a EN14, à extensão do metro do ISMAI até à Trofa e do estabelecimento das novas áreas empresariais para receber novos projetos com dimensões e características diferenciadoras.

O empreendedorismo tem na AEBA e na sua incubadora LINCE, projeto em parceria com a Câmara Municipal da Trofa, uma eficiente resposta ao apoio à iniciativa de novos projetos empresariais, com uma estrutura de apoio à logística e à gestão em efeito de proximidade muito importante.

O desenvolvimento e o crescimento da economia do Concelho da Trofa pelo empreendedorismo, faz-se também pela colaboração, pela partilha e um querer de todos, ou de uma maioria e nunca pela vontade individual de alguém. Todos somos necessários nestes objetivos.

O Concelho, a Região e o País agradecem.

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Edição 707

Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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