Desenvolvimento e economia é hoje uma preocupação de quem governa a todos os níveis, sendo emergente, também associado a sustentabilidade da qualidade de vida das pessoas em associação com a sustentabilidade do planeta.

Se isto ocupa espaço determinante nas políticas públicas, a nível nacional tem particular relevo a importância a nível regional, assim como a nível dos concelhos.

O gerar condições para que o empreendedorismo se desenvolva é da mais elementar estratégia para o poder local, porque gera atividades novas, com mais emprego, mais competências e “skills” nas regiões, desenvolvimento do talento e geração de valor acrescentado nos setores e clusters regionais.

O Concelho da Trofa tem em si um elevado potencial de desenvolvimento da sua economia, quer pela sua posição geográfica, quer pelos perfis empresariais existentes, onde a iniciativa privada é muito criativa e reativa aos desafios que se oferecem nos mercados.

Sobre a sua posição geográfica é de relevar a sua proximidade ao grande Porto , com reflexos racionais para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto de Leixões e ser um concelho central na macro-região do Baixo Ave, que para efeitos de investimento é de elevado valor estratégico para o investidor e empreendedor.

É também um elemento diferenciador e alavancador a existência de ensino técnico-profissional que dá resposta ao crescimento das empresas, pela formação qualificada para jovens, quer no primeiro emprego, quer na reconversão de outros profissionais, embora a baixo da procura existente.

Não obstante a existência desta oferta ela é insuficiente perante a evolução tecnológica e novas necessidades do moderno tecido empresarial. A formação intermédia e avançada das TI (Tecnologias Informação) são basilares, pelo que este tipo de ensino está bem identificado pela sua necessidade e pela oportunidade de ajustamento com o investimento corrente do tecido empresarial.

Se há sucesso da região do Baixo-Ave e em particular no concelho da Trofa pelo potencial em anos recentes das suas empresas, isto está a traduzir-se por outro lado em novos desequilíbrios que estão a gerar aumento de custos às empresas, isto é, improdutividade que temos necessidade urgente de anular. Referimo-nos à concretização da variante a EN14, à extensão do metro do ISMAI até à Trofa e do estabelecimento das novas áreas empresariais para receber novos projetos com dimensões e características diferenciadoras.

O empreendedorismo tem na AEBA e na sua incubadora LINCE, projeto em parceria com a Câmara Municipal da Trofa, uma eficiente resposta ao apoio à iniciativa de novos projetos empresariais, com uma estrutura de apoio à logística e à gestão em efeito de proximidade muito importante.

O desenvolvimento e o crescimento da economia do Concelho da Trofa pelo empreendedorismo, faz-se também pela colaboração, pela partilha e um querer de todos, ou de uma maioria e nunca pela vontade individual de alguém. Todos somos necessários nestes objetivos.

O Concelho, a Região e o País agradecem.