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Edição 471

“Família aquática” reuniu-se em jantar-convívio

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Família aquática” do Clube Estrelas Aquáticas da Trofa reuniu-se num jantar convívio, na noite de sábado, 26 de abril, na sede do Agrupamento de Escuteiros de S. Martinho de Bougado.

A sede do Agrupamento 94 dos Escuteiros de S. Martinho de Bougado foi o local escolhido para acolher atletas, treinadores, diretores e familiares do CEAT – Clube Estrelas Aquáticas da Trofa -, “cerca de 80 pessoas”, que se reuniram num jantar convívio, que tinha como objetivo “angariar verbas” para a coletividade.

Segundo o presidente, Paulo Rafael Ribeiro, este convívio serviu “acima de tudo numa confraternização entre as modalidades de natação e polo aquático”, que contou com o “jantar, brincadeiras e discursos da praxe para elevar a moral até ao final da época”. “Nem toda a gente veio. Os mais novinhos não vieram e tivemos vários miúdos que tiveram jogos hoje e têm jogo amanhã também. São pessoas da Trofa que divulgam o nome do concelho pelo país todo, sem apoios a não ser o transporte que a Câmara tem cedido gentilmente”, contou.

O presidente afirmou que foi possível a realização do jantar “graças aos escuteiros” que facultaram as instalações. Esta cedência surgiu do protocolo existente entre estas associações. Paulo Rafael Ribeiro explicou que os escuteiros frequentam de forma “gratuita” os treinos, sendo esta “uma forma de captar atletas e de fazer serviço público”, apesar de isso “não lhes competir”.

Em jeito de balanço de época da modalidade de polo aquático, o presidente contou que os juniores têm “uma oportunidade única” de serem apurados para o Campeonato Nacional, “coisa que nunca conseguiram”, o que demonstra “a evolução”. Relativamente às seniores femininos que competem no Campeonato Nacional, depois de ultrapassado “o problema da água” na piscina em Ermesinde”, onde treinam, espera que sejam apuradas para o play-off. “Penso que se ganharmos ao Fluvial, além de irmos ao play-off, somos campeões nacionais. Penso e espero. E depois temos a Taça de Portugal”, acrescentou.

Para quem não conhece o CEAT, Paulo Rafael Ribeiro referiu que a coletividade tem “know-how e capacidade para pôr o nome Trofa nos pícaros da natação e do polo aquático em Portugal e não precisa de dinheiro da Câmara”. “Nestes oito anos, nunca o CEAT pediu um cêntimo à Câmara, estamos agora a ter abertura com o executivo e tivemos transporte, mas condições de treino e material rigorosamente nada. As pessoas não se podem esquecer que nas seleções nacionais andam atletas da Trofa que representam o CEAT”, concluiu.

Já Joaquim Carneiro, chefe do Agrupamento 94 de Escuteiros de S. Martinho de Bougado, adiantou que, como a associação tem instalações, “deve partilhar com quem precisa”, apontando que seria “egoísta se pensássemos só em nós e não déssemos as nossas instalações para as outras pessoas e associações trabalharem, nomeadamente o CEAT que merece o nosso respeito e a nossa ajuda”.

CEAT conquista bons resultados em polo aquático

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O CEAT goleou a Gespaços, em jogo da 18ª jornada da 1ª Divisão Nacional Feminino de Polo Aqutático. A partida, que decorreu pelas 15 horas do 27 de abril, na piscina do CPN em Ermesinde, terminou com o painel a indicar 23-5 para as trofenses, com golos de Joana Ferreira (1), Ana Mariani (4), Catarina Araújo (2), Ana Rita Pereira (9), Aurelie Mariani (4) e Naida Mariani (2).

A equipa sénior feminina está em 3º lugar com 37 pontos, a três do Fluvial Portuense. Já a Amadora/Bfish/Restart, que venceu fora o Fluvial Portuense por 10-9, já conseguiu apurar-se para a final do play-off.

Também a equipa sénior feminina, que compete no Campeonato Regional de Polo Aquático, venceu, no sábado, a de Paredes por 22-4, com tentos de Joana Ferreira (2), Marta Ribeiro (3), Catarina Araújo (4), Rita Pereira (2), Aurelie Mariani (3), Diana Almeida (4) e Naida Mariani (4).

Já no Campeonato Regional Júnior Masculino de Polo Aquático, a equipa do CEAT bateu o Sporting de Espinho por 25-4, com golos de João Azevedo (4), José Saraiva (2), Nuno Alexandre (5), Francisco Nicola (10), Miguel Quim Gouveia (2), Filipe Fernandes (1) e João Neves (1).

Em “jornada dupla” do Campeonato Regional de Cadetes de Polo Aquático, os trofenses conseguiram duas derrotas. No entanto, fonte do clube, assegurou que foram “dois jogos muito equilibrados, em que conseguiram durante grande parte dos jogos estar a frente do marcador”. “Muito positivo a evolução que os Gafanhotos demonstraram a nível físico e principalmente ao nível da compreensão do jogo”, acrescentou.

Pelo CEAT alinharam Ângela Daniela, Pedro Reis, Pedro Rafael, Ricardo Jorge, Tetyana Gravasyuk, Pedro Noe, Rodrigo Santos, Eduardo Pinto e Rodrigo Carneiro.

 

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Edição 471

Que crianças damos ao mundo?

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A editora Tangerina é uma (premiada) editora portuguesa de livros infantis, se temos que lhe colocar um rótulo. Na verdade, os livros belos e cuidados que saem dos seus “fornos” são igualmente atrativos para miúdos e graúdos e fazem surgir uma criança no mais empedernido dos adultos (digo eu…).

E foi o seu livro mais recente que despoletou esta minha reflexão. Com o sugestivo título “Lá Fora – guia para descobrir a natureza”, pretende incentivar o leitor a sair do sofá e a descobrir a natureza que o rodeia, quer more numa aldeia quer numa cidade. Eu, que ainda só vi as páginas disponíveis no site da editora, fiquei cheia de vontade de pegar no livro e seguir as bonitas ilustrações, procurando borboletas pelos jardins da minha cidade. Mas eu sou suspeita, porque já costumo deitar-me na relva a observar as nuvens, tento identificar as árvores que se cruzam no meu caminho, passeio descalça na areia, seja verão ou inverno, … Será este livro assim apelativo para uma criança nos dias de hoje?

Tenho muitas crianças à minha volta (não neste preciso momento…): primos, sobrinhos emprestados, vizinhos. Uns moram na cidade, outros num meio rural (mais próximo de uma aldeia do que de uma vila). E, estranhamente (ou não?) os seus hábitos e comportamentos são idênticos. Quando não estão na escola ou nalguma atividade extra-curricular, estão agarrados ao computador, à consola de jogos, à televisão, ao telemóvel.

Já me começo a sentir velha ao dizer estas coisas, mas… o mundo mudou assim tanto que as crianças já não podem brincar na rua? Não me parece que seja esta a questão. Por exemplo, tanto o sítio onde cresci como a aldeia onde passei muitas férias continuam como há uns bons anos atrás, mas agora não se veem miúdos a jogar à bola, a andar de bicicleta, a subir às árvores ou a jogar às escondidas.

Em Inglaterra, um projeto, que envolve inúmeras associações e organizações, pretende reaproximar as crianças da natureza. O relatório que elaboraram mostra que a distância percorrida pelas crianças em brincadeiras fora de casa diminuiu 90% em 30 anos, e o tempo gasto naquelas teve uma queda de 50% em apenas uma geração.

Outros estudos mostram que o tempo na natureza aumenta a nossa felicidade, saúde e qualidade de vida.

Que adultos serão estas crianças que têm muitas atividades, é verdade, mas dentro de portas? E que relação têm (e terão) com a natureza, que lhes “passa ao lado”?

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Se falhámos na nossa obrigação de deixar um mundo melhor para as gerações vindouras, não corremos também o risco, neste momento, de falhar no dever de dotar as crianças – e jovens de hoje – de ferramentas necessárias para serem elas a manter a esperança num futuro?

Mas não se trata de encontrar “culpados”. O importante é inverter esta tendência e trazer as crianças para a natureza. E não é preciso nenhum livro (apesar de poder ser uma bela ajuda). Mas é preciso tempo. Tempo para sair para aprender a identificar algumas árvores e plantas nos jardins do bairro; tempo para fotografar animais (em liberdade) num parque ou campo próximo; tempo para recolher plantas e fazer um herbário; ou apanhar conchas e fazer um mostruário; …

 

Ema Magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

valedocoronado@gmail.com

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Destroikar mais uma vez

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Nos últimos tempos tenho vindo a destroikar bastante, quer em Palestras quer em Crónicas, pois tenho uma necessidade visceral de combater os negativismos instalados e os militantes da desgraça, sem esquecer os governantes do passado. É verdade que neste combate idealista, sinto-me por vezes um verdadeiro Dom Quixote de la Mancha a combater os moinhos de vento, numa aventura em que o conflito nasce do confronto entre o passado e o presente, o ideal e o real e o ideal e o social.

A governação, num passado recente, estragou o presente, desbaratou o ideal e o real, gastando mais do que o que tinha e, com isso, entrando em desvarios, hipotecou o futuro e pôs em causa o estado social, que tanto custou a construir. Depois, como era óbvio, teve de pedir auxílio e lá veio a “troika”. Foi uma calamidade política, que temos de ter bem presente até para que não se volte a cometer os mesmos desvarios. Está a ser muito doloroso o «remédio», mas está a fazer efeito. Pelo menos já dá para ver a «luz ao fundo do túnel».

O Tesouro português realizou no dia 23 de Abril, a primeira emissão de dívida a 10 anos da “era” da troika sem recurso a um sindicato bancário. Foram colocados 750 milhões de euros e a procura superou esse montante em 3,47 vezes. A última vez que Portugal foi ao mercado financiar-se a 10 anos, sem apoio de um sindicato bancário foi em Janeiro de 2010.

A confiança na economia portuguesa está expressa no nível de risco que está bem espelhado nas taxas de juro da dívida pública portuguesa. A taxa de juro implícita nas obrigações portuguesas a dois anos desceu, em 9 de abril de 2014, para 0,969%. É o valor mais baixo desde 1996, depois de ter terminado 2013 a negociar acima da fasquia de 3% (chegou a atingir perto de 20% em Janeiro de 2012).

Na maturidade a cinco anos a taxa de juro desceu, em 23 de abril de 2014, abaixo dos 3% pela primeira vez em 4 anos, baixou para 2,386%. Corresponde ao valor mais baixo desde 1999.

A taxa de juro da dívida a dez anos baixou, em 23 de abril de 2014, para o valor histórico de 3,575%. A taxa seguia acima dos 6% na primeira sessão de 2014 e em março de 2014 tinha baixado para os 4,5% (era a descida de juros mais significativa na zona euro e a primeira vez que aconteceu desde abril de 2010, antes do primeiro resgate à Grécia). Agora é o valor mais baixo desde 2005.

São tantas as individualidades e entidades, nacionais e estrangeiras, a louvar a recuperação económica portuguesa. Em breve, a dívida portuguesa vai deixar de ser considerada «lixo». A poucos dias da reunião dos países da moeda única onde irá ficar definida a forma como Portugal vai deixar o programa da “troika”, o Eurogrupo (a instituição que na UE congrega os ministros da Economia e Finanças do Zona Euro e o Presidente do BCE), defende uma «saída limpa» para Portugal.

Esta esperança renascida é uma proeza das empresas, dos empresários, dos trabalhadores e do sacrifício de muitos.. Como português, só posso dizer: OBRIGADO!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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