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Correio do Leitor: O falecimento do escritor Manuel Moutinho Duarte

Foi com grande pesar que a freguesia de S. Cristóvão do Muro e o concelho da Trofa tiveram conhecimento do falecimento do professor e escritor Manuel Moutinho Duarte, no dia 23 de novembro de 2022, com 78 anos, depois de uma vida inteiramente dedicada ao ensino e escrita.

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Foi com grande pesar que a freguesia de S. Cristóvão do Muro e o concelho da Trofa tiveram conhecimento do falecimento do professor e escritor Manuel Moutinho Duarte, no dia 23 de novembro de 2022, com 78 anos, depois de uma vida inteiramente dedicada ao ensino e escrita.

Nasceu a 3 de junho de 1944, no lugar de Gueidãos, filho de Agostinho da Silva e de Júlia Correia Moutinho. Com grande talento para os estudos, licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sendo aluno do grande professor bougadense Doutor António Cruz, os quais granjearam grande estima e amizade. Foi um grande instrutor pelas suas qualidades, sempre dedicado aos seus aulistas com mérito nos resultados educacionais, a quem ensinou, partilhando muito da sua elevada sabedoria.
Teve uma vida altamente dedicada à investigação e divulgação da história da nossa região, com imensos trabalhos dedicados à nossa terra, a todo o concelho da Trofa e concelho de Santo Tirso. O professor Moutinho Duarte criou um vasto espólio, que colecionou durante mais de 50 anos, somando 12 cadernos históricos e 40 obras dedicadas às oito freguesias Trofenses e foi doado à Freguesia do Muro.
Foi sempre um lutador pela dignidade, liberdade, amigo da Natureza e sempre na linha da frente pelos ideais humanos, pelo Património Cultural e pelo nascimento do Concelho da Trofa, em 19 de novembro de 1998, que se ansiava há muitos anos. Foi sem dúvida um grande cronista nos vários jornais da Trofa e não só, e quase completava 20 anos de escrita, desde o nascimento do presente jornal, O Notícias da Trofa, no passado dia 12, que desde já felicito. “Pó dos Arquivos” foi um dos seus trabalhos que engrandeceu as páginas deste quinzenário, com as suas sábias palavras históricas.
Quero, lembrar que tive o privilégio, de conhecer pessoalmente o professor e escritor Moutinho Duarte, que assistiu ao lançamento de alguns livros que escrevi. Com a sua humildade e palavra de amigo, encorajou-me a nunca desistir de escrever: “Faça sempre este trabalho, enriquecendo a nossa Cultura local e nacional”.
À família enlutada os meus sinceros pêsames.

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Firmino Santos

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