De visita à associação humanitária cujo presidente é elemento da lista à qual se candidata à Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, fez questão de visitar a cidade da Trofa e o respetivo corpo de bombeiros, à procura de apoio para as eleições, que se realizam a 30 de outubro.
O ex-inspetor geral da ASAE é o candidato da lista A e concorre com António Carvalho, presidente da federação dos bombeiros do distrito de Lisboa, para suceder a Jaime Marta Soares, que está à frente da Liga há 12 anos.
A lista A tem a Trofa representada através Luís Elias, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa. Já em direção à última reta da campanha, António Nunes “não podia deixar de passar” por este concelho, onde apregoou a preocupação na elaboração de uma lista que refletisse a realidade nacional, na manhã de terça-feira.
“Quisemos que todos os distritos e regiões autónomas estivessem representados, assim como que cada órgão contasse com, pelo menos, uma mulher. Defendemos também que esta lista é de transição, porque temos de preparar a Liga para os bombeiros de 2030 e isso só se faz com a nova geração e, por isso, mais de metade dos elementos candidatos são jovens”, explicou.
Unir, representar e defender são os verbos que sustentam a candidatura de António Nunes, que prometeu “olhar com atenção” para a questão da “sustentabilidade dos corpos de bombeiros e a viabilidade financeira das associações humanitárias”.
O candidato elegeu também como prioridades a promoção da identidade dos bombeiros, através do estabelecimento de um comando operacional autónomo, e a formação, colocando a escola nacional “ao serviço dos bombeiros”.
“Também não podemos aceitar que continuemos a ter corpos de bombeiros com viaturas com 30 anos e que equipamentos de proteção individual não esteja acessível a cada um dos operacionais”, acrescentou, numa alusão à “necessidade de se promover a modernização” das corporações.
Para cumprir a premissa de ter uma Liga próxima, António Nunes anunciou a realização de “um conjunto de iniciativas descentralizadas” e a visita a todos os associados, ao longo dos quatro anos de mandato.