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Edição 430

Câmara da Trofa leva crianças e idosos à praia

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Até sexta-feira, 5 de julho, mil crianças trofenses participam nas colónias balneares. Os seniores também começaram esta semana a frequentar a praia.

A Praia dos Barcos, em Caxinas, Vila do Conde, vai acolher mil crianças das várias escolas básicas da Trofa.

Até 5 de julho, as crianças vão até à praia de manhã, onde usufruem de várias atividades lúdicas desenvolvidas pelos professores da AEC (Atividades de Enriquecimento Curricular), bem como de um lanche a meio da manhã, constituído por fruta, sandes e sumo, e ainda uma t-shirt e um boné.

Todas as manhãs, as crianças são acompanhadas pela Guarda Nacional Republicana – projeto Escola Segura, junto aos estabelecimentos de ensino e dentro do território do concelho, sendo depois acompanhadas pelas forças de segurança de Vila do Conde, que estão de prevenção na área.

Recorde-se que as colónias balneares, que estão direcionadas para os alunos do 1º ciclo do ensino básico da Trofa, são promovidas pela Federação das Associações de Pais da Trofa – FAPTrofa, com o apoio da Câmara Municipal da Trofa.

Na primeira semana das colónias, que teve início no dia 17 de junho, estiveram a banhos as crianças do Agrupamento do Coronado e Covelas, bem como da EB1/JI de Esprela, enquanto na segunda semana participam as restantes crianças das escolas do Agrupamento do Coronado e Covelas e da EB1/JI de Finzes. A terceira semana está a ser aproveitada pelas crianças do Agrupamento de Escolas da Trofa.

No dia 26 de junho, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, e Teresa Fernandes, vereadora do pelouro da Educação, visitaram as colónias, aproveitando a ocasião para conviver com os alunos das escolas locais que aproveitam já as férias de verão. Durante a visita, a edil trofense referiu que “esta iniciativa é muito importante, pois cria a oportunidade para centenas de crianças trofenses poderem ir à praia, estimulando igualmente as relações interpessoais e permitindo o contacto salutar com a natureza e com o mar de forma saudável, segura e divertida”.

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Seniores começaram esta segunda-feira a frequentar a praia

Seiscentos seniores começaram esta semana as colónias balneares, na Praia do Leixão, Póvoa de Varzim. Divididos pelas duas quinzenas de julho, os seniores tem a oportunidade de passarem “as manhãs na praia, em convívio, praticando exercício físico e usufruindo de momentos descontraídos”.

A autarquia trofense promove aulas de ginástica às terças e quintas-feiras, levando os seniores “a praticar exercício físico, melhorando o seu bem-estar geral e a sua qualidade de vida”.

Joana Lima continua a sua aposta nesta faixa etária, “procurando diminuir o isolamento em que muitos se encontram no seu dia-a-dia”, uma vez que nesta altura, os seniores aproveitam as idas diárias à praia, para “praticar exercício físico, rever amigos, fazer novas amizades e acima de tudo apostar em hábitos salutares”.

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Edição 430

«…E até mortos vão a nosso lado.» Do poema «Jornada» de José Gomes Ferreira

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atanagildolobo

O ministro caiu. Demitiu-se. Já há oito meses atrás tinha chegado à conclusão de que não tinha credibilidade, que falhara nos objetivos, nas previsões, na sua política. Já pedira a demissão por duas vezes. Alguém o andou a aguentar e à sua política no governo durante este tempo. Quem? Porquê? No passado dia 27 de junho realizou-se uma grande greve geral, sobretudo no sector público. De alguma forma, entre outros resultados da greve, como por exemplo saber-se que há gente, que apesar de perder um dia de salário, se indigna, protesta, luta por este país, acredita em Portugal e nos portugueses, aconteceu outro: Gaspar demitiu-se, o ministro caiu.

Também no passado dia 27 de junho ter-se-á realizado, provavelmente, a última assembleia de freguesia, antes da inevitável retoma da independência e da autonomia que um dia acontecerá, quiçá brevemente, na minha freguesia: Guidões.

O presidente da junta, Bernardino Maia, de forma emotiva e genuína, elogiou as atuações políticas de três pessoas já falecidas que, cada uma á sua maneira e em diferentes tempos, contribuíram positivamente para o debate democrático, para a resolução dos problemas concretos, para uma maior vivacidade na democracia em Guidões. Segundo afirmou, as suas influências marcaram a freguesia desde o tempo que integrava o concelho de Santo Tirso até hoje, fazendo de Guidões a «freguesia mais politizada». Obviamente que fiquei surpreendentemente encantado pela declaração, embora comovido, sendo duas dessas figuras os meus camaradas Arnaldo Ferreira e Augusto Lobo. Mas digo também ter-se tratado de um manifesto absolutamente justo. Provavelmente a história democrática de Guidões e mesmo a história de duas dezenas de anos antes de instalada a democracia, teria sido diferente se esses dois homens não tivessem existido. Eu acrescentaria, e estamos a falar apenas de pessoas que já desapareceram, o nome de Agostinho Ferreira Lopes, outra figura incontornável da história democrática de Guidões dos últimos sessenta anos. A história faz-se sempre mais tarde. E um dia essa história far-se-á.

Resta-me uma palavra para o Sr. Presidente. Contou a maioria PS com a oposição da CDU de 1993 a 1997 e de 2005 até agora, na assembleia de freguesia. Uma oposição lisa, sem borbulhas, contundente quando necessária, combatente sempre, proponente às vezes, coerente e consequente, permanentemente. É verdade que ao longo desses anos, foi mais o que nos separou do que o que nos uniu. Mas também é verdade que no grande valor, no mais alto de todos os valores estivemos unidos: o amor à nossa freguesia. Este combate, esta luta pela preservação da freguesia, contra a malfazeja política do PSD e do CDS que agora nos obrigou a agregar com Alvarelhos, extinguindo assim duas freguesias históricas, ao arrepio da vontade do povo, não terminou. A luta prosseguirá comigo, consigo e com todos os outros que se oponham à extinção das freguesias e assim germinará novas vozes, fomentará novos combates, até que a legalidade seja reposta e a freguesia seja devolvida ao seu legitimo proprietário: o povo.

Subsiste ainda uma saudação pela sua postura democrática, pela sua aceitação de críticas políticas, pelo seu poder de análise e também, já agora, uma coisa que até é rara em políticos no poder, pela sua capacidade de autocrítica política. Estou a lembrar-me da questão do grande terreno da urbanização de Vilar ou das taxas do cemitério, em que a história veio a confirmar a análise atempada da CDU.

Por isso, este abraço na despedida do cargo que desempenha, realçando o muito que nos separa, mas enfatizando sobretudo o essencial do que nos une politicamente e que, consequentemente, não será de adeus, mas de reencontro e de reafirmação na luta pela nossa freguesia e

«Aqueles que se percam no caminho

Que importa? Chegarão no nosso brado

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Porque nenhum de nós anda sozinho

E até mortos vão a nosso lado.»

 

Guidões, 2 de julho de 2013.

 

Atanagildo Lobo

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Edição 430

“S. Mamede ganhou um novo rumo, dinâmica e vitalidade”

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Em entrevista ao NT, José Ferreira faz balanço do mandato 

José Ferreira assumiu pela primeira vez a presidência de S. Mamede do Coronado há quatro anos. Em entrevista ao NT, o autarca nomeou a Casa Mortuária como uma das obras mais importantes do mandato e afirmou que a primeira grande dificuldade encontrada foi “uma dívida de 70 mil euros deixada pelo executivo anterior”.

Como avalia o mandato que está prestes a completar, assim como toda a sua governação na Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado?

José Ferreira (JF): O meu mandato à frente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado é francamente positivo. Toda a minha governação se pautou por muito empenho, rigor e perseverança, mas sobretudo, foi o trabalho e o apoio de toda a minha equipa que muito contribuiu para o sucesso da nossa governação.

A freguesia de S. Mamede ganhou connosco um novo rumo, uma nova dinâmica e sobretudo vitalidade. 

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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