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Edição 457

Atletas do Ginásio conseguem mínimos para campeonatos nacionais

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Na pista ao ar livre da Póvoa de Varzim, no domingo, João Ferreira venceu os 800 metros, com o tempo de um minuto, 59 segundos e 79 centésimos, conseguindo mínimos para competir nos campeonatos nacionais, que se realizam em Pombal, a 8 e 9 de fevereiro.

Elsa Maia também conseguiu o mesmo feito nos 800 metros, assim como Andreia Rodrigues nos 1500 metros e Tiago Silva nos três mil metros.

Já no Campeonato Juvenil do Norte de pista coberta, realizado no Pavilhão Municipal de Braga, realizado no sábado, Tiago Silva destacou-se ao sagrar-se campeão dos três mil metros, no escalão de juvenis, com o tempo de nove minutos, 24 segundos e três centésimos. A colega de equipa Ana Ribeira subiu ao último lugar do pódio.

Khristyna Pavyluk foi 15ª classificada nos 300 metros, enquanto Daniela Pontes não foi além do 17º posto nos 800 metros, seguida de Naiara Crivelaro, que ficou em 24º lugar.

Na mesma prova, o Atlético Clube Bougadense conseguiu o 4º lugar individual dos 800 metros, com Alice Oliveira, e do salto em comprimento, com João Gomes. Nos três mil metros, Fábio Rodrigues foi 5º classificado, e Sara Faria obteve o 8º posto nos 60 metros. Nesta prova também correram Maria Maia (19ª classificada), Ana Oliveira (27ª), Cátia Ferreira (29ª) e Ana Lopes (30ª). No escalão masculino, João Gomes atingiu a 10ª posição e Alexandre Sá ficou-se pela 42ª.

Em lançamento do peso, Alice Oliveira foi 16ª classificada, enquanto em salto e comprimento Alexandre Sá foi 18º e, do lado feminino, Sara Faria foi 21ª e Ana Oliveira 24ª.

Ana Silva concluiu os 800 metros em 11º lugar, enquanto na prova masculina, Rui Rocha terminou em 17º e Tiago Sá não foi além do 23º.

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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