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Edição 457

GT Team de Braga é “bicampeão” das 24 horas de Slotcar (C/video)

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Sétima edição das 24 Horas de Slotcar da Trofa reuniu 16 equipas, no salão polivalente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, entre os dias 17 e 19 de janeiro.

A GT Team Art Slotcar de Braga conseguiu repetir o feito do ano passado ao vencer as 24 horas de slotcar. A prova, organizada pela sétima vez pelo Clube Slotcar da Trofa, contou com a participação de 16 equipas provenientes de várias zonas do país, como Braga, Guimarães, Vila Real, Matosinhos, Porto e Lisboa, e de Espanha, mais concretamente da zona da Galiza.

Para o responsável da GT Team Art Slotcar de Braga, Augusto Amorim, o sentimento pelo segundo título consecutivo obtido na prova era de “satisfação”, por ter “chegado ao fim e ver reconhecido o trabalho em termos de resultados”. No entanto, a equipa da Trofa deu “sempre muita luta”, tendo Augusto Amorim chegado a pensar que “não ia conseguir” conquistar o título “depois da qualificação” da noite de sábado.

Quanto à competição, o bracarense salientou que é “muito boa” e que “deve continuar”, uma vez que, atualmente, “é a única prova com esta dimensão em Portugal”, prometendo marcar presença na próxima edição com duas equipas.

Já o Clube de Slotcar da Trofa, que participou com duas equipas, conquistou o 2º e 5º lugar. João Vilas Boas, elemento da equipa trofense mais bem classificada, afirmou que esta foi “uma boa posição”, salientando que a formação fica “sempre no pódio”. “Uma prova organizada com esta envergadura a nível nacional não há nenhuma sem ser a nossa. A corrida correu bem, tivemos alguns problemas mecânicos, mas foi sempre a rolar bem. Desde o início que ficamos em segundo, estivemos perto de Braga, mas nas calhas verdadeiras falhamos”, contou, mencionando que “desde o primeiro minuto de prova” se viu que “o primeiro e segundo lugar” estavam entregues as estas duas equipas, não havendo “mais ninguém” que se conseguisse “meter”. 

A novidade desta prova foi o comprimento das duas pistas: 60 metros. Segundo João Vilas Novas estas foram “duas pistas completamente novas” e, por isso, “as infraestruturas e a logística que envolveu foi muito maior do que os elementos da associação estavam habituados”, tendo requerido “mais algum tempo para montar e ficar tudo pronto a tempo”. “Toda a gente está feliz, tanto as equipas que ganharam como as que perderam. Toda a gente está contente e tudo à espera de julho para as próximas 24 horas”, finalizou.

Já o presidente do Clube Slotcar da Trofa, João Pedro Costa, estava “satisfeito”, porque depois do “trabalho bastante grande para organizar esta competição” o “feedback das pessoas foi positivo”. “São dez anos de trabalho que este clube leva e a boa opinião que as pessoas têm a nosso respeito acaba por ser a cereja no topo do bolo. Ficamos em segundo lugar com uma equipa e em quinto com outra, mas não nos podemos esquecer que são 16 participantes, pelo que o balanço em termos competitivos é positivo”, declarou.

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João Pedro Costa aproveitou para “agradecer uma vez mais” à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, por ter cedido este espaço. “Realmente, não proliferam muitos espaços na Trofa para a realização deste tipo de eventos. A abertura que demonstraram para que pudéssemos fazer aqui mais uma edição foi importantíssima e também contribuiu para que as pessoas saíssem satisfeitas pelo conforto que conseguem neste espaço”, concluiu.

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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