Num investimento de cerca de 500 mil euros, a Ascor- Associação de Solidariedade do Coronado inaugurou o Centro de Dia que vai prestar apoio a cerca de 39 idosos mas que, por questões burocráticas só deverá começar a funcionar "dentro de um a dois meses"

 Largas centenas de romanenses assistiram à inauguração oficial do novo Centro de Dia da ASCOR, inaugurado na tarde de sábado pelo presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos e pelos órgãos sociais da Instituição.

No entanto e apesar da inauguração feita, ainda não vai ser aberturo ao público. Guilherme Ramos, presidente da Direcção da Ascor e da Junta de Freguesia justificou este desfasamento de tempo com "o atraso no cumprimento das burocracias necessárias para selar o acordo de cooperação com a Segurança Social, de forma a poder integrar o equipamento na rede das Instituições Particulares de Solidariedade Social" (IPSS). Ramos lamentou ainda que "um projecto como este não tivesse cabimentação nos programas de financiamento publico, e não conseguimos ainda estabelecer qualquer protocolo com a Segurança Social o que dificulta e muito o nosso trabalho", assegurou.

Dos cerca de 500 mil euros de investimento, 30 por cento foram assegurados pela Câmara e os restantes estão a ser "conseguidos através dos órgãos sociais da ASCOR, a partir da organização e participação em vários eventos e da colaboração de muitas empresas da Freguesia e do concelho que têm contribuído para ajudar a colocar esta obra de pé".

No entanto Guilherme Ramos assegurou que "faltam ainda pagar cerca de 80 mil euros, valor que pretendemos acurto prazo saldar, através de donativos que temos vindo a receber".

 "Para que possa iniciar a sua actividade o Centro de Dia tem necessidade admitir dois técnicos, sete ou oito funcionários e de oito a nove mil euros por mês" mas para tal são necessárias verbas e o apoio da Segurança Social"reiterou.

Esta nova valência, construída nos terrenos da Quinta de S Romão, está dotada de ginásio, salão polivalente, enfermaria, cabeleireiro, quartos de descanso, um bar e diversas salas para a realização de ateliês ocupacionais.

"A Câmara Municipal tem responsabilidade de resposta social às pessoas com mais idade"… Foi desta forma que Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia iniciou o seu discurso apontando a responsabilidade de todos para a necessidade de apoio aos mais desfavorecidos, sobretudo aos seniores". O edil salientou a importância deste equipamento social "que vai colmatar uma lacuna nesta área geográfica do concelho da Trofa" e deixou no ar uma promessa "transformar a Quinta de S. Romão num espeço nobre e de lazer, muito desejado pela população e que será, a curto prazo uma realidade", frisou.

O autarca fez ainda uma visita aos terrenos da Quinta de S. Romão, para ver de perto o local onde poderão ser construídos vários equipamentos de desporto e lazer.

Savinor fez donativo para o Centro de Dia

No decorrer da cerimónia foi entregue um donativo da empresa Savinor em dinheiro e uma comparticipação no lanche servido na inauguração, o que causou um certo burburinho na sala, logo abafado pelos aplausos da população presente.

Questionado pelo NT sobre esta posição da empresa, dias depois de na Assembleia de Freguesia se ter voltado a falar dos odores emitidos pela empresa, Guilherme Ramos garantiu que não haverá da sua parte, enquanto presidente da Junta, qualquer "mudança de atitude relativamente à empresa". O edil garantiu que "desde que a administração da Savinor foi mudada, estão cá tipo de pessoas, outro tipo de mentalidades, tudo tem sido diferente. A administração percebe que nós estamos cá para defender a população, respeitando realmente todos os empresários, os seus investimentos e portanto respeitando a sua natural apetência que é ter resultados positivos mas salvaguardando o interesse das populações".

O autarca frisou que "ainda hoje tive a oportunidade de muito rapidamente passar nas instalações e ve-se que há ali um investimento muito grande, não quero estar agora a fazer questão de agradar porque não é disso que se trata, mas já se começa a sentir que há um funcionamento diferente, há ainda realmente algum odor, mas já não é nada daquilo que vivíamos no verão passado e estou convencido que muito brevemente se dará um passo de gigante para que a situação de uma vez por todas melhore muito e isso é como digo, ganham os empresários, ganha a população, saímos todos a ganhar e é isso que nos satisfaz também", concluiu.

Vera Araujo