"Um bem ambiental indispensável". Foi desta forma que Rui Pereira, ministro da Administração Interna, apelou para a defesa da floresta, no passado sábado, no Porto. O ministro, participou na cerimónia de apresentação do dispositivo operacional distrital de combate aos incêndios, referiu que toda a sociedade civil deve zelar pela floresta, "um bem económico" de Portugal: "a todos nos cabe defender a floresta, todos somos na realidade agentes da protecção civil. O direito à segurança tem hoje de ser compreendido de forma global e integrada, porque o direito à segurança também é protecção civil".

   Rui Pereira não deixou passar em branco o facto do país dispor do maior número de sempre de meios de combate aos incêndios, sublinhando que "hoje temos um dispositivo mais forte do que em qualquer ano anterior". Assinalou também a reforma "vasta e profunda", que o "Governo tem levado a cabo nos últimos anos", no que concerne à protecção civil, enunciando a "aprovação da lei de bases da protecção civil, a criação de uma secretaria e estado da protecção civil, a criação da Autoridade Nacional da Protecção Civil, que garante a boa coordenação e a cooperação estreita entre todos os agentes, a criação do Comando Nacional Operacional Unificado e dos Comandos Distritais de Operações de Socorro".

Também na cerimónia, Isabel Oneto, Governadora Civil do Porto, realçou "o espírito de missão" de todos aqueles que estão envolvidos nas entidades da protecção civil e no combate aos fogos florestais.

"Une-nos a defesa da floresta contra o maior inimigo, os incêndios que devastam os nossos montes, e roubam anos de trabalho das nossas gentes. O distrito do Porto é talvez a região do país em que o desordenamento urbanístico, consentido durante décadas, mais consequências traz às nossas populações. É assim na sinistralidade rodoviária e também em matéria de ignições que atingem anualmente um quinto dos registos nacionais", referiu a responsável, relembrando ainda o slogan "Portugal sem fogos depende de todos".

Por seu lado, José Teixeira Leite, comandante distrital de operações de socorro, anunciou que um dos objectivos é "aumentar a eficácia do primeiro ataque aos incêndios nascentes", assim como "limitar o desenvolvimento catastrófico dos incêndios não dominados no seu inicio, reduzir ao mínimo as áreas ardidas e os reacendimentos e garantir a segurança quer do pessoal em combate, quer dos cidadãos".

"Operacionalmente, decorrente da análise, avaliação da situação diária, previsão do risco de incêndio, do envolvimento do dispositivo e da situação do distrito, pretende-se antecipar as acções de combate nos períodos de maior risco meteorológico, com a organização de patrulhamentos por equipas de combate a incêndios, em articulação com as demais entidades que operam nas áreas de risco", atestou o comandante.

José Teixeira Leite referiu ainda que, relativamente ao ano passado, haverá mais duas infraestruturas de apoio distritais ao dispositivo: a base de Apoio Logístico, com sede nos Bombeiros Voluntários de Paredes, e o heliporto da futura Base Permanente de Helicópteros, com sede nos Bombeiros Voluntários de Baltar, está que terá condições, a curto prazo, de operação a tempo inteiro, revelando-se uma mais valia na protecção e socorro, não só para o distrito como para toda a região Norte.

O Sistema Integrado de Gestão de Emergências do Porto (Sigep) é outro equipamento que estará disponível. Segundo o comandante este assume também uma "importância vital como ferramenta crucial na gestão de ocorrências e, acima de tudo, no apoio à decisão do comandante".

 

Bombeiros da Trofa presentes na cerimónia

 

Alguns elementos do corpo de Bombeiros da Trofa marcaram presença na cerimonia de apresentação do dispositivo de combate aos incêndios para o distrito do Porto. Os soldados da paz foram pessoalmente cumprimentados, um a um pelo Ministro Rui Pereira.

 

Os números

 

764 homens e mulheres em regime de permanência", durante a fase Charlie, 1 de Julho e 30 de Setembro

68 equipas de combate a incêndios (ECIN) dos corpos de bombeiros

18 equipas logísticas de apoio ao combate (ELAC),

15 equipas de sapadores da Direcção-geral de Recursos Florestais

2 helicópteros.