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Ano 2008

Ministro da Administração Interna na cerimónia de apresentação do dispositivo de combate aos incêndi

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"Um bem ambiental indispensável". Foi desta forma que Rui Pereira, ministro da Administração Interna, apelou para a defesa da floresta, no passado sábado, no Porto. O ministro, participou na cerimónia de apresentação do dispositivo operacional distrital de combate aos incêndios, referiu que toda a sociedade civil deve zelar pela floresta, "um bem económico" de Portugal: "a todos nos cabe defender a floresta, todos somos na realidade agentes da protecção civil. O direito à segurança tem hoje de ser compreendido de forma global e integrada, porque o direito à segurança também é protecção civil".

   Rui Pereira não deixou passar em branco o facto do país dispor do maior número de sempre de meios de combate aos incêndios, sublinhando que "hoje temos um dispositivo mais forte do que em qualquer ano anterior". Assinalou também a reforma "vasta e profunda", que o "Governo tem levado a cabo nos últimos anos", no que concerne à protecção civil, enunciando a "aprovação da lei de bases da protecção civil, a criação de uma secretaria e estado da protecção civil, a criação da Autoridade Nacional da Protecção Civil, que garante a boa coordenação e a cooperação estreita entre todos os agentes, a criação do Comando Nacional Operacional Unificado e dos Comandos Distritais de Operações de Socorro".

Também na cerimónia, Isabel Oneto, Governadora Civil do Porto, realçou "o espírito de missão" de todos aqueles que estão envolvidos nas entidades da protecção civil e no combate aos fogos florestais.

"Une-nos a defesa da floresta contra o maior inimigo, os incêndios que devastam os nossos montes, e roubam anos de trabalho das nossas gentes. O distrito do Porto é talvez a região do país em que o desordenamento urbanístico, consentido durante décadas, mais consequências traz às nossas populações. É assim na sinistralidade rodoviária e também em matéria de ignições que atingem anualmente um quinto dos registos nacionais", referiu a responsável, relembrando ainda o slogan "Portugal sem fogos depende de todos".

Por seu lado, José Teixeira Leite, comandante distrital de operações de socorro, anunciou que um dos objectivos é "aumentar a eficácia do primeiro ataque aos incêndios nascentes", assim como "limitar o desenvolvimento catastrófico dos incêndios não dominados no seu inicio, reduzir ao mínimo as áreas ardidas e os reacendimentos e garantir a segurança quer do pessoal em combate, quer dos cidadãos".

"Operacionalmente, decorrente da análise, avaliação da situação diária, previsão do risco de incêndio, do envolvimento do dispositivo e da situação do distrito, pretende-se antecipar as acções de combate nos períodos de maior risco meteorológico, com a organização de patrulhamentos por equipas de combate a incêndios, em articulação com as demais entidades que operam nas áreas de risco", atestou o comandante.

José Teixeira Leite referiu ainda que, relativamente ao ano passado, haverá mais duas infraestruturas de apoio distritais ao dispositivo: a base de Apoio Logístico, com sede nos Bombeiros Voluntários de Paredes, e o heliporto da futura Base Permanente de Helicópteros, com sede nos Bombeiros Voluntários de Baltar, está que terá condições, a curto prazo, de operação a tempo inteiro, revelando-se uma mais valia na protecção e socorro, não só para o distrito como para toda a região Norte.

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O Sistema Integrado de Gestão de Emergências do Porto (Sigep) é outro equipamento que estará disponível. Segundo o comandante este assume também uma "importância vital como ferramenta crucial na gestão de ocorrências e, acima de tudo, no apoio à decisão do comandante".

 

Bombeiros da Trofa presentes na cerimónia

 

Alguns elementos do corpo de Bombeiros da Trofa marcaram presença na cerimonia de apresentação do dispositivo de combate aos incêndios para o distrito do Porto. Os soldados da paz foram pessoalmente cumprimentados, um a um pelo Ministro Rui Pereira.

 

Os números

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764 homens e mulheres em regime de permanência", durante a fase Charlie, 1 de Julho e 30 de Setembro

68 equipas de combate a incêndios (ECIN) dos corpos de bombeiros

18 equipas logísticas de apoio ao combate (ELAC),

15 equipas de sapadores da Direcção-geral de Recursos Florestais

2 helicópteros.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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