A Área de Reabilitação Urbana da Trofa está em apreciação pública até ao dia 23 de junho. Com esta discussão pública os munícipes têm à disposição apoios fiscais e tributários para recuperar os edifícios do centro urbano da cidade.

Um ambiente urbano mais central, qualificado e atrativo para a fixação de pessoas, atividades e para a geração de novas dinâmicas económicas, sociais e culturais. Estes são os objetivos presentes no Programa Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU) do Núcleo Central da Cidade da Trofa, que explica a visão definida pelo Município para a Área de Reabilitação Urbana (ARU). O programa foi apresentado aos munícipes, na noite de terça-feira, e está agora em apreciação e discussão pública até ao dia 23 de junho. A apresentação técnica foi levada a cabo  pela  ImproveConsult – Consultoria e Estudos, uma empresa de Lisboa, contratada pela Câmara da Trofa.
Os interessados podem consultar o PERU do Núcleo Central da Cidade da Trofa, na página oficial da Câmara Municipal da Trofa (www.mun-trofa.pt) ou nas instalações do Departamento de Administração do Território, na Rua Imaculada Conceição, n.º684.
Com “cerca de 55 hectares”, a ARU proposta incide “especificamente sobre a parcela da cidade que se considerou corresponder ao núcleo central da Trofa” e “toma como referência central a zona correspondente ao Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro”, os “principais eixos viários com influência direta” no núcleo central da cidade da Trofa, designadamente a EN14, atual Rua D. Pedro V, a EN104, que integra as ruas Infante Dom Henrique, Abade Inácio Pimentel e Costa Ferreira, e o espaço-canal correspondente à antiga linha ferroviária. Segundo a planta, já disponível no sítio da Câmara, a ARU “procura também abranger um conjunto de situações bem identificadas de degradação física no parque edificado do núcleo central da cidade da Trofa, as quais têm frequentemente associada uma condição devoluta”, assim como “um conjunto de áreas que o Plano Diretor Municipal em vigor classifica como urbanas/urbanizáveis e que se encontram por urbanizar e/ou edificar”.
Na visão de futuro da ARU da Trofa há “um vasto leque de intervenções que, no seu conjunto, sejam capazes de produzir mudanças estruturais ao nível da sua centralidade, qualificação e atratividade”. Foram identificadas “quatro tipologias de intervenção prioritária” no território da ARU, como a (re)qualificação e valorização do espaço público, combinando intervenções de natureza estruturante, a requalificação e reconversão funcional de unidades industriais abandonadas, conservação e reabilitação do parque edificado utilizado ou passível de vir a ser utilizado para fins habitacionais e, de forma complementar, para a instalação de atividades de comércio e serviços e o preenchimento de espaços não edificados (vazios urbanos), tanto no quadro de iniciativas estruturantes de urbanização programada como por via de operações pontuais para colmatar áreas de edificação mais consolidada.

 

Programa de Investimento Municipal

O programa de investimento municipal toma como referência o eixo formado pelos Parques de Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro e pelo corredor desativado da antiga Linha do Minho como fio condutor das intervenções a concretizar, atuando sobre uma zona do miolo da cidade, que se apresenta degradada e desqualificada. O Plano de Ação prevê a concretização de intervenções prioritárias, como a estruturação do Corredor Central da Trofa, a valorização Urbanística da Diagonal da Trofa, a reabilitação e refuncionalização das antigas instalações das Rações  Trofense e a reabilitação da antiga estação ferroviária da Trofa.
Com a estruturação do Corredor, o Município pretende “posicionar o antigo corredor da Linha do Minho enquanto elemento fundamental de estruturação e qualificação urbana do núcleo central da cidade”, através da “reconversão urbanística do antigo corredor” com “a implementação das componentes de mobilidade” pedonais e clicáveis. O custo é de 2,7 milhões de euros e tem “assegurado financiamento comunitário do Programa Operacional Norte 2020 à taxa de 85 por cento”.
Já com um investimento de 450 mil euros, e com financiamento comunitário assegurado do PO Norte 2020 à taxa de 85 por cento, a autarquia quer a valorização urbanística da Diagonal da Trofa, para “afirmar o eixo Rua Conde de S. Bento e Rua Costa Ferreira como um corredor vital de articulação entre os setores Nascente e Poente da cidade, rompendo o efeito-barreira historicamente exercido pela antiga Linha do Minho”. Para isso, prevê-se a “implementação de soluções de espaço público que se traduzam na melhoria de condições de mobilidade e acessibilidade pedonal, no reordenamento da oferta de estacionamento na via pública e possível reconversão deste eixo em zona 30”.
Com a reabilitação das antigas instalações das Rações Trofense, a Câmara pretende “reforçar a carteira de funções centrais e a capacidade de polarização externa do núcleo central da cidade, contribuindo para reverter o estado devoluto e de profunda degradação do edifício a reabilitar e, em simultâneo, preservar e valorizar a identidade e memória industrial da cidade. Com um investimento de 2,6 milhões de euros, com financiamento comunitário assegurado do PO Norte 2020 à taxa de 85 por cento, vai ser feita uma “reabilitação das instalações industriais onde anteriormente funcionou a empresa”, tendo em vista a sua “subsequente refuncionalização”.
Ainda sem financiamento está a reabilitação  das instalações da antiga estação ferroviária da Trofa, para “criar um polo de animação local numa zona fortemente desvitalizada em termos funcionais, contribuindo para reverter o estado devoluto e de desagregação das instalações a reabilitar e, em simultâneo, preservar e valorizar a identidade e memória ferroviária da cidade”. Com um custo de 500 mil euros, pretende-se reabilitar as instalações, prevendo-se a sua refuncionalização enquanto “equipamento polivalente vocacionado para o acolhimento e apoio logístico de iniciativas de animação urbana de dimensão e natureza diversificada”.