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Edição 679

Alunos de Giesta realizam desfolhada

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Alunos levaram avós à escola para comemorar a entrada do outono.

A Escola Básica de Giesta comemorou, no dia 18 de outubro, a entrada no outono com uma desfolhada. As portas da escola abriram-se para os avós dos alunos que, vestidos a rigor, começaram por cantar uma canção de outono com direito a uma recordação que os meninos desenharam para lhes oferecer.
Foi no espaço exterior do estabelecimento que se cumpriu a tradição da desfolhada, com direito a espigas amarelas e vermelhas, num momento em miúdos e graúdos encararam como uma festa. Não podiam faltar os abraços e a algazarra como manda a tradição. Para terminar o encontro, a Associação de Pais providenciou um lanche para todos os presentes. “Passamos uma bela tarde na escola, na companhia dos nossos avozinhos, que connosco partilharam a sua sabedoria e ternura”, sublinharam as crianças, em jeito de resumo aos momentos que vivenciaram.

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Edição 679

José Malhoa e Adelaide Ferreira nas festas de S. Romão

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As festas em honra de S. Romão realizam-se a 17 e 18 de novembro e levam ao Largo do Seixinho nomes sonantes da música popular portuguesa.

José Malhoa, Adelaide Ferreira, Tozé, Nelo Silva, Paulo Ribeiro e Zé Cabra cabem todos no cartaz das festas em honra de S. Romão.

Leia a notícia completa na edição 679 do NT, nas bancas.

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Edição 679

Concelho da Trofa: Valeu a pena!

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A memória é uma história que se escreve com as palavras arrojadas, que o presente nos sugere. A história é uma viagem através do tempo; é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestre da vida, anunciadora dos tempos antigos. A história é a ciência dos homens no tempo.

Na história da Trofa, o período que antecedeu a criação do Concelho foi um tempo de luta por uma emancipação mais que justa. Talvez tenha sido o período mais profícuo da história da Trofa, mas também foi o período em que o «trofismo» esteve mais arreigado nas nobres gentes, do mais novel Concelho do país, o Concelho da Trofa!

A luta muito antiga, com mais de 150 anos, pela criação do Concelho da Trofa, nunca obedeceu a interesses menores, nem a critérios financeiros ou à falta “disto e daquilo”, muito menos a questões de “quintal ou vizinhança”. A criação do Concelho da Trofa foi a reconquista de uma realidade homogénea, em termos geográficos, sociológicos, históricos e culturais.

O sonho dos trofenses, pela criação do seu concelho, o Concelho da Trofa, durou mais de século e meio, passou de geração em geração, nunca morreu, nunca chegou a “enferrujar” e raramente esmoreceu. Demorou muitos anos, mas a “carta de alforria” foi conseguida, eram 17h 55m, do famoso dia 19 de novembro de 1998, para gáudio da grande maioria dos trofenses.
Nós, os membros da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, sempre acreditamos, sempre lutamos com um vigoroso empenhamento, pela materialização dessa esperança, por isso concretizamos aquilo para que tínhamos sido mandatados pelo povo trofense: a criação do Concelho da Trofa. Conseguimos. O sonho realizou-se!

Os elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa não foram os “Defensores da Barca”, nem os “Bravos do Mindelo”, muito menos os “Capitães de Abril”, mas foram os “verdadeiros” pais do Concelho da Trofa. Foi com os nossos lábios denodados que ousamos primeiro entoar o doce nome LIBERDADE, com o grito que se ouviu bem longe: VIVA O CONCELHO DA TROFA.

É verdade que nestes 20 anos de autonomia, muito há ainda por fazer e muito mal nos fizeram, pois surripiaram, a uma parte significativa dos trofenses, o comboio da via estreita, com a promessa do metro de superfície e até à data nem comboio nem metro. Mas também foi anunciada, pelo poder central, a obra da variante à EN14, tão necessária ao desenvolvimento do concelho, só que nunca foi iniciada a sua construção. Até parece termos voltado ao tempo, em que existia uma máxima: “para a Trofa, quanto pior, melhor!”,

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Só que agora são os trofenses a gerir o seu próprio destino. Também por isso, a sociedade civil mobilizou-se e fortaleceu o associativismo, principalmente na área social, com a criação da Misericórdia, Lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que trabalham afincadamente de modo abnegado a favor dos mais carenciados, a favor dos mais frágeis da sociedade, mostrando ao mundo de que têmpera são feitos os trofenses. Por isso é que não baixaram os braços e continuam a lutar para que a Trofa se transforme no melhor Concelho do país. Os trofenses merecem!

Por tudo isto, mesmo parecendo pouco, digo sem qualquer tipo de hesitação, que a criação do Concelho da Trofa VALEU A PENA! O nosso sonho realizou-se, mas outros sonhos nasceram! Que nunca nos falte um sonho para lutar pela sua concretização. Vale a pena nunca desistir dos nossos sonhos, para que a Trofa possa caminhar na direção da pujança económica e social, que teve num passado bem recente.
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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