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Edição 679

Colégio da Trofa doa mais de duas toneladas de alimentos

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Projeto “Juntos por uma Causa”, do Colégio da Trofa, vai apoiar 80 famílias. Foram entregues mais de duas toneladas de alimentos.

A solidariedade não tem data nem local e quem está predisposto a ajudar pode exaltar este valor com o mais simbólico gesto. Mas quando uma comunidade se junta numa causa comum, o resultado é um grande exemplo de altruísmo. Foi o que aconteceu no Colégio da Trofa. Inspirados pelos professores, os alunos do 10.º ano desencadearam uma ação que resultou na angariação de “mais de duas toneladas” de alimentos, que vão ajudar “cerca de 80 famílias” desfavorecidas da Trofa.

Maria Oliveira, uma dos alunas envolvidas, explicou ao NT e à TrofaTv que “o Colégio tenta fazer perceber que nem todos têm as mesmas possibilidades” e que foi “com surpresa” que encarou “a dimensao que esta causa teve”. “Estou sem palavras”, admitiu a jovem.


O professor Ricardo Pereira assinalou que o “apelo” espalhou-se “com grande energia” por toda a escola e foi bem recebido “por todos”, desde os meninos de três anos aos jovens do 12.º, incluindo docentes, funcionários e elementos da direção. “Tratou-se de um projeto multidisciplinar, que uniu todo o Colégio”, sublinhou.

Esta iniciativa, que não é inédita no Colégio da Trofa, partiu da celebração do Dia Mundial da Alimentação e faz parte do projeto educativo e pedagógico do estabelecimento de ensino. “Eles sentem-se desafiados e veem a escola como algo mais do que um lugar para adquirir conhecimentos. Há competências sociais e valores de cidadania que estão em causa”, argumentou Ricardo Pereira.

O coordenador pedagógico do estabelecimento de ensino, João Amaral, não ficou surpreendido com a expressão da solidariedade da causa, justificando que “os alunos empenham-se em todas as ações da escola”. Já quanto à iniciativa, explicou, pretendia “consciencializar para a importância da solidariedade, educar a nível social e manter uma ligação à comunidade”.

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Os alimentos foram entregues à Conferência Vicentina da Trofa, que desta forma poderá ajudar as famílias sinalizadas. “São 80 famílias muito carenciadas que vão receber uma ajuda resultante de um projeto solidário, cuja mensagem que transmite é de amor ao próprio e caridade. Temos de agradecer a todos os que se solidarizaram com esta causa”, afirmou José Augusto Gomes, representante do movimento.

Mas as necessidades mantêm-se todos os dias, pelo que é premente que a solidariedade continue em grande expressão no concelho.

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Edição 679

José Malhoa e Adelaide Ferreira nas festas de S. Romão

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As festas em honra de S. Romão realizam-se a 17 e 18 de novembro e levam ao Largo do Seixinho nomes sonantes da música popular portuguesa.

José Malhoa, Adelaide Ferreira, Tozé, Nelo Silva, Paulo Ribeiro e Zé Cabra cabem todos no cartaz das festas em honra de S. Romão.

Leia a notícia completa na edição 679 do NT, nas bancas.

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Concelho da Trofa: Valeu a pena!

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A memória é uma história que se escreve com as palavras arrojadas, que o presente nos sugere. A história é uma viagem através do tempo; é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestre da vida, anunciadora dos tempos antigos. A história é a ciência dos homens no tempo.

Na história da Trofa, o período que antecedeu a criação do Concelho foi um tempo de luta por uma emancipação mais que justa. Talvez tenha sido o período mais profícuo da história da Trofa, mas também foi o período em que o «trofismo» esteve mais arreigado nas nobres gentes, do mais novel Concelho do país, o Concelho da Trofa!

A luta muito antiga, com mais de 150 anos, pela criação do Concelho da Trofa, nunca obedeceu a interesses menores, nem a critérios financeiros ou à falta “disto e daquilo”, muito menos a questões de “quintal ou vizinhança”. A criação do Concelho da Trofa foi a reconquista de uma realidade homogénea, em termos geográficos, sociológicos, históricos e culturais.

O sonho dos trofenses, pela criação do seu concelho, o Concelho da Trofa, durou mais de século e meio, passou de geração em geração, nunca morreu, nunca chegou a “enferrujar” e raramente esmoreceu. Demorou muitos anos, mas a “carta de alforria” foi conseguida, eram 17h 55m, do famoso dia 19 de novembro de 1998, para gáudio da grande maioria dos trofenses.
Nós, os membros da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, sempre acreditamos, sempre lutamos com um vigoroso empenhamento, pela materialização dessa esperança, por isso concretizamos aquilo para que tínhamos sido mandatados pelo povo trofense: a criação do Concelho da Trofa. Conseguimos. O sonho realizou-se!

Os elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa não foram os “Defensores da Barca”, nem os “Bravos do Mindelo”, muito menos os “Capitães de Abril”, mas foram os “verdadeiros” pais do Concelho da Trofa. Foi com os nossos lábios denodados que ousamos primeiro entoar o doce nome LIBERDADE, com o grito que se ouviu bem longe: VIVA O CONCELHO DA TROFA.

É verdade que nestes 20 anos de autonomia, muito há ainda por fazer e muito mal nos fizeram, pois surripiaram, a uma parte significativa dos trofenses, o comboio da via estreita, com a promessa do metro de superfície e até à data nem comboio nem metro. Mas também foi anunciada, pelo poder central, a obra da variante à EN14, tão necessária ao desenvolvimento do concelho, só que nunca foi iniciada a sua construção. Até parece termos voltado ao tempo, em que existia uma máxima: “para a Trofa, quanto pior, melhor!”,

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Só que agora são os trofenses a gerir o seu próprio destino. Também por isso, a sociedade civil mobilizou-se e fortaleceu o associativismo, principalmente na área social, com a criação da Misericórdia, Lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que trabalham afincadamente de modo abnegado a favor dos mais carenciados, a favor dos mais frágeis da sociedade, mostrando ao mundo de que têmpera são feitos os trofenses. Por isso é que não baixaram os braços e continuam a lutar para que a Trofa se transforme no melhor Concelho do país. Os trofenses merecem!

Por tudo isto, mesmo parecendo pouco, digo sem qualquer tipo de hesitação, que a criação do Concelho da Trofa VALEU A PENA! O nosso sonho realizou-se, mas outros sonhos nasceram! Que nunca nos falte um sonho para lutar pela sua concretização. Vale a pena nunca desistir dos nossos sonhos, para que a Trofa possa caminhar na direção da pujança económica e social, que teve num passado bem recente.
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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