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Ano 2008

A Oposição na Trofa

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O que enobrece e fortalece o regime democrático, é sem dúvida alguma, a forma como o poder é exercido, mas também, e muito, a forma como se faz oposição. Fazer oposição é um acto que engrandece a democracia e que é tanto ou mais importante que o próprio poder. Existe legislação que garante o direito à oposição, mas não tem sido só o poder que tem escamoteado o estatuto da oposição. Até os jornais lhe dão uma visibilidade mortiça e genericamente, desconhecem-se os seus argumentos. Também a própria oposição, pelas suas intervenções de credibilidade duvidosa e quantas vezes de uma qualidade paupérrima, têm contribuído para o descrédito da política e dos políticos.

   Letargia e inacção dominam o quadro político na Trofa. A oposição, ou a falta de oposição, contribui decisivamente para o ambiente de descrédito e deveras desolador, que com falta de garra e de «Trofismo», tem desanimado os Trofenses. Este ambiente que a politica provoca, tem sido interrompido por breves e burocráticos resmungos. Falta de dedicação, deslumbramento serôdio por serem autarcas eleitos e incapacidade de estarem atentos ao desenvolvimento da acção autárquica, tem sido o panorama com que muitos dos eleitos têm brindado quem os elegeu.

Ninguém chega ao poder se não souber ser oposição. Quem quer atingir o poder tem que saber construir crédito na oposição. Ser oposição não é um anexo, ou um apêndice, de quem está no poder.

Exemplos de oposição que entristece quem os elegeu, são muitos e alguns até públicos como são os casos passados recentemente na Assembleia Municipal. Numa das suas muitas intervenções, o Presidente da Câmara lamentou que a oposição não tem louvado aquilo que a Câmara tem feito (?) de bom; e logo "salta" um Deputado Municipal, dito da oposição, no seu estilo, desajustado para o efeito, para dizer que já o elogiou muitas vezes e que até contribuirá com o seu dinheiro pessoal, para o ajudar nas suas obras de beneficência. Isto não é oposição, mas sim um anexo do poder. Outro exemplo ilustrativo da má qualidade da oposição, é uma intervenção de outro Deputado Municipal, que pelo facto de se deslocar da Trofa ao Porto em pouco mais de quinze minutos, tem dúvida se se justifica a vinda do Metro à Trofa. Para este Deputado Municipal, a solidariedade não existe, para com aqueles que há mais de seis anos não tem o meio de transporte que lhes foi retirado com a promessa da vinda do Metro à Trofa e ainda hoje essa promessa não foi cumprida, como é o caso das gentes do Muro, de Alvarelhos e até de Bougado e Guidões. Ser solidário, não é com esse dito Deputado Municipal. Por analogia, como esse Deputado Municipal tem uma boa reforma, aqueles que têm uma reforma de miséria não necessitam de melhores reformas. É assim que a oposição brinda quem os elegeu.

Para ser oposição, é preciso cumprir o objectivo e a missão que os eleitores lhes deram e assumir a responsabilidade de apontar os erros ao poder autárquico, lutar contra o que está errado, mas simultaneamente levantar bandeiras justas e ter a coragem de indicar propostas alternativas. E péssimo quando não se tem bandeiras. Para ser uma oposição eficaz, é preciso saber construir uma alternativa ao poder instalado quando começa a "cheirar a eternização".

O nobre e imprescindível exercício de oposição, numa democracia, é fiscalizar os actos do poder executivo, denunciando-os e apontando sem hesitação os erros, falhas, equívocos e prepotências próprias do poder, e ao mesmo tempo indicar como corrigir. Isso sim é oposição! Ser oposição não é ser contra, por ser contra, mas opor-se com propostas, métodos e formas de exercer o poder.

Quem não tem espírito público do acto de SERVIR, pode até ser eleito pelos tradicionais métodos que todos conhecemos, mas nunca será um legítimo representante do povo. Para falarem por falar, é preferível ficarem calados!?!

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  José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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